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VALEU O VOTO? UMA ANÁLISE NUMÉRICA CÂMARA DE SÃO JOSÉ DO EGITO

Resultado de imagem para O VEREADOR

Fonte: foto da net.

"Acima de tudo, os vereadores servem para representar a sociedade na Câmara. Ele é o político que deve estar mais próximo dos cidadãos, entendendo os problemas da cidade e buscando soluções. A cidade é onde as pessoas moram, trabalham e se divertem e os vereadores devem entender as demandas das pessoas" …

"O Vereador é um representante político da população na esfera municipal. Eleito pelo povo, ele exerce o poder de legislar, mas também o de fiscalizar".

Votamos para ser representado? Sim.  O vereador é o elo das necessidades e através de suas ações melhorar a qualidade de vida da população! Não desejo julgar ninguém, apenas estou analisando números divulgados pela própria câmara no seu site, e trazendo uma análise. Lembrando que tenho maior respeito pelos vereadores, onde conheço todos e conheço a geografia do voto, pois participei de duas campanhas vitoriosas. A Cidade de São José do Egito tem um potencial enorme em vários aspectos da educação, cultura, empreendedorismo, turismo, produção cultural, artes.

A Câmara está na contramão do desenvolvimento; apenas 07 projetos? Temos 13 vereadores, ou 0,5 projeto por vereador! Estamos carentes de projetos, líderes e articuladores. Precisamos aumentar e qualificar este debate. Se cada vereador lançar um projeto por mês, teríamos 156 projetos, 156 debates, 156 ideias novas, 156 mudanças. Pergunte ao seu vereador qual o projeto que ele fez? O que nos une tem que ser maior do que nos separa. A cidade precisa crescer, para não perder o bonde da história. Somos culpados também. Não cobramos. Quando olhamos os números vemos que não existe caminho lógico de contribuir para melhorar. A Câmara só se reuni para se reunir. Queremos uma câmara mais atuante, com propostas ousadas.

A CÂMARA DE SÃO JOSÉ DO EGITO EM 2017, CONFORME SEUS PRÓPRIOS DADOS. VEJA A PRODUÇÃO:07 projetos apenas?

Projeto Lei 7/2017 por ordem numérica. Aqui está os projetos:

 

1         Dispõe sobre o salário mínimo – todo ano é igual

2         Concede título de cidadão – sem novidade

3         Alteração do horário da câmara – sem novidade

4         Projeto lei ordinária – 

5          Institui o dia do gari – lei federal apenas replicada

6          Origem do executivo autorização de abertura de crédito criança feliz – projeto da Prefeitura

7         Reestruturação do conselho do idoso – pro forma

8         Denominação do nome do cemitério – sem novidade.

Indicação nº 223/2017 – 223 indicações

Requerimento 047/2017 – 47 requerimentos

Moção de Aplauso 013/2017 – 13 moções de aplausos

Moção de Pesar 048/2017 – 48 moções de pesar

Moção de Repúdio 02/2017 – 02 repúdio

Fonte: camarasjegito.pe.gov.br/

Fernando Cunha – Formado em Matemática; pós graduado em marketing estratégico; mba em gestão e planejamento ambiental; Disney institute – usa – atendimento.

13 SALÁRIO SERÁ USADO EM…

Planos para o benefício

 

Pesquisa da Anefac aponta que a grande maioria das pessoas que irão receber o 13º diz que pretende usar o recurso para pagar dívidas que já possuem. Outros afirmam que vão usar o dinheiro para despesas de início de ano, compras ou investimentos.

Qual o destino do 13º?
Intenções entre as pessoas que devem receber o benefício
Pagar dívidas: 85Comprar presentes: 5IPVA, IPTU, material escolar: 4Reformar a casa: 1Já receberam ou fizeram empréstimos de antecipação: 3Poupar: 2

Fonte: Anefac
 

O levantamento mostra ainda que, entre as pessoas que vão usar o dinheiro para pagar dívidas, em mais de 90% dos casos a pendência é de cartão de crédito ou de cheque especial.

Qual dívida pretende pagar com o 13º?
Respostas das pessoas que disseram que pretendem usar o benefício para quitar pendências
Cheque especial: 43Cartão de crédito: 51Limpar o nome (dívidas no SPC/Serasa): 1Prestação de lojas atrasadas: 1Financiamento bancário atrasado: 3Outros atrasos: 1

Fonte: Anefac
 

Como aproveitar bem o 13º

 

Veja, abaixo, 9 dicas para usar o 13º da melhor maneira possível. As recomendações são da Anefac, de Bernardo Pascowich, fundador do buscador de investimentos Yubb, e de Paulo Azevedo, professor de estratégia financeira do Ibmec SP.

1. Priorize o pagamento de dívidas atrasadas

2. Ao quitar dívidas, dê preferência àquelas com juros mais altos

3. Ao usar o 13º para sair do vermelho, cuidado para não se endividar novamente

4. Não perca de vista as despesas de início de ano

5. Antecipe parcelas de financiamentos para fugir dos juros

6. Reserve uma parte do dinheiro para investimentos

7. Se você não conseguiu guardar dinheiro no ano, aproveite para “compensar”

8. Não use todo o dinheiro para consumo

9. Ao usar parte do benefício para comprar presentes, faça um planejamento.

Fonte: G1 – Por Karina Trevizan, G1

 

 

Atualizado há 7 horas

Fernando Cunha

 

 

 

 

ARQUITETURA PODE SER PARCEIRA DO ENVELHECIMENTO

 

Quinta-feira, 02/11/2017, às 06:00, 

 

O arquiteto alemão Matthias Hollwich, radicado nos Estados Unidos, é professor da University of Pennsylvania e autor do livro “New aging: live smarter now to live better forever” ("O novo envelhecimento: viva de forma mais inteligente agora para viver melhor para sempre"). Ele conversou com o blog sobre seu trabalho, que, nos últimos anos, foca em projetos com o objetivo de integrar as pessoas.

 

Quando você chegou aos 40 (agora tem 46), se deu conta de que era necessário fazer mudanças em seu trabalho porque elas impactariam os próximos 40 anos de sua própria vida. Quais foram essas reflexões?

Matthias Hollwich: Chegar aos 40 funcionou como um gatilho, porque me dei conta de que já havia trilhado cerca de 50% da minha vida. Depois do choque inicial, resolvi verificar o que estava sendo oferecido aos mais velhos e o que vi não me agradou. Mesmo os mais ricos vão viver em lugares segregados, onde só há idosos. Imagine ter como distração, durante décadas, partidas de golfe! Os arquitetos criam espaços que chamam de “sênior living” olhando para o passado. Foi quando comecei a dar aulas e disse aos estudantes que exercitassem um olhar novo, com frescor. Pedi que pensassem em si mesmos: como planejar ambientes para idosos que querem continuar ativos mesmo com as dificuldades inerentes ao envelhecimento?

 

Você escreveu um livro sobre o “novo envelhecimento” e como aprender a viver melhor. Quais são os principais pontos da obra?

Hollwich: É preciso amar o envelhecimento, porque a vida é um presente que nos foi dado. Portanto, a primeira coisa é mudar nossa atitude em relação à velhice: parando de negá-la e também lutando contra o preconceito. Temos que ver os idosos como os pioneiros, aqueles que chegaram primeiro onde ninguém foi, e buscar formas de apoiá-los. Eles perdem amigos, membros da família, é mais difícil socializar e fazer conexões. A arquitetura pode ter um papel importante nesse processo.

 

Como integrar as pessoas que estão envelhecendo, considerando-se que as grandes cidades são locais que acabam levando os indivíduos ao isolamento e à solidão?

Hollwich: Temos que criar ambientes de convivência, para que as pessoas se vejam, se encontrem. Por exemplo, em vez de criar portarias enormes e vazias nos prédios, por que não ter um café no lobby? Nas grandes cidades, as pessoas estão vivendo em “cocoons”, reduzindo a convivência com os outros, mas podemos ajudar numa aproximação investindo em espaços comunitários, compartilhados. A lavanderia pode ser coletiva e ter um bar, para se tomar um drinque, relaxar e conversar enquanto a roupa é lavada. Os edifícios devem buscar um mix: lojas no térreo, andares de escritórios e outros residenciais, para promover essa interação.

 

Seu bisavô nasceu no Rio de Janeiro e você já veio ao Brasil diversas vezes. Quais são as suas sugestões para melhorar a qualidade de vida dos idosos do Rio e de São Paulo?

Hollwich: O Rio é um convite à vida ao ar livre, mas isso está concentrado na orla. Seria importante multiplicar o número de lugares de contato com a natureza adaptados para o exercício sem necessidade de deslocamento de um bairro para o outro. Para São Paulo, eu sugeriria o uso dos telhados, que poderiam se tornar locais de lazer e convivência, além de ótimos pontos de observação da cidade. É preciso mobilizar os governos para que invistam em moradias de baixa de renda que estimulem a atividade física. Indivíduos mais ativos precisarão menos do sistema de saúde.

Fonte; G!, blog bem estar

Fernando Cunha 02/11/2017

 

2018 – CAMINHO PARA DECIFRAR.

 

Sexta-feira, 06/10/2017, às 13:34, 

por Thais Herédia

O BC de 2018

O ano está acabando e o quadro para inflação e juros está praticamente definido para 2017. Ainda existe a dúvida se o IPCA vai ‘furar’ o piso da meta, que é de 3%, mas isto não é relevante para a estratégia de médio do Banco Central. O evento do descumprimento da meta deve ser analisado não pela fotografia da carta que será escrita ao Ministro da Fazenda para explicar o fato, mas sim pelo o que realmente está acontecendo com processo inflacionário no país.

 

Quanto da queda intensa e veloz do IPCA será mais permanente? Quanto da desinflação ocorrida nestes últimos 12 meses vai distender a rígida indexação da economia brasileira? Quanto tempo vai levar para a recuperação da atividade econômica ameaçar a permanência da inflação próxima a 3%? Estas são perguntas que só poderão ser respondidas ao longo de 2018, a depender de muitos fatores externos e internos.

 

O próximo ano já tem um roteiro mais claro para a economia. E mais positivo também. A atividade deve reagir com maior intensidade, levando o PIB para perto dos 3%, com todos os setores crescendo pelo consumo das famílias. O investimento, que seguiu em queda em 2017, deve ter alguma recuperação no próximo ano, especialmente alimentado pelas concessões e privatizações que devem ser realizadas, mas ainda será uma participação pequena e insuficiente para atender à toda demanda necessária.

 

A economia internacional vai seguir nadando em muito capital impulsionando a retomada do mundo desenvolvido. Este dinheiro todo seguirá à procura de bons rendimentos e o Brasil, mesmo com a taxa de juros menor, vai continuar sendo uma boa opção. O risco é geopolítico e não econômico, com as atenções voltadas para Coreia do Norte e as reações estapafúrdias e inesperadas de Donald Trump. Por enquanto, nenhum preço de ativo financeiro sinaliza guerra, mas tudo pode mudar em segundos.

 

O descolamento entre economia e política não deve mais resistir tanto ao debate sobre as eleições e não há como prever o impacto que isto terá. Não haverá mais tempo nem disposição para reformas e o governo terá que conduzir a política econômica entre orações e muita matemática para fechar as contas públicas. O rombo nos cofres está previsto para R$ 159 bilhões e há risco de ser maior, a depender a força da retomada da atividade e de quanto será possível avançar com as concessões e a entrada de investimento privado no país.

 

O Banco Central vai acompanhar toda esta dinâmica e tem a responsabilidade de fazer a sintonia dos juros com cautela e, ao mesmo tempo, uma dose de ousadia. A cautela com a fragilidade da recuperação do PIB e a ousadia com o momento de atuar e estabelecer novos parâmetros para a taxa de juros, da forma mais permanente possível. A estabilidade da moeda é e será condição essencial para que a retomada crie raízes e aguente melhor os trancos da política.

 

No curtíssimo prazo, é bem possível que a Selic chegue a 6,5%, quiçá 6%. Não é provável que ela permanece neste patamar por muito tempo, especialmente se a política esquentar a ponto de contaminar a economia pelo canal da confiança. A ousadia do BC deve calibrar este tempo de baixa dos juros para que ela permita uma caminhada mais consistente para longe da pior crise que o Brasil atravessou na história. 

Fonte: G1, blog Thaís Herédia.

Fernando Cunha  08/10/2018

PALOCCI, GEDDEL,2018 PROMETE.

O depoimento de Antonio Palocci e as malas de dinheiro de Geddel Vieira Lima são voz e imagem do capitalismo de compadrio brasileiro. Como podemos nos livrar dele?

 

JOÃO GABRIEL DE LIMA
08/09/2017 – 20h49 – Atualizado 08/09/2017 21h10

O governo escolhe algumas empresas – as campeãs nacionais. Franqueia facilidades a essas empresas. Em geral, contratos milionários com estatais ou empréstimos camaradas de bancos do governo. Parte do dinheiro, invariavelmente, sai do Tesouro – do contribuinte. Em troca, as campeãs nacionais financiam as campanhas do governo, que assim se perpetua no poder. Em cinco frases, pode-se resumir assim o capitalismo de estado da era PT-PMDB. A academia americana já tem um nome para esse fenômeno: crony capitalism – em português, capitalismo de compadrio. Acrescentando-se a essa fórmula a vasta circulação de propinas, talvez os historiadores do futuro resumam a era LulaDilmaTemerem três palavras: capitalismo de compadrio corrupto.

Nos primeiros anos, parecia que o governo Lula seria lembrado pelos historiadores como um ciclo modernizador. De um lado, preservava as conquistas do período anterior – estabilidade da moeda e responsabilidade fiscal. De outro, aperfeiçoava aquilo a que, na era Fernando Henrique, se chamava de “rede de proteção social”, tornando-a mais eficiente e mais focada. Tudo isso respeitando a democracia tão duramente conquistada. O que o filósofo Renato Janine Ribeiro definiu como o tripé modernizador do Brasil – democracia, inclusão social, estabilidade econômica – parecia um consenso nacional.

Em algum momento do segundo governo Lula começou o retrocesso. Talvez tenha sido, como sugeriu o ministro Antonio Palocci em seu depoimento esclarecedor na quarta-feira (6), na descoberta do pré-sal. O governo viu aí a oportunidade de gerar dinheiro não apenas para melhorar a situação social do país, mas também para se perpetuar no poder. A troca de favores entre poderosos, tão típica do Brasil antigo, voltou a ser prática corrente. As malas de dinheiro encontradas no apartamento de Geddel Vieira Lima – que ocupou cargos de confiança nos governos Lula, Dilma e Temer – são imagem simbólica do capitalismo de compadrio corrupto.

Poucas vezes as entranhas de tal sistema ficaram tão expostas quanto nesta Semana da Pátria, em que os nomes das campeãs nacionais de corrupção – Odebrecht e JBS – voltaram às manchetes. Como o país pode se livrar dessa cultura perniciosa? A Operação Lava Jato, que pela primeira vez na história brasileira processa e pune os grandes corruptos, é um começo. Mas não se trata apenas de um caso de polícia. É preciso acabar com os mecanismos que possibilitam o capitalismo de compadrio corrupto. O governo não pode ter tantos instrumentos para fazer escambo com empresas, nem tanta facilidade para burlar pareceres técnicos. Menos campeões nacionais e mais foco na inclusão social com estabilidade econômica. Menos empresas estatais, menos bancos estatais, menos bolsa-empresário – e mais educação, saúde e segurança para os cidadãos. Eis um bom tema de debate para a campanha presidencial do ano que vem.

O ex- ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci (Foto: WILSON PEDROSA/ESTADÃO)

O ex-ministro-chefe da Casa Civil Antonio Palocci. Seu depoimento mostrou como funciona o capitalismo de compadrio brasileiro (Foto: Wilson Pedrosa/Estadão)

fonte: G1/REVISTA ÉPOCA.

FERNANDO CUNHA – 09/10/2017

FORÇA DO QUERER, REALIDADE E FICÇÃO

Bibi Perigosa e o glamour do tráfico de drogas

Juliana Paes fica cara a cara com Fabiana Escobar, a Bibi real


 
 

 

 

 

 

 

 

 

 

Entrei na livraria e perguntei ao vendedor: “Vocês têm o livro Perigosa?” de Fabiana  Escobar? O vendedor, num misto de espanto e olhar severo, respondeu: “Da traficante? Não temos”. Voltando para casa comprei o ebook na Amazon e devorei a autobiografia. Era a primeira vez que lia um livro falando da mulher no tráfico de drogas. Claro que o olhar é ingênuo e a autobiografia uma espécie de retratação. Porém entendi muito da vida das mulheres no ambiente de homens armados, cheios de dinheiro, cordões pesados de ouro e o poder de vida e de morte em meio a tiros, prisão, juventude, família, filhos e tudo o mais que a vida na favela oferece de bom e de ruim.

O primeiro livro que descreve como tudo isso começou é o fabuloso A máquina e a revolta de Alba Zaluar.

Devorando o livro de Fabiana entendi o clima de animosidade nas redes sociais e de alguns amigos a respeito da novela de Glória Perez “A força do querer”. Dizem que ela está “glamurizando” o tráfico de drogas, as armas pesadas, a vida no meio dos bandidos e os bailes funks. Dizem que neste momento, falar disso é uma afronta quando os assaltos estão aumentando vertiginosamente e a vida no Rio de Janeiro se tornou um inferno. Dizem ainda que a novela mostra uma polícia boa e preparada enquanto o que vemos é policial matando pobres, negros e favelados e sendo mortos nessa guerra inútil

Não quero amenizar esse lado de qualquer produção artística ou cultural que aborda temas contemporâneos e fala sobre a vida de muitos pontos de vista. O criador não controla sua criatura e menos ainda as suas consequências. Vou por partes.

A novela é uma ficção e como ficção, é claro, tem um pé na realidade. Os temas desta novela são muito atuais e polêmicos, como a questão que se tornou importante ao longo da trama – a experiência e os dramas de aceitação e repulsa a quem se identifica como uma pessoa “trans”.

Mas o fulcro central é a história de Bibi Perigosa, a transformação da vida e da personalidade de uma jovem de camada média, estudante universitária, cujo marido, também universitário, vai aos poucos se envolvendo com o tráfico de drogas até se transformar em um dos poderosos chefes de uma facção criminosa de uma comunidade carioca. Ele introduz as refinarias da cocaína na favela, organiza a contabilidade e compra fuzis de guerra que espalha entre os comandados acabando com os famosos paióis que facilitavam as apreensões.

Os bailes funks estão lá com os meninos do tráfico armados até os dentes e as meninas de roupas típicas, insinuantes e cheias de enfeites, megahairs e shortinhos que acentuam as formas físicas e trabalhadas das jovens de comunidade. 

Será que a novela contando essa história está produzindo uma realidade, inventando e glamourizando uma vida perigosa, criminosa e contra a lei? Ou, ao contrário, reflete uma realidade vivida pela maioria dos brasileiros nas grandes cidades?

O tema e o debate se arrastam desde pelo menos os anos 1970 quando as novelas deixaram de ser apenas uma reprodução dos antigos folhetins de rádio e se modernizaram com novas técnicas, tornando-se peças seguidas com ansiedade por milhares de pessoas. Algumas delas param o País no dia do desfecho final.

A questão foi tratada em 1991 na dissertação de mestrado “O reverso do espelho: o lugar da cor na modernidade, um estudo sobre mito e ideologia racial nas novelas da TV Globo” de Denise Ferreira da Silva, minha grande amiga e orientanda, hoje professora e pesquisadora na universidade British Columbia, em Vancouver, no Canadá.

Procurando entender a questão do racismo e da ausência de protagonistas negros nas telenovelas, Denise fez uma incursão fabulosa neste universo, analisando scripts e roteiros das tramas e entrevistando autores e atores de vinte novelas realizadas de 1977 a 1989.  

O que nos interessa sobremaneira aqui é que os autores das novelas entrevistados disseram que a novela não cria ou não se impõe sobre uma realidade, e sim,  reflete a realidade, e os atores negros na época representavam, na sua maioria, personagens subalternos porque este era o lugar do negro na nossa sociedade e, pelo mesmo motivo, não havia muitos atores negros.

Os negros hoje passaram a ter mais lugar na TV como um todo porque foram inseridos na modernidade pensada pelos brasileiros confirmando ou reforçando de uma maneira interessante a hipótese de Denise Ferreira da Silva. A  autora da “Força do querer” também disse com todas as letras em uma rede social: “Novela é como a vida: todas as possibilidades estão aí”.

Nos idos dos anos 1970, discuti esta questão, em um artigo que fiz em conjunto com muitas turmas de estudantes de ciências sociais, psicologia e comunicação da UFRJ onde dava aulas. Como um mito, ou uma fábula, ou um folhetim mesmo, a novela apresenta as possibilidades de relações que existem na sociedade e também aquelas pensadas, embora não realizadas. No desfecho os personagens que rompem regras sociais, basicamente as que estão ligadas à ordem do parentesco, os maus, terão que pagar um castigo e os que se conformam com elas, aos bons, será dada a felicidade, em geral o casamento. Diferentemente do mito ou da tragédia, o castigo não é necessariamente furar os olhos, ou morrer, mas até acontece. Se alguém for bandido irá pagar por isso. O que não pode de jeito nenhum acontecer é o rompimento das regras do incesto, de um lado, e, de outro, tratar mal os seus consanguíneos. Aqueles que abandonam os filhos, mães ou pais são necessariamente punidos e têm um final infeliz.

Vamos ver o final desta trama para saber quem será castigado e aí saberemos o que pensam os brasileiros dos temas tratados e vividos nesta história fascinante. Minha secretária, que é uma filósofa, e acompanha comigo as novelas, disse sobre a Bibi perigosa: “Ela tem de ser castigada, afinal, não se pode abandonar um filho para proteger um marido.”

Foto cma: Juliana Paes e Fabiana Escobar.

Fonte: G1 – 03/09/2017- IVONNE MAGGIE.

FERNANDO CUNHA

O FRANCHISING COMEÇOU SEU DECLÍNIO

O Franchising Começou um Longo Declínio

Modelo genial de negócios, o franchising (franquia) foi a principal alavanca da atividade econômica mundial na segunda metade do século XX e nos primórdios do terceiro milênio.

O sistema é a versão mercantil da sociedade industrial. Adota, no comércio, a visão e os valores da produção em série, padronizada e massificada. Possibilitou a rápida e segura expansão de produtos, serviços e marcas a nível planetário, com notável índice de uniformização. Para citar, entre milhares disponíveis, dois exemplos consagrados, um internacional, outro legitimamente brasileiro: quem entra em uma loja da McDonald no mundo inteiro, sabe o que vai encontrar. O mesmo ocorre no Brasil com uma loja de O Boticário.

A grande sacada do franchising é entregar produtos de qualidade, a preços padronizados, através de milhares de parceiros. São pequenos ou médios empreendedores que se incorporam à rede como franqueados, aportando seu capital e sua capacidade de gestão para expandir um negócio alheio, de forma rápida e segura. Ganhando a sua parte, evidentemente.

O declínio do modelo fabril da produção em massa, o advento da era digital, a tendência para a customização e o espírito de liberdade cada vez mais arraigado, começam a colocar em xeque o sistema de franchising. Ressalte-se: é apenas o começo. A franquia ainda não está na berlinda. Porém o que ocorre é o suficiente para que ouse afirmar: o modelo franquia iniciou sua longa fase de decadência. Numa comparação com um dia de sol, passou das 12 horas. Ainda tem muito tempo pela frente, mas o declínio é inexorável.

Começa pelo mercado. A sociedade de produtos massificados está com as décadas contadas. Na era cibernética, as pessoas buscam cada vez mais a sua própria identidade. O atendimento personalizado das suas necessidades. A resposta sob medida. É isso que a franquia não permite. Sua força transforma-se no seu calcanhar de Aquiles.

Outra questão essencial: na avaliação dos custos/benefícios do modelo, os franqueados estão cada vez mais incomodados com a falta de liberdade para tocar os seus negócios. Estão descobrindo lentamente que viraram escravos de luxo. Ao invés de verdadeiros empreendedores são meros operadores do sistema. Financiados com os seus próprios recursos. Esses incômodos não representaram grande embaraço enquanto a opção disponível era o empreendimento por conta própria, com um risco altíssimo de fracasso.

Entretanto, começa a se formatar um novo modelo, que incorpora as vantagens e elimina os gargalos da franquia, por enquanto chamado de Free Commerce (não confundir com Free Ecommerce, o comércio livre pela internet).

Duas palavras são chave para compreender este novo modelo de expansão de negócios, que corresponde ao Sol nascente: customização e liberdade. O Free Commerce é uma resposta ao mercado que cada vez mais exige produtos personalizados, feitos sob medida. As atuais tendências da moda apontam cada vez mais para a customização. O princípio vale para os produtos em geral.

Por outro lado, o novo formato corresponde às aspirações dos empreendedores que cada vez mais querem ser Livres para tocar seus negócios. Sem depender das amarras de exemplos distantes e despersonalizados. Adaptando os modelos consagrados à sua própria realidade.

Como funciona o Free Commerce? É simples.

Os novos empreendimentos dos filiados são estabelecidos conforme um padrão e uma expertise. Os empreendedores pagam pela tecnologia e assistência, mas tocam seus negócios sem depender de ordens e humores do franqueador. Com liberdade para adaptar e customizar.

O modelo Free Commerce tem todas as vantagens da franquia e ao mesmo tempo uma flexibilidade que corresponde às tendências dos novos tempos.

É o futuro que está nascendo.

José Nivaldo Junior Publicitário.

Membro da Academia Pernambucana de Letras.

Fernando Cunha – 09/08/2017.

Fonte: Revista Moda & Negócios.

 

POLO MÉDICO DE SÃO JOSÉ DO EGITO, UMA REALIDADE

 

A TERRA DOS POETAS É NO MÍNIMO INUSITADA, TEMOS DISPUTAS POLÍTICAS QUE DURAM OS 04 ANOS, E A RUA DA BAIXA É O CALDEIRÃO QUE FERVE, ONDE A BANCA DE CHICO REÚNE A NATA E O PIB DOS CIENTISTAS POLÍTICOS POPULARES,REGADA COM CERVEJA GELADA, PETISCOS E MUITO TROLÓ LÓ.

SÃO JOSÉ DO EGITO É A TERRA DOS POETAS, ISTO JÁ É A SUA IDENTIFICAÇÃO, NINGUÉM TIRA MAIS, CONQUISTADA PELOS FARAÓS DA POESIA E LOURO É O EXPOENTE DESSE MARKETING.

AGORA O QUE EU VOU DIZER AQUI, É FRUTO DE DIVERSAS CONVERSAS COM O FÁBIO DA MATTA, HOMEM DE VISÃO DO PRONTOLAB, E OBSERVAÇÕES AO LONGO DO TEMPO QUE MOREI POR AÍ.

COM A INAUGURAÇÃO DO FUTURO EMPREENDIMENTO DO PRONTOLAB, QUE SERÁ SUA SEDE, E COM DIVERSOS SERVIÇOS, ESTÁ CONFIGURADO UM PÓLO MÉDICO NESTA REGIÃO, VEJAMOS ALGUNS PONTOS:

AS CIDADES CIRCUNVIZINHAS OBSERVAM EM SÃO JOSÉ DO EGITO, QUE A MESMA REUNE ESTAS CARACTERÍSTICAS.

A RUA  PAULO SOARES E JOÃO PESSOA, ESTÃO REPLETOS DE CLÍNICAS,CONSULTÓRIOS, COMO A DO AMIGO DR. SOARES, UMA DAS MAIS ANTIGAS.

 O HOSPITAL MARIA RAFAEL, QUE PODERÁ SER A TÃO SONHADA UPA; O LABORATÓRIO DE DR. ADILSON,ENTRE OUTROS.

AQUELA ÁREA E OS EMPREENDIMENTOS PRECISAM DE UM INCENTIVO MAIS ADEQUADO PARA SE DESENVOLVEREM MAIS;COMO A REDUÇÃO DE ISS EM TROCA DE EMPREGOS; MELHOR ILUMINAÇÃO; INCENTIVO PARA RESTAURAÇÃO DE CASAS ANTIGAS.

CADÊ OS VEREADORES? E OS PROJETOS? 

E AINDA TEMOS POETAS MÉDICOS QUE SÃO MUITOS, COMO RICARDO MOURA,EDINALDO,LAMARTINE PASSOS E QUE DEVERIAM FUNDAR UMA ASSOCIAÇÃO DE MÉDICOS POETAS.

E AS FACULDADES QUE VIRÃO, NECESSARIAMENTE TERÃO QUE INCLUIR OS CURSOS NA ÁREA DE SAÚDE.

O IMPACTO ACONTECE EM TODAS AS ÁREAS:CULTURA,COMÉRCIO,TURISMO.

FERNANDO CUNHA, 31/07/2017, ÀS 22:27HS

GARRAFAS DE PLÁSTICO, UM DESAFIO.

Por minuto, 1 milhão de garrafas plásticas são compradas no mundo

Segundo o estudo, o planeta não está conseguindo reciclar as garrafas em ritmo igual ou superior ao da sua produção


por Redação

28/06/2017  18:06 | Atualizado: 28/06/2017  18:19 
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Um milhão de garrafas de plástico são compradas a cada minuto em todo o mundo, conforme informou um relatório da empresa de pesquisa Euromonitor International, obtido pelo jornal britânico "The Guardian". De acordo com o levantamento, esse número deverá crescer 20% em quatro anos, chegando ao consumo anual de meio trilhão de unidades até 2021.

Apenas em 2016, mais de 480 bilhões de garrafas plásticas foram vendidas em todo planeta, enquanto em 2004 a quantia era de 300 bilhões. A hipótese para justificar o aumento na comercialização de produtos engarrafados está relacionada à mudança no estilo de vida de populações asiáticas, como a China, que começaram a ter comportamentos "ocidentais".

No entanto, embora o material usado para fabricar as garrafas seja reciclável, o planeta não está conseguindo reutilizá-las em ritmo igual ou superior ao da sua produção, o que coloca em risco o meio ambiente.

Créditos: iStock / Sami Sert

Em 2016, mais de 480 bilhões de garrafas plásticas foram vendidas em todo planeta

Segundo o estudo, menos da metade das garrafas de plástico compradas em 2016 foram coletadas para reciclagem. Dessas, somente 7% se transformaram em uma nova garrafa, fazendo com que a grande maioria do material vá parar em aterros sanitários ou mesmo nos oceanos.

Fonte; CATRACA LIVRE – 28/06/2017

FERNANDO CUNHA – 19/07/2017