Monthly Archives: julho 2016

Brasil pagará R$ 35 mil por cada medalha conquistada na Rio-2016


 

Patrocinadores oficiais dos Jogos Olímpicos Rio 2016 e do Comitê Olímpico do Brasil (COB) promoverão um incentivo a mais para os atletas do Time Brasil que conquistarem medalhas na competição. Estimuladas pelo COB, as empresas premiarão os atletas que subirem ao pódio olímpico. Ouro, prata e bronze serão contemplados com a mesma quantia.

– Ficamos muito felizes que dois patrocinadores entenderam essa ideia de premiar os atletas, já que com recursos públicos não víamos possibilidade de fazermos essa premiação – disse o diretor executivo de Esportes do COB, Marcus Vinicius Freire.

A soma dos bônus oferecidos pelas marcas será de R$ 35.000,00, para atletas de modalidades individuais, e de R$ 17.500,00 para cada atleta de modalidades coletivas. A premiação do Grupo Bradesco Seguros será por meio de planos de previdência privada.

– Estamos muito satisfeitos com a iniciativa do Grupo Bradesco Seguros e da P&G em valorizar o esforço e as conquistas de nossos atletas. Tenho certeza de que estas premiações serão um incentivo a mais para todos. O COB se empenhou para que essas ações fossem colocadas em prática, pois reconhecemos o intenso trabalho feito pelos atletas para representar o Brasil da melhor forma possível nos Jogos Olímpicos – afirmou Carlos Arthur Nuzman, presidente do COB.

Os prêmios serão entregues aos atletas no Espaço Time Brasil, ponto de encontro dos atletas brasileiros, que funcionará de 4 a 22 de agosto, no Shopping Via Parque, a poucos quilômetros da Vila Olímpica. No local haverá uma estrutura temporária de 2000m², para receber familiares e convidados, com estimativa de público diário de 550 pessoas. A programação prevê shows, ações de entretenimento, ativações de patrocinadores – como uma barbearia assinada por Gillette – coletivas de imprensa, além de ser o local oficial da celebração dos resultados do Brasil nos Jogos Olímpicos.

– Outra boa notícia para mim é sempre quando você premia os atletas a longo prazo. Ou seja, o atleta precisa guardar também, porque é sempre uma boa opção em função do formato da nossa profissão. Que ele tenha uma previsibilidade do que vai precisar no futuro. Então, pagamento em previdência privada dá esse recado – acrescentou Marcus Vinicius.

A premiação do Brasil, é bom frisar, está bem abaixo de outros países. O Azerbaijão por exemplo, pagará cerca de R$ 1,7 milhão a cada medalhista de ouro. Veja a lista abaixo, feita pelo jornal peruano "Depor".

 

Foto: Reprodução Twitter @Depor

Fernando Cunha – 30/07/2016

Fonte: Leia mais: http://extra.globo.com/esporte/rio-2016/brasil-pagara-35-mil-por-cada-medalha-conquistada-na-rio-2016-19811443.html#ixzz4FwjQ4qvB

É preciso anexar às más lembranças do passado a presidente que tentou dinamitar o caminho do futuro

Dilma assassina a História, tortura os fatos e inventa uma ditadura controlada por parlamentares eleitos pelo povo

Por: Augusto Nunes

 

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A perda do poder, a deserção dos aliados, a diáspora dos áulicos, o sumiço dos convites e das cerimônias oficiais, a interrupção da farra aérea, os buracos na agenda agora sem serventia, a falta do que fazer no palácio assombrado — esse clima de velório que precede a queda de um governante costuma abalar o mais equilibrado dos estadistas. Era inevitável que a mente nada brilhante de Dilma Rousseff sofresse danos consideráveis, mas ninguém imaginou que o estrago chegaria às dimensões que alcançou.

Só uma cabeça severamente avariada poderia parir o falatório que atribuiu a decretação do impeachment pelo Congresso a uma conspiração urdida por deputados e senadores para submeter o Brasil a uma ditadura parlamentarista — um singularíssimo regime totalitário controlado por parlamentares eleitos diretamente pelo povo. Parece mentira? Pois releiam a sopa de letras que custou a Dilma mais uma internação no Sanatório Geral:

“Por trás desse golpe, tem uma ambição muito forte pelo parlamentarismo. No Brasil, todas as transformações ocorreram pelo voto majoritário para presidente. No voto proporcional, há uma imensa quantidade de filtros, oligarquias regionais, filtros de segmentos que fazem com que, na maioria das vezes, o Parlamento no Brasil seja mais conservador que o Executivo”.

Como constatou o comentário de 1 minuto para o site de VEJA, o palavrório reafirma que Dilma deveria ter sido demitida já no primeiro dia do primeiro mandato, no momento em que abriu a boca para tentar juntar sujeito e predicado. Não pode ser presidente da República quem não sabe falar a língua oficial do país. Tampouco se pode entregar o Brasil a uma incapaz capaz de tudo. Assassinar a História, por exemplo. Ou torturar os fatos com perturbadora selvageria.

Se, como informa um trecho do pronunciamento de hospício, existe “uma ambição muito forte pelo parlamentarismo” por trás dos procedimentos constitucionais que Dilma insiste em chamar de golpe, a declarante está obrigada a identificar os ambiciosos fantasiados de representantes do povo. Eduardo Cunha é carta fora do baralho. Renan Calheiros é um bom companheiro da Assombração do Alvorada. Rodrigo Maia foi apoiado pelo PT no segundo turno da eleição na Câmara. Como FHC foi senador há muito tempo, Dilma acabou de inventar o complô sem comandantes.

Desde a Proclamação da República, o Executivo só não controlou o Legislativo durante os períodos de crise que precipitaram o fim de governos sem sustentação no Congresso. Foi assim com Getúlio em 1954, com Jânio Quadros em 1961, com Fernando Collor em 1992 e com Dilma Rousseff desde o início do segundo mandato. Abstraídas tais exceções — além do Estado Novo e da ditadura militar —, quem sempre deu as cartas no Brasil republicano foi o inquilino do gabinete presidencial.

O presidencialismo imperial vigorou até mesmo entre setembro de 1961, quando o Congresso aprovou a instauração do regime parlamentarista para remover o veto dos chefes militares à posse do vice-presidente João Goulart, e janeiro de 1963, quando um plebiscito devolveu a Jango os poderes desmaiados. Formalmente, o país teve três primeiros-ministros em 17 meses. É até possível que Dilma lembre que um deles foi Tancredo Neves. Perderá dinheiro quem apostar que o neurônio solitário guarda na memória os nomes de Brochado da Rocha e Hermes Lima.

O tedioso velório da mulher condenada pelo povo à morte política é o derradeiro tapa na cara do país que ela quase destruiu. As delinquências que amparam juridicamente o impeachment são quase irrelevantes se confrontadas com as anotações em tons de cinza na alentada folha de desserviços à nação. A pior chefe de governo desde o Descobrimento conseguiu o aparentemente impossível: expandir a herança maldita que Lula legou.

O legado ampliado por Dilma inclui, entre incontáveis abjeções, o aparelhamento da máquina administrativa por liberticidas gatunos, a infestação de ladrões e ineptos disfarçados de ministros, a transformação de amigas quadrilheiras em servidoras da pátria, a entrega da chave do cofre a parceiros fora-da-lei, a inflação sem controle, o mundaréu de obras abandonadas, os 12 milhões de desempregados, a política externa da canalhice, o sistema de saúde em frangalhos, o sistema de ensino reduzido a usina de idiotas com diploma, a economia putrefata, a roubalheira institucionalizada e a agonia da Petrobras devastada pelo maior esquema corrupto de todos os tempos, fora o resto.

Dilma fez o que pôde para desonrar o cargo que ocupou e dinamitar os caminhos do futuro. É preciso abreviar os gemidos da alma penada, e anexá-la o quanto antes às más lembranças do passado.

Fernando Cunha – julho/2016

16/07/2016 11h05 – Atualizado em 16/07/2016 12h05

Merendeira conclui curso de mestrado em RR; 'exemplo para meus filhos'

Luana Coutinho concluiu o mestrado em educação nesta sexta-feira (15).
Ela contou que trabalha na cantina há 12 anos e recebe R$ 950 por mês.

A merendeira Luana Coutinho concluiu o mestrado em Roraima (Foto: Inaê Brandão/G1 RR)

A merendeira Luana Coutinho concluiu o mestrado em Roraima (Foto: Inaê Brandão/G1 RR)

Aos 39 anos, a merendeira Luana Coutinho conquistou nesta sexta-feira (15) o título de mestre pela Universidade Estadual de Roraima. Em sete anos de estudo, a funcionária pública se graduou em licenciatura em química e se especializou em ensino de ciências enquanto trabalhava na cantina de uma escola do estado. Com a vitória, Luana comemora: "Quero ser um exemplo para meus filhos".

"Eu saía da sala de aula e ia direto lavar a louça ou servir a merenda. Os alunos iam na copa depois das aulas tirar dúvidas comigo sobre os conteúdos
Luana Coutinho

Trabalhando como merendeira há 12 anos e recebendo pouco mais que um salário mínimo, Luana percebeu que para melhorar a situação financeira de sua família, composta por ela, seu esposo e dois filhos, precisaria estudar e se especializar.

