Bangcoc inaugura um 'museu da corrupção' na Tailândia.

corrupção política é o uso das competências legisladas por funcionários do governo para fins privados ilegítimos. Desvio de poder do governo para outros fins, como a repressão de opositores políticos e violência policial em geral, não é considerado corrupção política. Nem são atos ilegais por pessoas ou empresas não envolvidas diretamente com o governo. Um ato ilegal por um funcionário público constitui corrupção política somente se o ato está diretamente relacionado às suas funções oficiais.

Ensina Calil Simão que a corrupção política corresponde:

“ao uso do poder público para proveito, promoção ou prestígio particular, ou em benefício de um grupo ou classe, de forma que constitua violação da lei ou de padrões de elevada conduta moral” [1]

As formas de corrupção variam, mas incluem o subornoextorsãofisiologismonepotismo,clientelismo, corrupção e peculato. Embora a corrupção possa facilitar negócios criminosos como otráfico de drogaslavagem de dinheiro e tráfico de seres humanos, ela não se restringe a essas atividades.

As atividades que constituem corrupção ilegal diferem por país ou jurisdição. Por exemplo, certas práticas de financiamento político que são legais em um lugar podem ser ilegais em outro. Em alguns casos, funcionários do governo ter poderes amplos ou mal definidos, o que torna difícil distinguir entre as ações legais e as ilegais. Em todo o mundo, calcula-se que a corrupção envolva mais de 1 trilhão de dólares estadunidenses por ano.[2] Um estado de corrupção política desenfreada é conhecido como umacleptocracia, o que literalmente significa "governado por ladrões".

O museu tem estátuas em tamanho real de funcionários condenados em casos recentes / Foto: Nicolas Asfouri / AFP

O museu tem estátuas em tamanho real de funcionários condenados em casos recentesFoto: Nicolas Asfouri / AFP

Bangcoc inaugurou um "Museu sobre a corrupção na Tailândia" com estátuas em tamanho real de funcionários condenados em casos recentes, esculturas de bolsas repletas de dinheiro e quadros de corruptos atrás das grades.

 

"A Tailândia é um país com uma cultura de clientelismo. Várias gerações já enfrentaram a corrupção e as pessoas estão acostumadas", explica à AFP Mana Nimitmongkol, da Organização de Luta contra a Corrupção, que concebeu a mostra.

Os tailandeses têm uma relação complexa com o problema que afeta a política, o sistema judiciário e o mundo dos negócios no reino, que ocupa a posição 85 na lista de 175 países elaborada pela Transparência Internacional sobre a percepção da corrupção. 

"Queríamos criar este museu para contar aos trapaceiros que as coisas que fazem são ruins. Ficarão gravados na história da Tailândia e o povo tailandês nunca poderá esquecer nem perdoá-los", completa Nimitmongkol.

As esculturas e estátuas são referências as casos concretos da história tailandesa. No meio de um quarto, o busto de um homem tragando dezenas de pilares de construção tem o título "A deliciosa comida das delegacias de polícia". Há alguns anos a verba de 160 milhões de dólares foi destinada à construção de quase 400 delegacias que nunca saíram do papel. 

A investigação apontou para Suthep Thaugsuban, vice-primeiro-ministro no momento da licitação. 

Thaugsuban foi um dos protagonistas da revolta do ano passado contra o governo de Yingluck Shinawatra, que também está personificada no museu com um saco de arroz. Os oponentes políticos a acusam de corrupção ao adotar um sistema de subsídios para os produtores de arroz, o que rendeu um processo judicial à ex-primeira-ministra.

Os críticos afirmam que o sistema, que pagava aos agricultores o dobro do preço de mercado por suas colheitas, estava repleto de corrupção e custou à Fazenda tailandesa bilhões de dólares em perdas e subvenções infladas. 

O tema provocou a criação de um movimento cidadão que terminou com a destituição de Yingluck no ano passado pelo exército. Com a exposição, os organizadores pretendem impressionar o público. 

"Cada escultura ilustra um caso nacional de corrupção que me irrita, pois todos provocaram enormes danos", afirmou Tatpitcha Khanumsee, uma visitante de 19 anos.

Ao assumir o poder em maio de 2014, a junta militar tailandesa prometeu lutar contra a corrupção e levar à justiça os corruptos. Outro visitante, Anon Adhan, de 30 anos, elogiou a mostra por usar a arte para organizar uma "campanha séria".

"Não queremos a corrupção. Por isto apoio esta campanha, com a visita, fazendo fotos e compartilhando nas redes sociais", disse. 

Fonte: Wikipedia, NE10 – 17/09/2015

Fernando Cunha

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *