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HAND SPINNER: SÓ PARA CRIANÇAS?

 

Hand spinner: só para crianças?

 

 
 
 

 

hand spinner ou simplesmente spinner, como é comumente chamado, ganhou a simpatia e a adesão das crianças. Cores e luzes giram velozmente nas mãos, testas, cotovelos, pés e onde mais as leis da física permitirem com uma agilidade impressionante.
 
Com um pouco de treino as crianças já conseguem executar manobras incríveis. Não faltam vídeos na internet ensinando os movimentos mais legais e difíceis. Tudo certo.
 
Pais ficam felizes pois consideram que estes novos brinquedos que giram com os movimentos coordenados das mãos são uma alternativa, ainda que momentânea, para o “grude” e a atração fatal e irresistível que os eletrônicos exercem nos filhos.
 
Sim, os spinners tem muitas vantagens. Por isso, vale ressaltar que os adultos também poderiam utilizá-los como uma forma de entretenimento e distração. Exatamente assim: adultos também devem “brincar” para relaxar um pouco das tensões do dia a dia.
 
Brincar é importante. Em todas as idades, com as devidas e necessárias proporções, claro. Brincadeiras em geral implicam em um desafio a ser cumprido. Isso é muito positivo, pois estimula adultos e crianças a imaginar soluções e formas para se atingir o objetivo proposto e vencer o desafio. Seja em um jogo de tabuleiro, ou num jogo de quadra, empinar pipa, alcançar alguém no pega-pega, conseguir ficar em pé em um skate para descer uma ladeira ou equilibrar um spinner no cotovelo. Tudo vale como brincadeira. 
 
Muito se aprende com estas brincadeiras. Além do essencial exercício da imaginação, muitas brincadeiras exigem habilidades físicas para conquistar os objetivos. Ninguém se equilibra em patins de primeira. Há que se ter vontade, determinação, treinamento e esforço. Os spinners exigem um treinamento que afina as habilidades motoras nos dedos das duas mãos e estimula o senso de equilíbrio. Pensem em quantos micro movimentos musculares necessitamos fazer para equilibrar um spinner e não o deixar cair. A inteligência corporal se aguça e se afina. A inteligência espacial e a imaginativa se exercitam a cada inovação de movimentos.
 
Desafios são vencidos e isso dá muito prazer a quem os vence. Quando os spinners giram junto com os dos amigos próximos, novos movimentos são criados e mais importante que tudo, o movimento da socialização, do fazer algo junto com alguém, objetivando os mesmos propósitos, ainda que lúdicos, promove e aumenta os laços pessoais de convivência real, em um mundo onde os laços virtuais ganham cada vez mais espaço, não obstante sua fragilidade eletrônica.
 
Que venham mais brinquedos como os spinners, para que adultos e crianças possam “rodar” os movimentos do corpo e principalmente os da cabeça, arejando as ideias e entendendo que grandes prazeres podem estar em pequenas (e mais baratas) distrações.

 

Fonte: G1 – 10/07/2017

Fernando Cunha

 

 

MICRO EMPRESA, SEBRAE, RECEITA

MUTIRÃO DE REGULARIZAÇÃO 

Mais de 342 mil empresas optantes pelo Simples Nacional regularizaram seus débitos tributários com a Receita Federal e parcelaram cerca de R$ 20 bilhões aos cofres da União. O resultado da parceria entre a Receita e o Sebrae, que culminou no Mutirão da Regularização, permitiu que as micro e pequenas empresas permanecessem no regime especial.

O balanço foi divulgado após reunião entre o Presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos, e o Secretário da Receita Federal, Jorge Rachid. A avaliação de ambos é que as ações conjuntas renderam excelentes resultados.

“A Receita Federal implantou sistema eletrônico para o parcelamento de débitos do Simples Nacional, permitindo facilidade aos micro e pequenos empresários no ato de negociação de suas dívidas”, destacou Jorge Rachid.

Rachid ressaltou ainda a importância de os optantes pelo Simples manterem regularidade no pagamento dos débitos correntes. “O Simples Nacional traz grandes benefícios aos micro e pequenos empresários e somente a regularidade tributária garante a manutenção dos benefícios deste regime simplificado de apuração e recolhimento de tributos", lembrou. 
A Lei complementar nº 155/2016, permitiu o parcelamento especial de 120 meses de dívidas tributárias existentes até maio de 2016 para empresas que faturam até R$ 3,6 milhões ao ano. Antes, a regularização poderia ocorrer apenas com o pagamento à vista ou com o parcelamento em até 60 meses.

Em setembro de 2016, a Receita emitiu intimações para 587 mil empresas comunicando sobre a necessidade de regularização de débitos no valor de R$ 21,3 bilhões. Após o Mutirão da Regularização, lançado em dezembro de 2016 e encerrado em março de 2017, 96% do total notificado foi regularizado pelos devedores.

“O pequeno empresário é bom pagador. Ele não gosta de ter débitos. Quando criamos mecanismos que facilitam e desoneram a vida dele, ele adere”, comenta o presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos.

Afif diz que essa alta adesão é mais uma prova de que medidas que beneficiam as micro e pequenas empresas geram retorno para o Governo, e principalmente, para a economia, pois as empresas desse porte são responsáveis por mais de 27% do PIB e por 54% da massa salarial.

Fonte:http://idg.receita.fazenda.gov.br/noticias/ascom/2017/junho/pequenos-negocios-parcelaram-mais-de-r-20-bilhoes-de-dividas-tributarias

Fernando Cunha – 12/06/2017

SOLIDÃO, CAMINHO DA DEPRESSÃO

 

Solidão abre caminho para a depressão e essa rima é um veneno

 

O tempo vai passando e o círculo de amigos diminui. É mais comum ir a enterros do que a festas de aniversário. Uma rima que faz mal: no rastro da solidão, vem a depressão. Nos Estados Unidos, um estudo com 1.600 idosos, realizado entre 2002 e 2008, mostrou uma relação estreita entre solidão, declínio funcional e morte entre adultos acima dos 60 anos.

 

Para se ter ideia da magnitude desse dado, segundo estimativa do censo americano, acima dos 75 anos, 25% dos homens e 46% das mulheres vivem sozinhos. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, pelo menos 300 milhões de pessoas sofrem de depressão no planeta. As mulheres são mais afetadas pela doença que os homens e, considerando-se que vivem mais, a velhice prolongada também as transforma em vítimas em potencial. Como quebrar esse círculo vicioso? Filhos, parentes e cuidadores podem ajudar a combater o isolamento e a depressão: dependendo do grau de independência e autonomia do idoso, há muito o que fazer.

 

Na campo social e afetivo, a rede formada pela família e pelos amigos é um grande antídoto contra a sensação de estar se sentindo deixado de lado, isolado, sem companhia. Por isso o estímulo para uma maior interação social é tão importante: de fazer visitas a frequentar eventos comunitários. Criar um senso de propósito, de engajamento ou pertencimento também tem efeitos benéficos. Pode ser um hobby, como tricotar ou jogar cartas, ou se tornar voluntário resgatando algum talento ou expertise. As pessoas diferem muito umas das outras, por isso é preciso exercitar a sensibilidade para achar a “chave” certa. Muitas vezes, um animal de estimação pode ser mais que uma companhia – o idoso voltará a se sentir responsável cuidando do bicho. No caso de limitações mais severas, até plantas podem exercer esse papel.

 

Manter o idoso fisicamente ativo é fundamental: caminhar já é uma vitória, mas por que não aulas de ioga e tai chi chuan? Há, por exemplo, opções com preços acessíveis em unidades do Sesc, presentes em muitas cidades. Ainda nos cuidados físicos, não abrir mão de uma dieta balanceada, rica em fibras, frutas, legumes, verduras (levemente cozidos) e grãos. A perda de apetite pode ser um sinal de depressão e não deve ser ignorada. Osdistúrbios de sono também podem agravar um quadro depressivo. Sonecas à tarde atrapalham o descanso e, definitivamente, ficar diante da televisão até de madrugada também faz mal. Pacientes com demência ou Alzheimer podem apresentar um quadro de agitação no começo da noite, comportamento conhecido como “sundowning” – porque ocorre quando o sol se põe. Uma rotina com mais atividades durante o dia pode ajudar, assim como aumentar a iluminação da casa ao entardecer para que o idoso não sinta tanto a diferença, ensina o site dailycaring.com.

 

No caso de mudanças de comportamento, não se deve perder tempo: é necessário buscar ajuda profissional. Dependendo do caso, será preciso um serviço de apoio para um monitoramento mais de perto. Uma questão delicada é checar os remédios que são tomados, porque um progressivo comprometimento cognitivo pode levar o idoso a esquecer de tomar o medicamento ou ingerir uma quantidade excessiva de pílulas. Mas uma dica não tem contraindicação: sempre mostrar que eles são amados.

Fonte: G! -16/04/2017

Fernando Cunha

BRASILEIRO É ASSALTADO….

 

Brasileiro gasta 5 meses de trabalho para pagar impostos. E onde está o retorno?

A reforma tributária está em pauta no governo, mas pelo que já foi dito até agora, o sinal dado à população é de que não existe intenção em reduzir a carga tributária, pelo contrário, temos o risco de ver uma carga maior no futuro próximo.
 
Além da notícia não agradar a ninguém, isso reforça o peso cada vez maior dos impostos no bolso da população ao longo dos anos. E não falo isso apenas por "sensação" de que a pressão está maior, a carga tributária brasileira realmente vem crescendo de um modo assustador ao longo do tempo. 
 
Basta observar o quanto o brasileiro precisa trabalhar por ano para dar conta da carga tributária. Um estudo feito pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) mostra a evolução do peso dos tributos ao longo do tempo. Na gestão de Fernando Collor, por exemplo, o brasileiro precisava trabalhar 3 meses inteiros somente para pagar a carga tributária.  
 
Da gestão de Itamar Franco até Fernando Henrique Cardoso, o tempo de trabalho para cobrir a carga tributária cresceu gradativamente para 4 meses. Nos anos entre Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff o tempo de trabalho saltou para 5 meses. Em 2016, o brasileiro precisou trabalhar 5 meses e 1 dia para conseguir arcar com a carga tributária do país. Em comparação à década de 1970, por exemplo, o tempo de trabalho para cobrir os tributos dobrou. Somente entre 2015 e 2016, houve elevação em dez impostos. O estudo completo com a evolução dessa carga tributária pode ser conferido aqui. 
 
Do ponto de vista histórico, a cobrança de impostos existe desde os tempos bíblicos. Em tese, a criação visava uma relação de troca que garantisse o bem-estar social. As pessoas pagariam seus tributos ao Estado e, em troca, receberiam o amparo necessário para ter saneamento, segurança, saúde, educação, entre outros. 
 
Do ponto de vista teórico, a relação é justa, mas na prática nem todos os países estabelecem isso de uma maneira eficiente. A Dinamarca e a França, por exemplo, estão entre os países que mais cobram tributos da população – a carga, inclusive, supera a do Brasil. No entanto, o retorno desses impostos para a população é muito maior do que aqui
 
Além de lidarmos com uma carga tributária crescente, o país ainda tem uma péssima qualidade de serviços. Falta investimento em logística para baratear os custos de produção, a qualidade do transporte público é ruim, falta saneamento decente principalmente nas regiões periféricas, falta qualidade na saúde pública e na educação, e a questão da segurança pública é calamitosa. Basta ver a situação da criminalidade em grandes capitais, como São Paulo e Rio de Janeiro, além da crise carcerária que recentemente foi amplamente divulgada pela mídia. 
 
Desde o agravamento da crise econômica, o governo bate na tecla de que é preciso aumentar a arrecadação para a retomada da economia. No entanto, com uma das maiores cargas tributárias do mundo e sem o retorno desses tributos para a sociedade, fica difícil acreditar que essa saída é interessante.    

Fonte: g1 – 02/04/2017

Fernando Cunha

DIGA NÃO AO PRECONCEITO…

Em pleno século 21, ainda temos pessoas com este nível de pensamento e ação, mesmo tendo formação e informação.

O bem sempre será maior que o mal. Não podemos permitir este tipo de atitude. Esta pessoa deveria fazer um estágio na APAE,ACD e prestar serviços comunitários nestas entidades para conhecer a realidade e pedir perdão.

Foto de bebê com Síndrome de Down é alvo de ofensas em rede social

O pequeno Fernando, de 11 meses, foi alvo de comentários preconceituosos em uma rede social. Com Síndrome de Down, o bebê foi comparado a um filhote de cachorro em uma foto postada pela tia dele para conscientizar a população sobre o Dia Internacional da Síndrome. A mulher discute com outras pessoas na postagem, alvo de denúncia na Polícia Civil. 

“Lindos quando são pequenos, mas quando crescem só pensam em…”, diz a internauta ao mencionar o ato sexual na postagem. Indignados, pai, mãe e tia procuraram a delegacia para denunciar as ofensas, nesta sexta-feira (24).

“Essa pessoa não tem o que, felizmente, sobra lá em casa, que é amor”, afirma o pai do menino, Heitor Durval Dantas.

A tia, Juliana Preto, foi a primeira a prestar depoimento na delegacia, na manhã desta sexta. Ela defendeu que o sobrinho deve ser respeitado. “Enquanto a gente puder, a gente vai brigar por ele, pelos direitos e pelo respeito que merece”, completou.

Tanto a postagem quanto os comentários foram feitos no Dia Internacional da Síndrome de Down, no dia 21 de março. A internauta suspeita de ter escrito as ofensas deve ser intimada pela polícia ainda nesta sexta. Ela terá um prazo de 48 horas para ser ouvida.

'Lindos quando são pequenos, mas quando crescem só pensam em...', diz a usuária ao mencionar o ato sexual (Foto: Reprodução/Facebook)'Lindos quando são pequenos, mas quando crescem só pensam em...', diz a usuária ao mencionar o ato sexual (Foto: Reprodução/Facebook)

'Lindos quando são pequenos, mas quando crescem só pensam em…', diz a usuária ao mencionar o ato sexual (Foto: Reprodução/Facebook)

 

“Nós vamos enquadrar isso em injúria qualificada. Ela poderá pegar, pelo crime, de 1 a 3 anos de reclusão, além de multa”, explicou o delegado responsável pelo caso, Paulo Rameh.

Pouco tempo após ter publicado, a internauta apagou os comentários. Por telefone, ela disse à reportagem não conhecer a criança. Ela afirma não se arrepender do que fez e não classifica o ato como agressão nem, tampouco, preconceito.

 
 
 

Pais prestam queixa por comentários preconceituosos em rede social

"Não foi agressão. Apaguei os comentários porque estava chegando muita resposta chata. Não foi preconceito, tiraram do contexto. Eu disse que são pessoas, crianças em geral, filhotes em geral — gato, cachorro, coelho, passarinho — são lindos, mas, quando crescem, começam os problemas", disse.

De acordo com o delegado Paulo Rameh, a internauta será ouvida pela Polícia Civil na quarta-feira (29).

Fonte:G1-PE, 26/03/2017

Fernando Cunha

 

 

 

 

 

 

ROCK IN PAJEÚ DAS FLORES

O QUE É BOM, TEM QUE DIVULGAR E APOIAR…..PARABÉNS GALERA

O IMPOSSÍVEL É UM LUGAR QUE NÃO EXISTE…….SUCESSO…..EU APOIO.

 

Galera vem ai o ROCK AND ROLL – ENSAIO LIVRE.
Uma iniciativa apresentada pela Banda Qual Foi, em diálogo com vários artistas/bandas da cena alternativa musical egipciense e parceria com a Prefeitura Municipal, Secretaria de Cultura e Instituto Sociocultural Arte Mambembe de São José do Egito – PE
Dia 22 de abril as 17:30h
BANDAS:
Sex On The Gruta (de Delmiro gouveia, Alagoas – Surf Músic)
Remistério (de Paulo Afonso, Bahia – pós punk/Rock Alternativo)
Valkyria (de Buique, Pernambuco – Metal industrial/Metal gótico)
Procedência Pernambucana (de Itapetim, Pernambuco – Clássicos do Rock)
Qual Foi (de São José do Egito, Pernambuco – Rock/Blues/Reggae)
Sistema de Protesto (de Arcoverde, Pernambuco – Punk Rock/Hard Core)
Irmandade Punk (de Arcoverde, Pernambuco – Punk Rock/Hard Core)
Estaremos arrecadando do público 1 kg de alimento para doação ao Instituto Sociocultural Arte Mambembe.

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas e texto

 

 

FONTE: FACE DE AMADEU SOUZA – 21/03/2017

FERNANDO CUNHA

DIA INTERNACIONAL DA MULHER

Carlos Drummond e seu poema MULHER – Parabéns a todas as mulheres!

 

MULHER

Para entender uma mulher
é preciso mais que deitar-se com ela…
Há de se ter mais sonhos e cartas na mesa
que se possa prever nossa vã pretensão…

Para possuir uma mulher
é preciso mais do que fazê-la sentir-se em êxtase
numa cama, em uma seda, com toda viril possibilidade… Há de se conseguir
fazê-la sorrir antes do próximo encontro

Para conhecer uma mulher, mais que em seu orgasmo, tem de ser mais que
amante perfeito…
Há de se ter o jeito certo ao sair, e
fazer da saudade e das lembranças, todo sorriso…

– O potente, o amante, o homem viril, são homens bons… bons homens de
abraços e passos firmes…
bons homens pra se contar histórias… Há, porém, o homem certo, de todo
instante: O de depois!

Para conquistar uma mulher,
mais que ser este amante, há de se querer o amanhã,
e depois do amor um silêncio de cumplicidade…
e mostrar que o que se quis é menor do que o que não se deve perder.

É esperar amanhecer, e nem lembrar do relógio ou café… Há que ser mulher,
por um triz e, então, ser feliz!

Para amar uma mulher, mais que entendê-la,
mais que conhecê-la, mais que possuí-la,
é preciso honrar a obra de Deus, e merecer um sorriso escondido, e também
ser possuído e, ainda assim, também ser viril…

Para amar uma mulher, mais que tentar conquistá-la,
há de ser conquistado… todo tomado e, com um pouco de sorte, também ser
amado!”

Carlos Drummond de Andrade

Fontes: em 07/03/2012 – http://paralerepensar.com.br/drummond.htm,http://www.releituras.com/drummond_bio.asp

Fernando Cunha – 08/03/2017

SINAIS DE 2018…

Estamos em ano eleitoral? não, e sim….mais 2018, tá quente…Veja algumas perólas desta antecipação:

O eco de 2018 – No discurso que proferiu na convenção da candidata do PTB à prefeita de Ipojuca, Célia Sales, o senador Armando Monteiro Neto praticamente assumiu sua candidatura a governador em 2018, ressaltando que a vitória da trabalhista, na eleição suplementar de abril, representava o início da mudança que os pernambucanos podem promover no pleito do próximo ano. “Ipojuca é a arrancada para a grande transformação que o Estado terá em 2018”, profetizou. Para um bom entendedor, o senador já está em plena campanha para enfrentar Paulo.

Elias ensaia revoada do PSDB – O grupo do ex-prefeito de Jaboatão, Elias Gomes, deu uma demonstração pública de que está arrumando as malas para debandar do PSDB. O recado foi interpretado pelo gesto do deputado Betinho Gomes, filho e herdeiro político, ao subir no palanque da candidata do PTB à prefeita na eleição suplementar de Ipojuca em abril, Célia Sales, domingo passado, a convenção que homologou o seu nome e de sua vice Patrícia de Leno (PTN).

 

Se o governador Paulo Câmara e o prefeito do Recife, Geraldo Júlio, chefes da capitania hereditária do PSB em Pernambuco, negaram um mínimo de espaço a Fernando Bezerra pensando que o fragilizaria politicamente, apostaram muito mal. O senador é cobra criada. Se conseguir sair ileso das acusações na Lava Jato, num espaço de tempo que ainda não se sabe, certamente se constituirá, em voo solo ou em aliança com a chamada nova oposição, personagem relevante na sucessão estadual de 2018.

O DISSIDENTE– Dos deputados da bancada do PSB pernambucano na Câmara Federal apenas João Fernando Coutinho não votou em Tadeu Alencar para líder na Casa. A pedido do senador Fernando Bezerra Filho, a quem é ligado hoje, Coutinho votou em Teresa Cristina (MS), que venceu por uma diferença de oito votos.

Ameaça de greve– Em ato marcado para o início da tarde de hoje, a tropa da Polícia Militar decide se entra em greve no Carnaval em protesto contra a proposta de reajuste salarial, já em discussão pelo plenário da Assembleia Legislativa e que, mesmo aprovada, não terá o respaldo da categoria. Há um clima de radicalização entre os militares diante da posição ortodoxa do Governo de não avançar um só centavo que foi proposto. O Governo diz que fez o maior acordo salarial da história, destacando as dificuldades pela baita crise, mas os policiais acham que não ganham nada substancial.

O responsável por isso seria o secretário da Casa Civil, Antônio Figueira, na foto ao lado. Ao invés de abrir portas e promover a boa política de aproximação e vizinhança, Figueira estaria fechando as portas para muitos prefeitos, o que é um grande equívoco. O secretário da Casa Civil vem da área privada, é medico, gestor licenciado do Imip e na gestão do ex-governador Eduardo Campos ocupou a Secretaria de Saúde.

Qualquer semelhança, é mera especulação.

Fernando Cunha – 08/02/2017 às 22hs

 

HECATOMBE DE GARANHUNS

15/01/2017 10h48 – Atualizado em 15/01/2017 10h48

'Hecatombe de Garanhuns': chacina política com 18 mortos faz 100 anos

Assassinatos aconteceram no dia 15 de janeiro de 1917, em Pernambuco.
Tragédia foi motivada pela morte do prefeito eleito na época, Júlio Brasileiro.

Joalline Nascimento e Lafaete VazDo G1 Caruaru

Hecatombe de Garanhuns ocorreu na cadeia pública e vitimou 18 pessoas (Foto: Acervo pessoal/Cláudio Gonçalves)

Dezoito pessoas mortas em uma cadeia pública. Este foi o resultado da tragédia que ficou conhecida como "Hecatombe de Garanhuns". Neste domingo (15), a chacina que vitimou políticos e comerciantes do município do Agreste de Pernambuco completa 100 anos. Ao G1, o coordenador da Comissão do Memorial Centenário da Hecatombe de Garanhuns, o professor Cláudio Gonçalves, afirma que o episódio foi uma das maiores tragédias políticas da história local.

Tudo começou em julho de 1916, quando houve eleição para prefeito de Garanhuns. O tenente-coronel Júlio Brasileiro e José da Rocha Carvalho disputavam a gestão municipal. "Júlio era deputado e Dr. Rocha era apoiado pelos antigos políticos que dominavam o município, que eram os Jardins. Essa eleição foi bastante tumultuada, com ameaças de surra de cipó de boi, listas negras ameaçando os adversários políticos, cruzes negras nas portas destes adversários", detalha o professor Cláudio.

O episódio de Hecatombe ficou marcado pela série de assassinatos, que teriam sido motivados pelo resultado da eleição de 7 de janeiro de 1917. Durante a campanha política, surgiu a figura do capitão Sales Vila Nova, que apoiava Rocha Carvalho. Como opositor político, o capitão matou a tiros o então prefeito eleito, Júlio Brasileiro – que não chegou a tomar posse, pois foi assassinado no dia 14 de janeiro daquele ano, no Recife.

As outras pessoas – aliadas de Rocha Carvalho – foram assassinadas dentro da Cadeia Pública de Garanhuns, após os correligionários de Júlio armarem uma emboscada para vingar a morte do prefeito eleito. Os documentos mostram que cerca de 18 pessoas foram mortas na unidade prisional.

Júlio Brasileiro, prefeito eleito de Garanhuns em 1917 (Foto: Acervo pessoal/Cláudio Gonçalves)Júlio Brasileiro, prefeito eleito de Garanhuns em
1917 (Foto: Acervo pessoal/Cláudio Gonçalves)

Motivação da morte de Julio
De acordo com o coordenador da Comissão do Memorial da Hecatombe, o capitão Sales Vila Nova descobriu que Júlio não poderia ser candidato à Prefeitura de Garanhuns, já que ele era deputado e não havia terminado o mandato.

"Tudo isso levou o governo do estado, por meio do governador Manuel Borba, a anular a eleição. Ele era aliado de Júlio e marcou uma nova eleição para 7 de janeiro de 1917. A oposição não participou desse processo eleitoral, já que Dr. Rocha renuncia, assim como o vice, Dr. Borba Júnior", explica Cláudio Gonçalves.

Ao G1, o professor contou que antes de ocorrer essa eleição, durante o período de campanha, Júlio Brasileiro se encontrou com o capitão Sales Vila Nova no Centro de Garanhuns, onde havia a feira. Na ocasião, o tenente-coronel candidato à prefeitura ameaçou agredir Sales com cipó de boi. Este revidou a ameaça, dizendo que se fosse agredido, mataria Júlio.

Capitão Sales Vila Nova, assassino do prefeito eleito de Garanhuns (Foto: Acervo pessoal/Cláudio Gonçalves)Capitão Sales Vila Nova, assassino do prefeito
eleito de Garanhuns (Foto: Acervo pessoal/Cláudio
Gonçalves)

"Na eleição, Júlio concorreu sozinho e foi eleito prefeito de Garanhuns. No dia seguinte, ele foi para a recepção do general Dantas Barreto, que estava visitando Recife. Passados seis dias, em 13 de janeiro, Sales foi cercado por seis homens mascarados – que eram os sobrinhos e irmãos de Julio, e um secretário da prefeitura. Ele levou a surra de cipó de boi e ficou todo retalhado. Até hoje, acredita-se que Júlio foi o mandante", revela Cláudio.

No dia 14 de janeiro, o capitão Sales viajou para o Recife, encontrou Júlio e atirou nele. Segundo conta Cláudio Gonçalves, o prefeito eleito de Garanhuns estava no terraço de um restaurante quando foi atingido por dois disparos. Ele chegou a perseguir o capitão, mas foi ferido com outros dois tiros e morreu no local. No mesmo dia, Sales Vila Nova foi detido pela morte do tenente-coronel.

Aviso da morte de Júlio Brasileiro
No dia seguinte ao assassinato, o caso que ocorreu no Recife chegou em Garanhuns. A viúva, Ana Duperron Brasileiro, recebeu um telegrama que informava sobre a morte do marido dela. Depois disso, os aliados de Júlio começaram a chegar na casa onde ele morava.

Tomada pelo ódio, a viúva de Júlio disse: 'Não derramarei nenhuma lágrima, se as outras não derramarem. E só vestirei luto depois que as outras vestirem'. A partir disso, foi iniciada uma trama para vingar a morte do tenente-coronel"
Cláudio Gonçalves

"O irmão de Júlio não aceitou que a morte dele [Júlio Brasileiro] tinha sido vingança de Sales, mas achou que foi a mando dos Jardins [e dos seguidores de Rocha Carvalho], que queriam tomar a chefia política de Garanhuns", disse o coordenador da Comissão do Memorial Centenário da Hecatombe.

Segundo Cláudio Gonçalves, "tomada pelo ódio, a viúva de Júlio disse: 'Não derramarei nenhuma lágrima, se as outras não derramarem. E só vestirei luto depois que as outras vestirem'. A partir disso, foi iniciada uma trama para vingar a morte do tenente-coronel".

'Hecatombe de Garanhuns'
Os familiares de Júlio Brasileiro decidiram vingar a morte dele. O sobrinho da vítima, Álvaro Viana, mandou um telegrama para o irmão, Alfredo Viana, convocando ele e outros homens para irem até Garanhuns.

Com a chegada de Alfredo no município do Agreste pernambucano, cerca de 100 homens fortemente armados se reuníram na cidade. Eles começaram a invadir as casas dos adversários de Júlio Brasileiro. "Invadiram a casa de Borba Júnior, que era candidato a vice-prefeito de Rocha Carvalho. O delegado Meira Lima chegou a tempo e impediu a morte de Borba, dizendo que ele deveria ir para a cadeia pública", contou Cláudio ao G1.

A trama da vingança do assassinato de Júlio reuniu familiares, o juiz Abreu e Lima e o delegado Meira Lima. A ideia era levar todos os adversários do prefeito morto para a cadeia. Eles foram convencidos de ir até o local para se proteger, conforme destacou o professor Cláudio Gonçalves.

Sete políticos foram assassinados na cadeia pública na Hecatombe de Garanhuns (Foto: Acervo pessoal/Cláudio Gonçalves)Sete políticos foram assassinados na cadeia pública na Hecatombe de Garanhuns (Foto: Acervo pessoal/Cláudio Gonçalves)

Vários grupos cercaram o local e começaram a atirar. "Argemiro Miranda [um dos correligionários de Rocha Carvalho] conseguiu uma arma, enviada pela esposa de Francisco Veloso [outro opositor de Júlio], e revidou os tiros. Ele tentou escapar, mas morreu na porta da cadeia, que estava cercada", destaca Cláudio.

Na ocasião, morreram 18 pessoas. Entre elas, sete políticos e um jovem que havia ido visitar o tio na cadeia. O nome "Hecatombe de Garanhuns" surgiu porque uma senhora – após perceber que haveria uma chacina – enviou um telegrama para o comandante da polícia, no Recife, com a frase "Enviar forças urgente, haverá uma hecatombe". 

Hecatombe que é um termo grego que significa sacrifício de 100 bois ou massacre de um grande número de pessoas. "Os jornais locais começavam a falar do 'sucesso de Garanhuns', que era [o mesmo que] chacina. Mas, após o telegrama [do pedido de ajuda] ser publicado, começaram a chamar e episódio de hecatombe", explica o professor.

Julgamento da chacina e novo prefeito
O julgamento da Hecatombe de Garanhuns teve início no dia 27 de setembro de 1918. A última sessão para a sentença ocorreu em 19 de novembro de 1918. O capitão Eutíquio da Silva Brasileiro – irmão de Júlio – foi condenado a 30 anos de prisão; Álvaro Brasileiro Viana – primo do prefeito assassinado – foi absolvido unanimemente; Alfredo Brasileiro Viana – também primo de Júlio, foi condenado a 30 anos de prisão; o delegado Meira Lima foi condenado a perder o emprego.

Tragédia foi noticiada em em jornais locais de Pernambuco (Foto: Acervo pessoal/Cláudio Gonçalves)Tragédia foi noticiada em em jornais locais de PE
(Foto: Acervo pessoal/Cláudio Gonçalves)

Quem assumiu a prefeitura de Garanhuns naquele ano foi Joaquim Alves Barreto Coelho, que era Presidente do Conselheiro Municipal. O vice de Júlio Brasileiro, o capitão Thomaz Maia, não assumiu porque foi preso acusado de fornecer querosene para incendiar as casas comerciais das vítimas após a Hecatombe.

Livro sobre testemunha da tragédia
O maestro francês Fernand Jouteux se mudou para o Brasil em busca de inspiração, como afirma o escritor Ígor Cardoso, autor do livro "Fernand Jouteux – O maestro de chapéu de couro”. O músico morou durante 35 anos em Garanhuns e se baseou no livro "Os Sertões", de Euclides da Cunha, para escrever uma das suas maiores obras. 

"A grande obra da vida dele foi uma ópera chamada “O Sertão”, composta na fazenda “Belle Alliance” e inspirada na nossa cultura, em Canudos e em Antônio Conselheiro. Acabou se radicando na cidade por ser perto do Sertão", conta Ígor.

Fernand era um grande amigo do cônego Benigno Lira, um dos personagens centrais da hecatombe. Lira era erudito, poeta e gostava de música clássica e também chegou a colocar letra em uma de suas partituras. Além de vir de uma importante família de Alagoas e Pernambuco, dona de usineiras.

Relatório da hecatombe foi apresentado ao Supremo Tribunal de Justiça (Foto: Acervo pessoal/Cláudio Gonçalves)Relatório da hecatombe foi apresentado ao Supremo
Tribunal de Justiça (Foto: Acervo pessoal/Cláudio
Gonçalves)

"Ele [Lira] tem participação em todos os eventos. Apoiou a estratégia da viúva e ao mesmo tempo convenceu os políticos a se recolherem na cadeia", revela.

O maestro tentou ser fazendeiro, mas logo depois do desastre da hecatombe, o pai dele morreu na França, e ele voltou ao país de origem. Também não conseguiu o apoio que queria para montar a ópera.

"Ele chega a compor uma valsa, a 'Bela Aliança', onde cita nominalmente as amarguras que tem passado e fala sobre a hecatombe, o grande motivo de ter desistido de ser fazendeiro e de viver em Garanhuns. Fernand volta para a França, passa um tempo e não fica feliz. Retorna para o Brasil, vai morar novamente em Garanhuns e encontra um cenário diferente", completa o escritor.

O livro "Fernand Jouteux – O maestro de chapéu de couro” foi lançado no dia 25 de julho de 2015, no Instituto Histórico Geográfico e Cultural de Garanhuns (IHGCG), durante o Festival de Inverno.

Livro foi lançado durante o Festival de Inverno de Garanhuns (Foto: Divulgação/Marta Patriota)Livro foi lançado durante o Festival de Inverno de Garanhuns (Foto: Divulgação/Marta Patriota)

Fonte: G1 – 15/01/2017

 

Fernando Cunha – 15/01/2017, Paulista – PE