"Eu escolhi química porque era mais fácil entrar pelo vestibular", admitiu rindo. "Entrei no curso e me apaixonei pela química. Nunca reprovei em nenhuma disciplina e quando estava finalizando a faculdade já passei para o mestrado", lembrou.

A escolha pela pós graduação veio em razão do incentivo de professores e com a vontade de se capacitar mais. "Vivia correndo da escola para o curso. Vinha parar nas aulas suja, cheirando a frango, comida, mas sempre vinha. Não foi fácil".

No começo do curso, contou Luana, além do trabalho como merendeira ela era concursada da prefeitura de Boa Vista e trabalhava como assistente administrativa, mas teve que abrir mão do emprego para conciliar a família, o trabalho e os estudos.

"Foi muito difícil. Eu tive que fazer uma escolha entre o dinheiro e os estudos e eu escolhi o meu mestrado porque acreditei – e acredito – que na frente serei recompensada".

Dissertação
Para defender sua dissertação no mestrado, Luana optou por trabalhar um tema que envolvia uma didática diferenciada com alunos. Ela buscou mostrar em seu trabalho que a música pode ser um meio usado para ensinar os conceitos de eletroquímica.

"Com o mestrado nasceu dentro de mim o gosto pelos estudos. Na parte em que apliquei a teoria em sala de aula vi que os alunos respondem aos nossos estímulos. Isso é o apaixonante", disse. Curiosamente, a servidora pôde desenvolver sua pesquisa na mesma escola em que trabalhava como merendeira.

"Eu saía da sala de aula e ia direto lavar a louça ou servir a merenda. Os alunos iam na copa depois das aulas tirar dúvidas comigo sobre os conteúdos", lembrou.

Luana defendeu a dissertação na sexta e a família da merendeira estava presente no local. "Estou orgulhosa", disse a filha de Luana, Lyara Oliveira, de 12 anos. Além do apoio da família, ela conta que teve a ajuda das diretoras da escola em que trabalhou durante a pós-graduação.

Mesmo com um passo nos estudos recém concluído, Luana já pensa no futuro. Ela contou que pretende começar a exercer a profissão e após se estabilizar financeiramente partir para o doutorado.

"Eu acredito que sou um exemplo porque até hoje estou trabalhando na copa. Para as pessoas que trabalham como eu, diria para elas não desistirem e lutarem pelos seus objetivos. Eu não pretendo parar aqui, ainda vou fazer o meu doutorado".

Fonte: G1-16/07/2016 – Fernando Cunha

 

– Atualizado em 

Aluna de escola pública formada em Harvard lista mitos sobre estudar fora

Filha de ex-vendedora de flores colecionou medalhas em olimpíadas estudantis. Agora, vai trabalhar com educação em multinacional no Brasil.

Mais do que sorte e talento, Tabata Amaral de Pontes, de 22 anos, atribui suas conquistas às oportunidades. Foram as bolsas de estudo e mentorias que abriram de vez as portas para que a aluna esforçada de escola pública na periferia de São Paulo conseguisse na Universidade Harvard , nos Estados Unidos, seu diploma de graduação em ciências políticas e astrofísica.

A convite do G1 , Tabata reavaliou sua trajetória para listar os cinco maiores mitos sobre estudar fora do país. (Veja no VÍDEO a seguir ou leia abaixo sobre os mitos) 

Desde junho de volta ao Brasil, a filha de ex-vendedora de flores está envolvida em um projeto social que ajudou a fundar, o Mapa Educação , que busca mobilizar os jovens para que a educação seja prioridade no debate político. Em agosto, começará a trabalhar em um fundo de educação de uma empresa muTrajetória olímpica 

Bem antes da vaga de emprego em uma multinacional, ainda quando estudava na rede pública e tinha 12 anos, Tabata começou uma carreira como "atleta" do conhecimento. Ao todo, colecionou mais de 30 medalhas em olimpíadas de física, química, informática, matemática, astronomia, robótica e linguística.

A possibilidade de morar e estudar no exterior começou a se desenhar quando Tabata teve a oportunidade de deixar a rede pública. À época ela tinha sido destaque na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep) e ganhou uma bolsa no Colégio Etapa.

O colégio também bancou moradia e alimentação da estudante porque sua casa ficava distante, e os pais não podiam arcar com a despesa. Lá viu os horizontes se alargarem e ouviu pela primeira vez sobre a possibilidade de fazer faculdade fora do país.

Quando estava no segundo do ensino médio ganhou uma bolsa da escola Cellep para estudar inglês e contou com a ajuda de instituições para cobrir os gastos do application (processo de candidatura às vagas das universidades norte-americanas).

Quando enfim escolheu Harvard, há quatro anos, Tabata também tinha sido aceita por outras cinco universidades americanas, entre elas, Caltech, Columbia, Princeton e Yale.

