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Presidente Dilma Rousseff, no limite, pode perder o cargo por causa das pedaladas fiscais. Foto: Marcelo Castro/ Agência Brasil
Presidente Dilma Rousseff, no limite, pode perder o cargo por causa das pedaladas fiscais. Foto: Marcelo Castro/ Agência Brasil

 

Você já parou para imaginar como será lembrado o País de hoje daqui a algumas décadas? Como alguém contará a jovens, digamos, do ano 2048, o que era viver a instabilidade de 2015?

Imagine olhar três décadas para trás e contar de uma forma atraente a história para os jovens. Seria preciso pegar leve nos detalhes, lógico. Quem tem hoje tempo e interesse de ouvir os nomes dos presidentes da Câmara ou do Senado em 1975?

Por isso é sempre bom contar uma historinha. Todos adoram heróis e bandidos. É que de arquétipos todo mundo entende: o bom é bom, o mal é o mal. E pronto.

Assim, poderíamos adaptar da antiga Grécia o Mito de Sísifo, tão bem explorado por Albert Camus. Sem esquecer de salpicar aqui e ali questões políticas de 2015. Seria mais ou menos assim.

Forjada no suor do marqueteiro político João Santana, surgiu em 2014 a heroína do Brasil, a presidente Dilma Rousseff (PT). Batizada de Coração Valente, ela dizia desafiar os deuses pelo bem do Brasil, embora seu partido, o PT, já estivesse no poder há 12 anos e a própria Dilma ocupasse o Planalto havia quatro anos, em busca da reeleição.

Com esse curioso discurso de revolucionária governista, ela venceu. Mas esgotou o caixa do País e começou a desfazer sua “revolução”. Seus seguidores, que acusavam tudo e todos de sabotagem, começaram a pensar duas vezes porque os seus próprios líderes, o principal o ex-presidente Lula, começaram a se queixar daquela que eles diziam ser uma heroína.

Impopular e fraca, Dilma, voltava atrás e desfazia tudo o que anunciava. Como Sísifo, parecia condenada a empurrar o pacote de ajuste fiscal Congresso acima, só para depois ver as medidas, como a CPMF, rolarem montanha abaixo. Toda semana era isso, fazer e desfazer tarefas. O tempo do Brasil perdido.

Fonte: NE10 – Blog Pinga Fogo – 20/09/2015

 

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