Estamos em ano eleitoral? não, e sim….mais 2018, tá quente…Veja algumas perólas desta antecipação:

O eco de 2018 – No discurso que proferiu na convenção da candidata do PTB à prefeita de Ipojuca, Célia Sales, o senador Armando Monteiro Neto praticamente assumiu sua candidatura a governador em 2018, ressaltando que a vitória da trabalhista, na eleição suplementar de abril, representava o início da mudança que os pernambucanos podem promover no pleito do próximo ano. “Ipojuca é a arrancada para a grande transformação que o Estado terá em 2018”, profetizou. Para um bom entendedor, o senador já está em plena campanha para enfrentar Paulo.

Elias ensaia revoada do PSDB – O grupo do ex-prefeito de Jaboatão, Elias Gomes, deu uma demonstração pública de que está arrumando as malas para debandar do PSDB. O recado foi interpretado pelo gesto do deputado Betinho Gomes, filho e herdeiro político, ao subir no palanque da candidata do PTB à prefeita na eleição suplementar de Ipojuca em abril, Célia Sales, domingo passado, a convenção que homologou o seu nome e de sua vice Patrícia de Leno (PTN).

 

Se o governador Paulo Câmara e o prefeito do Recife, Geraldo Júlio, chefes da capitania hereditária do PSB em Pernambuco, negaram um mínimo de espaço a Fernando Bezerra pensando que o fragilizaria politicamente, apostaram muito mal. O senador é cobra criada. Se conseguir sair ileso das acusações na Lava Jato, num espaço de tempo que ainda não se sabe, certamente se constituirá, em voo solo ou em aliança com a chamada nova oposição, personagem relevante na sucessão estadual de 2018.

O DISSIDENTE– Dos deputados da bancada do PSB pernambucano na Câmara Federal apenas João Fernando Coutinho não votou em Tadeu Alencar para líder na Casa. A pedido do senador Fernando Bezerra Filho, a quem é ligado hoje, Coutinho votou em Teresa Cristina (MS), que venceu por uma diferença de oito votos.

Ameaça de greve– Em ato marcado para o início da tarde de hoje, a tropa da Polícia Militar decide se entra em greve no Carnaval em protesto contra a proposta de reajuste salarial, já em discussão pelo plenário da Assembleia Legislativa e que, mesmo aprovada, não terá o respaldo da categoria. Há um clima de radicalização entre os militares diante da posição ortodoxa do Governo de não avançar um só centavo que foi proposto. O Governo diz que fez o maior acordo salarial da história, destacando as dificuldades pela baita crise, mas os policiais acham que não ganham nada substancial.

O responsável por isso seria o secretário da Casa Civil, Antônio Figueira, na foto ao lado. Ao invés de abrir portas e promover a boa política de aproximação e vizinhança, Figueira estaria fechando as portas para muitos prefeitos, o que é um grande equívoco. O secretário da Casa Civil vem da área privada, é medico, gestor licenciado do Imip e na gestão do ex-governador Eduardo Campos ocupou a Secretaria de Saúde.

Qualquer semelhança, é mera especulação.

Fernando Cunha – 08/02/2017 às 22hs

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *