Corregedor vê excesso de força

Publicado em 31/05/2014, Às 8:30

Gravata

A pedido da coluna, o corregedor-geral da SDS, Sidney Lemos, assistiu ao vídeo da ação policial na reintegração de posse na Encruzilhada, quinta-fera. Ele classificou as imagens como “esclarecedoras”, censurou a atitude dos PMs que aparecem “imobilizando” um rapaz, sobretudo um major do 13º batalhão. Um processo disciplinar será aberto para apurar a conduta dos servidores.

 

Necessidade ou excesso?

Publicado em 31/05/2014, Às 8:00

Jorge Cavalcanti

Um rapaz apressado, de bicicleta, esbarra num dos policiais destacados para cumprir o mandado de reintegração de posse de um terreno no bairro da Encruzilhada, Zona Norte do Recife, na manhã da última quinta-feira. Em troca, é chamado de “merda” e recebe ordem de prisão. Ele não reside em um das dezenas de barracos que estavam sendo evacuados. Tinha ido levar um alicate a um primo, morador da área, para que este pudesse desligar as instalações elétricas (na verdade, gambiarras), antes que bombas de gás lacrimogêneo invadissem o terreno. Em pouco tempo, já dominado por quatro policiais e prestes a ser algemado, recebe um duro golpe de outro PM.

As três estrelas no ombro de quem aplica o “triângulo de mão invertido” – como o sufocamento é chamado no jiu-jítsu e no MMA – evidencia que o policial não é apenas mais um da tropa. Tem alta patente. É major do 13º Batalhão da PM. Boa parte da confusão foi registrada em vídeo pela equipe de reportagem do JC.

PARA VER O VÍDEO, CLIQUE AQUI

Apesar do clima tenso inerente às ações de reintegração de posse e do dever da Polícia Militar de fazer cumprir uma decisão judicial, as imagens restringem, e muito, o campo da dúvida. No caso específico, difícil acreditar que o uso de tanta força tenha sido necessário. Cinco homens, policiais e bem treinados, para “dominar” um rapaz franzino, já vencido. Mas, como a interpretação é livre, peço ao leitor que, antes de acreditar no que lê, dê-se ao trabalho de ver o vídeo de menos de quatro minutos de duração e formar a própria opinião.

Postado por Jorge Cavalcanti

 
 
 

Fonte: JC – 31/05/2014

Fernando Cunha – SJE

 

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