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R$ 600.000,00 , QUAIS AS OBRAS QUE A CIDADE DEIXOU DE GANHAR?

Prefeitura de Paulista é denunciada e recebe multa de R$ 600 mil por desmatamento de Restinga.

Publicado em: 22/12/2021 11:58 Atualizado em:22/12/2021 14:26

 (Foto: Reprodução/Instagram )
Foto: Reprodução/Instagram
Infelizmente o meio ambiente está sendo desrespeitado de forma cruel; isso é apenas uma ponta do iceberg na Cidade de Paulista; não adianta tapar o sol com a peneira; é jacaré sendo desalojado do seu habitat e invadindo áreas urbanas; desmatamento acelerado, assoreamento e poluição de rios; falta de uma política séria; centro da cidade totalmente desorganizado sem mobilidade; saneamento básico quase não existe; na própria sede da secretaria de meio ambiente em Maranguape, basta olhar em volta: lixo, sujeira, desmatamento, esgoto. A Pergunta que não quer calar é: Com uma multa desse valor o a Prefeitura poderia fazer para beneficiar a população tão sofrida com esse descaso em várias áreas? Aqui vai algumas sugestões com os R$ 600.000,00:
*03 postos UBS UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE  – MÉDIA DE R$ 200.000,00 UNIDADE
60 BIBLIOTECAS COMUNITÁRIAS – MÉDIA DE R$ 10.000,00 UNIDADE
10.000 CESTAS BÁSICAS  – MÉDIA DE R$ 60,00 UNIDADE
120 MIRANTES DE MADEIRAS PRA PROTEGER A RESTINGA – R$ 5.000,00 UNIDADE
500 BIKES PARA QUEM RECEBE BOLSA FAMÍLIA – R$ 1.200,00 UNIDADE
300 AJUDAS FINANCEIRAS NESTE PERÍODO PANDEMIA – R$ 2000,00 UNIDADE
400 MICROCRÉDITO PARA GERAR EMPREGO E RENDA – R$ 1.500,00 UNIDADE
06 QUADRAS POLIESPORTIVAS NAS COMUNIDADES – R$ 100.000,00 UNIDADE
* valores aproximados apenas para efeito da divisão do valor; extraídos da internet.
Boa gestão e um bom compromisso com a o bem público é fundamental para mudanças que todos queremos. Paulista tem jeito? grifo by Fernando Cunha
Defensores do meio ambiente, através do Instituto Meu Mundo Mais Verde, denunciaram a prefeitura de Paulista contra o desmatamento de uma área de Restinga na orla da praia do Janga. A reportagem do Diario de Pernambuco teve acesso exclusivo ao documento que informa que a gestão municipal foi multada, no dia 26 de outubro, em mais de R$ 600 mil por supressão irregular em Área de Proteção Permanente (APP) com vegetação de Restinga consolidada.
De acordo com o ambientalista Herbert de Souza Andrade, um dos integrantes do Instituto Meu Mundo Mais Verde de preservação e atuação no município de Paulista, as ações põem em risco a vegetação local.
“As ações aconteceram de maneira muito rápida, descumprindo todos os parâmetros que a lei rege. A área tinha sido interditada justamente porque parte da Restinga foi queimada criminalmente. Nós fizemos uma cobertura vegetal para recuperação da área, colocamos placas indicativas e educativas, mas a Restinga demora muito para se regenerar. Esse espaço fica na orla da praia do Janga, próximo à Pousada Casamar, em um perímetro de cinco a seis quilômetros”, declarou.
Segundo Herbert, as áreas de proteção ambiental não são beneficiadas com ações de proteção ambiental e são importantes para o ecossistema do local.
“A Restinga é uma vegetação específica de área costeira, de praia. Essa Restinga era maior, mas o poder público nunca nos deu uma explicação que fosse capaz de justificar o desmatamento dessa área. Essa vegetação sempre está correndo riscos porque muita gente não sabe o que é restinga e tratam como sujeira, ou como uma vegetação que não tem motivos para estar ali. Na verdade, essa é uma vegetação importante para aquele espaço e para o ecossistema. Existem animais que dependem dessas plantas e que sofrem com esse desmatamento. O problema é que nunca existiu uma política de proteção ambiental”, afirma.
O documento, assinado pelo Superintendente do Patrimônio da União em Pernambuco, Jorge Luis Mello de Araújo, declara que “durante a realização da vistoria, a equipe da Comissão de Fiscalização constatou que, no local, foi realizada a retirada/desmatamento de vegetação do tipo restinga em uma área correspondente à 6.436,00m², caracterizada como área dominial (acrescido de marinha), de domínio da União e bem de uso comum do povo, sendo configurada uma infração patrimonial”.
A multa, de acordo com o documento, corresponde ao Auto de Infração nº 251/2021, que se refere a “realização de aterro, construção, obra, cercas ou outras benfeitorias; desmatar ou instalar equipamentos, sem prévia autorização ou em desacordo com aquela concedida, em bens de uso comum do povo especiais ou dominiais; com destinação específica fixada por lei ou ato administrativo, sendo lavrado no valor de R$ 606.399,92”.
Herbert contou que ONGs e ambientalistas tinham planos de preservação para o espaço e de educação ambiental sobre a vegetação .
“Nós tínhamos uma ideia para aquela área, que seria colocar um mirante de madeira, dentro das especificações da lei, onde as pessoas poderiam andar por cima da Restinga, sem prejudicar a vegetação, e chegar até o mar.  Ao mesmo tempo, as pessoas que transitassem pela área receberiam informações sobre os animais e a vegetação. As pessoas só vão entender a importância desses espaços quando conhecerem. É conhecer para preservar”.
Questionado se a prefeitura entrou em contato com os movimentos, Herbert informou que mesmo com atos públicos e com campanhas de conscientização, a gestão não respondeu aos questionamentos do grupo.
“Nós fazemos vários movimentos, campanhas e não recebemos resposta da prefeitura. Isso é muito desrespeitoso com a população. Estamos pedindo o cumprimento da lei ambiental. A Secretaria de Meio Ambiente de Yves Ribeiro atua poucas vezes. Virou uma Secretaria onde nós não sabemos o que está sendo realizado. Nossas leis são muito brandas e o nosso Plano Diretor é devastador. A política ambiental nunca foi prioridade em Paulista. Essa multa é só o começo de uma luta, mas veio para mostrar que a lei existe”, finalizou.
A reportagem pediu esclarecimentos sobre o caso à prefeitura de Paulista mas, até o momento da publicação da matéria, não recebemos respostas. O Diario também pediu um posicionamento da Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) e da Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade de Pernambuco (Semas), mas também não recebemos retorno.
Fernando Cunha – 11/01/2022
Fonte: Diário de Pernambuco

EDUCAÇÃO FINANCEIRA, EMPREENDEDORISMO E SUSTENTABILIDADE

As escolas tem um papel fundamental na formação. Elas estão inseridas na comunidade. Infelizmente não há uma cultura para essa realidade, salvo raras escolas que promovem esse aprendizado. O maior problema ocasionado pela covid-19 foi a perda do emprego e renda que são fundamentais para a sua sobrevivência. Atingiu em cheio a política que não está e não estará preparada pela falta de gestão da saúde. Os 03 temas acima eles se entrelaçam entre si, como? Uma boa orientação financeira ajuda a equilibrar o orçamento doméstico, em situações complicadas como perda de emprego, doença, renda. Com a perda do emprego, uma alternativa é Empreender, e para isso é preciso se capacitar, hoje temos várias opções grátis na internet que orientam sem custo algum. E a  Sustentabilidade onde entra? Uma pessoa com orientação de educação financeira e uma boa bagagem de empreendedorismo sabe que não devemos destruir aquilo que devemos preservar: A natureza! Isso mesmo; Um ambiente sustentável é uma condição necessária para uma empresa sustentável e para sobrevivência do futuro do seu próprio negócio. Como dizem: Só não ver quem não quer! 

 

EMPREENDEDORISMO FARÁ PARTE DO ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO

Postado em: 01 de Outubro de 2021 às 16:39 Por Jhonatan Alves

PROJETO DE LEI APROVADO PREVÊ ENSINO DE EMPREENDEDORISMO E GESTÃO NAS ESCOLAS E16:21:51 UNIVERSIDADES. CONFIRA NA MATÉRIA ABAIXO:

Nesta última quinta-feira, 30 de setembro, o Senado aprovou a inclusão de empreendedorismo e inovação como temas pertinentes às grades curriculares do ensino fundamental, médio e até mesmo do ensino superior. O projeto de Lei aprovado pode ser encontrado clicando PL 2.944/2021.

Para a medida vigorar, nos próximos três anos, o Ministério da Educação em parceria com o Sebrae vai capacitar em empreendedorismo mais de 540 mil professores de todo o país.

De acordo com dados do Senado, o projeto tem a preocupação de não sobrecarregar os alunos e professores, mantendo uma transversalidade entre as matérias tradicionais e os temas de empreendedorismo e inovação que serão abordados.

Já no que diz respeito ao ensino superior, o Projeto de Lei prevê uma maior abertura para programas e cursos que incentivem o empreendedorismo, para formar docentes que unam o pensamento científico e o mundo do trabalho e produção.

EDUCAÇÃO FINANCEIRA

Esse debate é, inclusive, a proposta do Programa Nacional de Educação Financeira nas Escolas, uma parceria entre o Ministério da Educação (MEC) e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), criada com o objetivo de incentivar o tema entre crianças e jovens de todo o Brasil. Lançada recentemente, a iniciativa visa capacitar mais de 500 mil professores ao longo de três anos, para que possam alcançar mais de 25 milhões de estudantes da educação básica.

A ideia é que professores do ensino fundamental e médio possam realizar cursos em uma plataforma online e trabalhar esses conhecimentos com suas turmas, incentivando uma cultura de planejamento, prevenção, poupança, investimento e consumo consciente.

Tratar sobre Educação Financeira no contexto escolar é uma urgência social, tendo em vista os impactos, na vida individual e coletiva, no presente e no futuro, causados pelo modo como as pessoas lidam com o consumo e com os recursos financeiros e materiais. Levar o tema para dentro das salas de aula se alinha à demanda contemporânea de promoção do letramento financeiro na escolarização de nível básico.

A inserção da Educação Financeira e da Educação para o Consumo nos currículos escolares, como proposta pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC), auxilia a inserção crítica e consciente de crianças e adolescentes no mundo atual, contribuindo para a constituição da cidadania. Além disso, aproxima o aprendizado escolar da vida prática, contribuindo para uma aprendizagem mais significativa.

 

Sustentabilidade é a busca pelo equilíbrio entre o suprimento das necessidades humanas e preservação dos recursos naturais, não comprometendo as próximas gerações. … Sustentabilidade refere-se ao princípio da busca pelo equilíbrio entre a disponibilidade dos recursos naturais e a exploração deles por parte da sociedade.

Fonte:

Home

https://www.google.com/search?client=avast-a-1&q=sustentabilidade+pode+ser+definida+como&oq=SUSTENTA&aqs=avast.3.69i57j0l8.5411j0j15&ie=UTF-8

https://www.academiaassai.com.br/noticia/atualidades/empreendedorismo-fara-parte-do-ensino-fundamental-e-medio

Fernando Cunha – 28/12/2021

A Coisa tá feia…. Temos alternativas?

Por Paula Salati e Vivian Souza, g1

 


Inflação dos alimentos em 2021. — Foto: Arte/g1

Inflação dos alimentos em 2021. — Foto: Arte/g1

Após ter disparado 14% em 2020, o preço dos alimentos continuou em alta este ano e subiu mais 7% entre janeiro e novembro, segundo dados mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No campo, uma das contribuições para a elevação de custos veio de problemas climáticos, como uma seca prolongada e geadas, que derrubaram colheitas importantes do país.

Além disso, uma menor oferta de bovinos continuou pressionando os preços da carne, que se tornou um produto de luxo, em meio a um ano onde imagens de pessoas buscando ossos descartados por frigoríficos e açougues se tornaram comum.

Alguns dos alimentos que tiveram mais alta de preço em 2021 foram: frango, ovos, carne bovina, açúcar, café e tomate. O óleo de soja, por sua vez, que dobrou de preço em 2020, desacelerou alta. Por outro lado, arroz e feijão registraram queda no valor ao consumidor.

A seguir, veja os motivos de alta e de baixa desses produtos em 2021 e o que esperar para 2022:

Frango e ovo como alternativa

 

Preço do frango aumentou devido a maior procura. — Foto: Claudio Schwarz/Unplash

Preço do frango aumentou devido a maior procura. — Foto: Claudio Schwarz/Unplash

frango (+30,42%) e o ovo (+11,3%) são as proteínas animais que mais tiveram aumento de preço de janeiro a novembro de 2021, puxado por uma maior procura do consumidor, após a carne bovina ter se tornado um produto de luxo no país. Outro fator foi o aumento do preço do milho, que vira ração para as aves.

Apesar disso, esses alimentos se mantiveram como opções mais acessíveis ao brasileiro, ressalta o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias.

“O frango continua 3 vezes mais em conta do que o traseiro bovino, que reúne partes nobres, como alcatra, picanha, filé mignon. E continua 2 vezes mais barato do que os cortes dianteiros, como acém, patinho”, afirma Iglesias.

 

O setor também vive um bom momento nas exportações, que devem bater recorde este ano. O Brasil é o segundo maior vendedor mundial de carne de frango, após os EUA, e tem sido um fornecedor cada vez mais requisitado diante dos surtos de gripe aviária (influenza), que atingem países da Europa e do sudoeste da Ásia.

COMO DEVE FICAR:

Para Iglesias, os preços da carne de frango e do ovo devem continuar elevados em 2022, refletindo ainda uma maior procura por proteínas mais baratas frente à carne bovina.

As exportações devem continuar aquecidas, mas o Brasil tem capacidade de fornecer bastante frango ao mercado interno. Isso porque o ciclo de produção das aves é curto, tem 60 dias — bem menor que o dos bovinos, que dura de 5 a 6 anos —, o que dá mais flexibilidade para o produtor ajustar a produção à demanda.

 

Em 2022, o custo com a ração das aves deve diminuir, após uma forte alta este ano provocada por uma redução da colheita de milho em função da seca.

“A safra de milho tem melhorado e o preço da cotação do grão tem reduzido, tanto aqui no Brasil, quanto no resto do mundo. Nesse sentido, o viés do frango e do ovo devem ser de baixa, depois das festas de final de ano”, diz André Braz, pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da FGV.

Fonte: G1 https://g1.globo.com/economia/agronegocios/noticia/2021/12/13/seca-geada-e-menos-boi-no-pasto-a-variacao-dos-precos-dos-alimentos-em-2021-explicada-pelo-campo.ghtml

Fernando Cunha – 13/12/2021

Uma boa notícia para proteção dos nosso corais.

Recife sedia ação de troca de protetores solares seguros para corais neste fim de semana

 

Foto: Divulgação

Para abrir a temporada de verão de olho na conscientização ambiental, a Australian Gold promove neste sábado (11) e domingo (12), na Praia de Boa Viagem, uma ação em prol da preservação dos corais. Para participar, é só levar uma embalagem vazia de qualquer protetor solar e trocar por um protetor da marca, que é totalmente seguro para a vida marinha. Todo o residual de produto e embalagens será enviado até às cooperativas parceiras do projeto Boti Recicla para descarte responsável e reciclagem.

Essa será mais uma das ações de proteção à vida marinha do Grupo Boticário, encabeçada por Australian Gold. O Grupo atua há mais de 40 anos em diretrizes sustentáveis, além de realizar um trabalho relevante na conservação dos oceanos, através da Fundação Grupo Boticário.

Todos os anos, 14 mil toneladas de protetores vão parar nos mares. Pensando em diminuir o impacto ambiental dos produtos, Australian Gold desenvolveu uma metodologia de testagem inovadora que garante que a formulação completa da linha de alta proteção não cause o branqueamento e morte dos corais, protegendo a pele sem prejudicar o ecossistema marinho.

A ação tem como objetivo conscientizar sobre o uso correto de protetores, além de alertar sobre a importância de preservar os animais essenciais para a vida no oceanos, que vêm sofrendo com diferentes fatores de degradação, como as mudanças climáticas e a pesca predatória.

>> SOBRE A AUSTRALIAN GOLD

Há 30 anos no mercado, a marca americana surgiu no ramo de protetores solares se inspirando no estilo de vida australiana e de seus nativos. Presente em 125 países e desde 2008 no Brasil, a Australian Gold é a única marca que oferece bronzeado somado à proteção solar, com uma fragrância exclusiva. O objetivo da marca é convidar seus consumidores a aproveitar a vida e colecionar experiências debaixo do sol com a pele protegida e bronzeada. Desde 2017, e pela primeira vez, os produtos Australian Gold são fabricados fora da sua sede nos Estados Unidos. A produção brasileira dos produtos é de responsabilidade da Multi B, empresa que faz parte das divisões do Grupo O Boticário.

SERVIÇO

  • RECIFE SEDIA AÇÃO DE TROCA DE PROTETORES SOLARES SEGUROS PARA CORAIS ESTE FIM DE SEMANA
  • Neste sábado (11) e domingo (12), na Praia de Boa Viagem – Recife
  • Das 10:00 às 16:00
  • *sujeito a disponibilidade do estoque
  • Informações: (11) 0800773345

(Diario de Pernambuco)

Fonte: Diário de Pernambuco -https://www.joaoalberto.com/

Fernando Cunha – 07/12/2021

2022 ASSOMBRADO….

Por Darlan Alvarenga, g1

 

Pernambuco brilhou nas PARALIMPÍADAS escolares…

RECORDE: Pernambuco conquista 53 medalhas nas Paralimpíadas Escolares
Em relação a última edição, Estado arrematou 20 pódio a mais.

Natália Santos – 29/11/2021, 11:42

Créditos: Tarciso Augusto

Pernambuco brilhou nas Paralimpíadas Escolares, em São Paulo, e a delegação retornou para casa com um recorde de conquistas. Ao todo, os paratletas do Estado arremataram 53 medalhas na competição, com um número expressivo de ouros. Foram 31 medalhas douradas, 14 de prata e 8 de bronze. Foram 20 pódios a mais que na última edição.

 

Os números demonstram um crescimento claro em relação ao número de medalhas de ouro conquistadas, já que o Estado ficou com mais do que o dobro de medalhas douradas em um comparativo com os números de 2019. Na última edição, Pernambuco havia encerrado sua participação com 33 pódios, sendo 14 de ouro, 12 de prata e 7 de bronze.

 

Os pernambucanos desembarcaram em solo paulista para brigar por título em cinco modalidades, e conseguiram medalhar em todas. O atletismo foi o grande destaque, com a conquista de 37 pódios, sendo 25 ouros, 7 pratas e 5 bronzes. Em seguida veio a natação, com 9 medalhas (três de ouro e seis de prata); o parabadminton arrematou um ouro, uma prata e dois bronzes; o tênis de mesa ficou com um ouro e um bronze, e a bocha conquistou um ouro.

 

Destaque para Júlio Gomes, da natação. Esta foi a segunda participação do paratleta na competição. Em 2019, ele já havia conquistado ouro nos 50m livre e nos 50m costas. Desta vez, Júlio foi além: competindo em cinco provas, o pernambucano arrematou medalha em todas, sendo uma de ouro e quatro de prata.

 

“Estou muito feliz. Não só pelas medalhas, mas também porque consegui baixar meus tempos em todas as provas que disputei. Comemorei muito ao lado do meu treinador, que é quem está sempre comigo. Tudo isso me deixou muito feliz”, celebrou o nadador, que é aluno da Escola Estadual Argentina Castello Branco, em Olinda. Júlio foi ouro nos 50m livre e prata nos 400m livre, 100m costas, 100m livre e 100m borboleta.

 

“Avançamos 20 medalhas de uma edição para outra. E em relação a 2014, são 40 medalhas a mais. Isso mostra que quando ampliamos os incentivos e apoios a esse segmento, os resultados são muito fortes. Compartilhamos essa conquista com cada paratleta, técnico e os familiares. Cada um possui um papel essencial para esse resultado”, comemorou o secretário executivo de Esportes de Pernambuco, Diego Pérez.

 

Além das medalhas, os pernambucanos ainda foram responsáveis por quebrar vários recordes. No atletismo, Évelyn Caroline foi ouro recordista nas três provas que disputou (100m rasos, 400m rasos e lançamento de disco), na classe F37. Luiz Henrique, também do atletismo, quebrou recorde nos 400m rasos e nos 100m rasos (classe T38). Na natação, Wagner Leonardo, medalha de ouro nos 100m borboleta, quebrou o recorde da prova na classe S10.

Fonte:https://www.educacao.pe.gov.br/portal/?pag=1&cat=37&art=6670

Fernando Cunha – 30/11/2021

CARROS ELÉTRICOS – SOLUÇÃO DE MOBILIDADE OU PROBLEMA SUSTENTABILIDADE?

O ANO 2021 É UM ANO DESAFIADOR EM TODOS OS ASPECTOS QUE PODEMOS CONSIDERAR E UM DOS PRINCIPAIS É A RODA DA ECONOMIA, QUE MOVIMENTA TUDO E TODOS DESDE A ESCOLA QUE REABRE ATÉ PRODUÇÃO DE GRANDES EVENTOS, ESTES POR SINAL SOFRERAM DOBRADOS E O QUE VAI DETERMINAR ESTE MOVIMENTO SERÃO OS GOVERNOS E TODA A COMUNIDADE DE EMPRESÁRIOS; É CLARO QUE A PANDEMIA AINDA INSPIRA CUIDADOS ESPECIAIS E NÃO DEVEMOS BAIXAR A GUARDA, APESAR DE MUITOS NEGAREM.MAS CAUTELA E CALDO DE GALINHA FAZ BEM. VEJAMOS ALGUNMAS PONDERAÇÕES SOBRE OS CARROS ELÉTRICOS QUE QUEIRA OU NÃO QUEIRA EM BREVE TODO MUNDO DESEJA TER UM NA GARAGEM, TALVEZ POR ECONOMIA,MODA,CONVICÇÃO AMBIENTAL.

O BRASIL FEZ A OPÇÃO POR ESTRADAS ONDE ANDAM OS CARROS! PARECE ÓBVIO MAIS NÃO É! QUANTO MAIS ESTRADAS MAIS CARROS. QUANDO A PREFEITURA CALÇA UMA RUA,É AQUELA ALEGRIA; AÍ OS CARROS COMEÇAM A ACHAR SEMPRE UM CAMINHO; OS VIZINHOS JÁ VÃO LOGO FALANDO: VIXE, AGORA SÓ VIVE PASSANDO CARRO.

O Brasil tem hoje 53.157.645 automóveis. São os carros “comuns”, os mais adquiridos pelos brasileiros. Ainda assim, a região sudeste lidera o número com 29.069.628, mais uma vez, São Paulo fechou o mês com 17.799.875.
As vendas de veículos eletrificados no Brasil de janeiro a outubro de 2021 chegaram a 27.097 unidades, que equivalem a um aumento de 74% sobre os emplacamentos do mesmo período de 2020 (15.565). Só em outubro, as vendas de eletrificados totalizaram 2.823 veículos, ou 24% a mais do que em outubro de 2020 (2.273).há 2 dias

Vendas de carros elétricos sobem 74% no Brasil em 2021https:
Fonte://www.istoedinheiro.com.br › vendas-de-carros-eletr..

OU SEJA, VAMOS COLOCAR MAIS CARROS EM NOSSO TRÂNSITO CAÓTICO.AS ESTRADAS ESTARÃO PREPARADAS? A MALHA RODOVIÁRIA VAI SUPORTAR? E A INSTALAÇÃO DE TOMADAS PARA ABASTECIMENTO? TEREMOS ESTAÇÕES DE CARROS ELÉTRICOS? E VAMOS ACRESCENTAR TAMBÉM MOTOS ELÉTRICAS E OUTROS MEIOS DE LOCOMOÇÃO.
AGORA VEJAMOS QUE O CARRO ÉLETRICO NÃO É NOVIDADE:

Gurgel Itaipu E400: a história do primeiro carro elétrico brasileiro
O primeiro automóvel elétrico brasileiro era silencioso, limpo e eficiente, mas sucumbiu às limitações tecnológicas do século passado.. sua produção foi encerrada em 1981…o cara desafiou a gasolina..

Leia mais em: https://quatrorodas.abril.com.br/carros-eletricos/gurgel-itaipu-e400-a-historia-do-primeiro-carro-eletrico-brasileiro/

FERNANDO CUNHA, 17/11/2021

CONDOMÍNIO SUSTENTÁVEL – UMA ESTRATÉGIA ESG

ESG é a sigla em inglês para “environmental, social and governance” (ambiental, social e governança, em português), geralmente usada para medir as práticas ambientais, sociais e de governança de uma empresa.

Em outras palavras, negócios que se comprometem com as melhores práticas de gestão acabam tendo uma operação mais sustentável em diversos aspectos, incluindo o econômico e na gestão de riscos – e, como consequência, geram resultados melhores ao longo do tempo

A sigla ESG une três fatores que mostram quanto uma empresa está comprometida em ter uma operação mais sustentável em termos ambientais, sociais e de governança.

Cada letra tem um significado:

E (environmental, em inglês, ou ambiental, em português)

A letra E da sigla se refere às práticas de uma empresa em relação à conservação do meio-ambiente e sua atuação sobre temas como:

  • Aquecimento global e emissão de carbono;
  • Poluição do ar e da água;
  • Biodiversidade;
  • Desmatamento;
  • Eficiência energética;
  • Gestão de resíduos;
  • Escassez de água.

S (social, em inglês e português)

Já a letra S diz respeito à relação de uma empresa com as pessoas que fazem parte do seu universo. Por exemplo:

  • Satisfação dos clientes;
  • Proteção de dados e privacidade;
  • Diversidade da equipe;
  • Engajamento dos funcionários;
  • Relacionamento com a comunidade;
  • Respeito aos direitos humanos e às leis trabalhistas.

G (governance, em inglês, ou governança, em português)

Por fim, a letra G se refere à administração de uma empresa. Por exemplo:

  • Composição do Conselho;
  • Estrutura do comitê de auditoria;
  • Conduta corporativa;
  • Remuneração dos executivos;
  • Relação com entidades do governo e políticos;
  • Existência de um canal de denúncias.

Como transformar meu condomínio em um sustentável?

Hoje em dia, muitos condomínios residenciais já estão sendo construídos com toda a infraestrutura necessária para facilitar práticas sustentáveis. Porém, mesmo em construções antigas ou que já estão ocupadas é possível adotar medidas de uso racional dos recursos naturais, convertendo-os em espaços sustentáveis.

Educar a nova geração

Um dos benefícios mais importantes é de ordem imaterial: a oportunidade de educar e criar os filhos em um lugar em que as medidas reais são tomadas para preservar o meio ambiente.

Redução de custos

Além da possibilidade de formar cidadãos conscientes, outros fatores também contam a favor de um condomínio sustentável. O gasto com água e energia elétrica tende a ficar mais em conta na medida em que é adotado um sistema de uso racional desses recursos.

A tendência é que, com o tempo, as medidas de economia e uso inteligente da água e da energia elétrica reflitam até mesmo nos gastos de manutenção do condomínio, diminuindo o valor das taxas condominiais.

Outra vantagem é a obtenção de um ambiente mais fresco e arejado, graças à valorização de áreas ajardinadas, gramados e bosques. Essas áreas estão presentes em condomínios em que existe a preocupação com a manutenção.

Diante desse cenário, a valorização de um condomínio sustentável está em constante elevação. Em uma matéria do site do SEBRAE (Serviço de Apoio às micros e pequenas empresas), foi citada uma declaração de Felipe Faria — diretor executivo do Green Building Council Brasil.

Hoje em dia, muitos condomínios residenciais já estão sendo construídos com toda a infraestrutura necessária para facilitar práticas sustentáveis. Porém, mesmo em construções antigas ou que já estão ocupadas é possível adotar medidas de uso racional dos recursos naturais, convertendo-os em espaços sustentáveis.

Um dos pontos mais importantes a serem colocados em prática em um condomínio sustentável diz respeito à coleta seletiva do lixo, à destinação correta dos resíduos e à reciclagem. Essa ação requer participação dos moradores, já que o processo deve começar dentro das unidades com a separação atenta do lixo.

Se o condomínio tem jardins, também é possível trabalhar com a ideia de uma composteira comunitária. Por meio da compostagem, os resíduos orgânicos das residências podem ser convertidos em adubo para as áreas verdes do local.

É possível que o síndico ou administradora do condomínio busque parcerias com cooperativas da região em que o conjunto está instalado e que atuem com reciclagem. Assim, além de encontrar o destino adequado para os resíduos, será uma forma da comunidade dos condôminos ajudar na geração de renda da sua cidade ou do seu bairro.

Nas áreas comuns, como salões de festa, recepção e piscinas, podem ser instaladas cisternas para recolher água da chuva. A água captada pode ser utilizada para limpeza dos espaços comuns e irrigação das áreas verdes.

Quanto à economia de energia, uma série de medidas podem ser tomadas para evitar o desperdício e diminuir os gastos do condomínio com eletricidade. Para tanto, é possível investir em aquecimento solar para as áreas comuns, como piscinas, chuveiros dos funcionários, etc.

Manter áreas permeáveis compondo as edificações residenciais é uma forma de contribuir para a minimização desse problema. Portanto, é importante que o condomínio valorize as áreas verdes, gramados, bosques e jardins.

A responsabilidade por tornar um condomínio sustentável é de todos. Moradores, síndico, funcionários e administradora: todos devem assumir a responsabilidade por manter o condomínio um espaço sustentável.

Em vista disso, muitos condomínios brasileiros estão recebendo a cobiçada certificação GBC Brasil (Green Building Council). Para que um empreendimento ganhe essa certificação é preciso atender alguns pré-requisitos obrigatórios, como:

  • eficiência energética;
  • qualidade ambiental interna;
  • uso eficiente da água;
  • inovação e projeto.

São quatro níveis que a certificação concede: o verde, prata, ouro e a platina. Para ganhar um deles, além dos requisitos citados, o condomínio precisa comprovar que promove soluções que:

  • ajudem a diminuir a mudança climática global;
  • melhorem a saúde e o bem-estar humano;
  • protejam e restaurem os recursos hídricos;
  • minimizem o impacto na biodiversidade e nos serviços ecossistêmicos;
  • aumentem a educação e a comunicação visando a justiça ambiental e a saúde comunitária.

Quando um condomínio atinge um desses níveis consegue uma visibilidade maior no mercado imobiliário e torna-se mais valorizado também.

A preocupação ambiental é mais do que uma tendência, é uma necessidade diante das atuais circunstâncias. Portanto, encontrar formas de tornar sua casa e seu condomínio mais sustentável é uma maneira de antever as necessidades futuras.

Verificando a programação da Fesíndico 2021, não observei preocupação neste sentido; esse debate em breve será necessário para orientar os síndicos da importância deste tema tão atual, pois os condomínios são as mini cidades do futuro.

Fernando Cunha – síndico profissional pela UCR -Recife; formado em matemática, pós graduado em marketing, mba em gestão e planejamento ambiental.

Fonte:

O que a sigla ESG quer dizer sobre uma empresa?

Condomínio sustentável: entenda tudo sobre este conceito de moradia

PAULISTA, 20/10/2021

SITUAÇÃO PREOCUPANTE….

Moradores coletam comida em caminhão de lixo em Fortaleza

Por Gioras Xerez, g1 CE

Pessoas buscam comida em caminhão de lixo em Fortaleza

Na porta de um supermercado no Bairro Cocó, área nobre de Fortaleza, um grupo de pessoas procura alimentos dentro de um caminhão de lixo. A imagem foi filmada pelo motorista de aplicativo André Queiroz no último dia 28 de setembro e compartilhada nas redes sociais neste domingo (17). Nas imagens, homens e mulheres coletam comida descartada de um comércio.

“Pois é, muito triste. Existem cenas como essa sempre naquela região. Sempre vejo, mas não como essa daí. Por isso resolvi filmar. É bem impactante”, afirmou André Queiroz.

Ao g1, um funcionário do supermercado que prefere não se identificar afirmou que a cena acontece todas as semanas, e crianças também buscam comida que seria jogada em um lixão.

“É isso aí que você vê no vídeo. Faz pena ver essas pessoas nessa situação humilhante. São idosos e até crianças, algumas vezes. As crianças chegam a entrar no caminhão. Os próprios lixeiros ficam sensibilizados. Alguns chegam até ajudar”, disse.

Ainda de acordo com o funcionário, a cena passou a ser mais rotineira depois da pandemia. Antes, algumas pessoas faziam buscas no local por materiais recicláveis, como papelão, caixas e plásticos.

“Eram catadores que procuravam material para ser reciclado. Hoje o que vemos aqui é gente atrás de se alimentar. Eles pegam tudo. Hortaliças, mortadela, pão vencido e também as frutas. Uma cena de cortar o coração”, lamenta o funcionário.

 

Moradores do Bairro Cocó, em Fortaleza, buscam comida descartada de supermercado que iria para caminhão de lixo — Foto: Reprodução

Moradores do Bairro Cocó, em Fortaleza, buscam comida descartada de supermercado que iria para caminhão de lixo — Foto: Reprodução

Problema afeta 19 milhões de brasileiros

Atualmente, 19 milhões de brasileiros acordam sem a certeza de que terão ao menos uma refeição para o dia. Dois anos atrás, eram 10 milhões. Com o crescimento da fome no país, houve registro de cenas como a ocorrida em Fortaleza.

No Ceará, cerca de 1 milhão de pessoas vive na extrema pobreza, com renda mensal de até R$ 89, conforme o Ministério da Cidadania.

Em Cuiabá, a distribuição de pedaços de ossos com retalhos de carne tem formado filas. O açougue, que distribui os ossos há dez anos, diz que isso acontecia antes apenas uma vez por semana e, agora, são três. A crise provocada pela pandemia só fez a fila crescer.

Açougue tem fila para doação de ossos em Cuiabá — Foto: TV Centro América

Açougue tem fila para doação de ossos em Cuiabá — Foto: TV Centro América

Pesquisadores que acompanham os desdobramentos sociais da pandemia afirmam que a dificuldade de milhões de brasileiros em se alimentar de maneira saudável vai ter impacto nas próximas gerações. A fome e a má alimentação podem gerar sérios problemas de saúde e desenvolvimento em crianças e adultos.

“As crianças têm um período de crescimento acelerado em que precisam de determinados nutrientes e de determinado aporte energético. Se elas não têm isso por um curto espaço de tempo, isso vai impactar no peso dela. Isso às vezes gera problemas escolares, atraso no desenvolvimento. Nos adultos, mesmo que eles não precisem de energia para crescer, tem prejuízo no sistema imunológico, na forma como se enfrentam doenças”, disse Elisabetta Recine, do Observatório de Políticas de Segurança

FONTE: G1 – 18/10/2021
FERNANDO CUNHA

EMPRESA QUE FEZ “PAREDÃO DE ELIMINAÇÃO” É CONDENADA

Por G1 CE

 


A decisão do juiz foi publicada no início do mês de maio pela 16ª Vara do Trabalho de Fortaleza. — Foto: TRT-CE/Divulgação

A decisão do juiz foi publicada no início do mês de maio pela 16ª Vara do Trabalho de Fortaleza. — Foto: TRT-CE/Divulgação

A Justiça do Trabalho do Ceará condenou uma empresa de turismo a pagar indenização por danos morais a uma consultora de vendas que foi demitida após votação pelos colegas de trabalho, em um procedimento similar ao “paredão de eliminação do BBB”, como descrito no processo.

A decisão do juiz Ney Fraga Filho foi publicada no início do mês de maio pela 16ª Vara do Trabalho de Fortaleza e determina o pagamento das verbas rescisórias, além dos danos morais. O valor total da condenação foi em torno de R$ 14 mil.

Em abril de 2020, a funcionária entrou com ação trabalhista contra as empresas Somos Case Gestão de Timeshare e Multipropriedade e MVC Férias e Empreendimentos Turísticos e Hotelaria. A empregada informou que foi contratada em julho de 2019 e trabalhou nas salas da MVC em diversos estabelecimentos de Fortaleza.

Ao Tribunal Regional do Trabalho do Ceará (TRT-CE), ela afirmou que foi demitida pouco mais de um mês após sua admissão, mas não recebeu as verbas trabalhistas a que teria direito.

Processo de eliminação

De acordo com a trabalhadora, ela recebia tratamento constrangedor por parte do superior. O gestor restringia as idas ao banheiro, além da alimentação dos empregados. A demissão foi concretizada através de um procedimento inspirado no “paredão do BBB”.

Na ocasião da “eliminação”, os funcionários foram coagidos a votar em um colega de trabalho e dizer o porquê este deveria ser dispensado. A consultora foi escolhida por meio desse “paredão”. Ela alega que ainda sofre com depressão e traumas psicológicos em decorrência dessa exposição.

Testemunha também foi demitida

Uma das testemunhas foi também desligada na mesma situação. “Depois de atender entre 5 e 6 clientes, o gestor reuniu todos [os funcionários] e os levou para uma antessala, alegando que eles não haviam efetuado nenhuma venda e que eles só estavam preocupados em comer; informou que naquele exato momento ia fazer um “Big Brother” e mandou escolher um vendedor e um fechador para votar para sair da equipe; que naquele momento o depoente ficou constrangido e se recusou a votar”, registrou o juiz na sentença que condenou a empresa.

Versão das empresas

A empresa Somos Case Gestão de Timeshare e Multipropriedade Ltda, na contestação, negou o vínculo de emprego com a ex-funcionária, tampouco qualquer prestação de serviços a seu favor. A empresa requereu pela improcedência total dos pedidos e condenação da reclamante na multa por litigância de má-fé.

Já a ré MVC Férias e Empreendimentos Turísticos e Hotelaria alegou que não houve relação jurídica com a vendedora, sustentando que sua real empregadora era a outra empresa, negando a existência de grupo econômico.

A decisão de primeiro grau julgou parte dos pedidos procedentes e condenou as empresas, de forma que todos os devedores são responsáveis pela totalidade da obrigação.

Condenação por danos morais

Diante das provas documentais e testemunhais, o magistrado Ney Fraga reconheceu a ocorrência do assédio moral. “A hipótese de assédio pela chefia, ensejando dano moral indenizável, sem sombra de dúvidas restou provado nos autos. A prova foi sobeja em confirmar a dispensa da reclamante através de um paredão realizado pelo superior hierárquico, expondo a autora a uma situação extremamente vexatória e humilhante na presença dos demais empregados”, destacou o julgador.

A sentença determinou a anotação da carteira de trabalho, o pagamento de aviso-prévio, 13º salário, férias, horas extras, repouso semanal remunerado, multa, FGTS e indenização por danos morais. O processo se encontra em fase recursal, em que as partes podem manejar recurso contestando a decisão.

FERNANDO CUNHA – 25.06.2021

FONTE:

https://g1.globo.com/ce/ceara/noticia/2021/05/24/empresa-que-fez-paredao-de-eliminacao-para-demitir-empregados-e-condenada-a-pagar-r-14-mil-por-danos-morais-no-ceara.ghtml –