CINCO MITOS SOBRE ESTUDAR FORA 
TabataTabata na Índia, onde esteve em 2013, para pesquisar o sistema de ensino (Foto: Arquivo pessoal) selecionou e deu sua opinião sobre conceitos que "perseguem" os candidatos:

 

1) É preciso ser gênio 
Para ser aceito em uma universidade americana, é preciso ser mais que bom aluno. As atividades extracurriculares são muito bem vistas pelos avaliadores. O diferencial de Tabata foi a paixão pelas ciências e pelas olimpíadas. Para ela, não há nada de genialidade por trás das aprovações.

“Tem pessoas que gostam muito de algumas áreas e são dedicadas, por isso acabam indo bem. Harvard vai valorizar que você tenha uma paixão, que se dedique e faça alguma coisa bacana com isso para a sociedade.”

2) Só ricos estudam lá 
Fazer graduação em uma universidade americana de ponta pode custar até R$ 500 mil, incluindo mensalidades, hospedagem e alimentação durante os quatro anos. As bolsas são concedidas a partir da situação socioeconômica da família, e não por mérito. Se o aluno foi aceito, a instituição vai dar as condições para que ele estude, independentemente de sua condição financeira.

Tabata é filha de uma ex-vendedora de flores e tem um irmão, mais novo, universitário. O pai trabalhava como cobrador de ônibus e faleceu pouco antes de ela embarcar para o exterior. A família não poderia arcar com nenhuma despesa. Ela recebeu bolsa integral da universidade e ajuda de custo para transporte, passagens aéreas para o Brasil e compra de livros, mas trabalhou durante o curso para poder ajudar a mãe no Brasil. “Nada que atrapalhasse meus estudos.”

 

Para ela, falta de dinheiro não é impeditivo. “Se você tem um sonho grande de estudar nos Estados Unidos e não tem como pagar, não desista por isso. Eu realmente não poderia pagar um centavo e consegui.”

3) Inglês tem de ser fluente 
application exige um teste que mede da proficiência do aluno no inglês (Toefl) e uma prova chamada SAT, uma espécie de Enem americano, toda em inglês. A ideia é medir o quanto o aluno domina o idioma. No entanto, para ser aprovado, no processo como um todo, a fluência no inglês não é determinante.

Tabata aprendeu inglês em um ano, depois que ganhou a bolsa do Cellep. Ela conta que conseguiu ter notas suficientes nas provas do application , mas não era fluente.

“Tinha um inglês muito ruim. Chegando em Harvard tive dificuldade de me comunicar com os americanos, tanto que meus melhores amigos são os latinos e os indianos. Fui sentir que estava fluente só depois do meu primeiro ano, quando fui entender música e filme.”

Ela conta que só foi fazer piadas em inglês no último ano de curso. “Lembro da primeira vez que alguém falou para mim: a Tabata também está engraçada em inglês. Não lembro o que eu disse, mas um amigo falou: nossa ‘ up grade ’!”

4) Quem estuda nos Estados Unidos não volta para o Brasil 
Ficar nos Estados Unidos nunca foi um projeto, mesmo com as pessoas dizendo que retornar ao Brasil seria uma “burrice.” Ela elenca pelo menos dois motivos: o contexto político pelo qual o país atravessa e a vontade de impactar a educação.

“Eu estudei ciências políticas, sou fascinada por esse tema. A gente está passando por um contexto histórico muito importante para o Brasil. Então, quer laboratório mais bagunçado e mais interessante para quem gosta de aprender como esse?”

Tabata diz que se ficasse nos Estados Unidos seria mais difícil voltar depois ao Brasil. “Lá a vida é mais fácil, mais segura e mais meritocrática. Só que eu quero ter impacto aqui, entrar para a política. Nunca considerei ficar.”

5) Meritocracia: quem quer consegue 
A história da brasileira inspira muitos comentários do tipo “quem quer consegue”, mas para ela, suas conquistas não têm a ver com mérito.

“Vivemos em um país muito desigual e injusto. Tive a benção de ter muitas oportunidades bacanas e aproveitar. Esforço é muito importante, mas se eu não tivesse tido essas oportunidades eu não estaria aqui.”

Ela diz que sua trajetória prova o quanto a educação pode transformar e servir de inspiração. “Se você pegar a população brasileira e der uma educação de qualidade, boas oportunidades, nosso país vai ser mais justo e mais bacana. Não dá para falar ‘quem quer consegue’ porque não é assim. Quem quer e está em uma escola pública de baixa qualidade em uma cidade pequena, não consegue. Sinto muito, mas é verdade.”

Dificuldades e lições 
A adaptação em Harvard não foi fácil. Ela embarcou logo após perder o pai, teve dificuldades com idioma, com a “comida sem sabor” e com o frio, que chegava até 27 graus negativos. “Me senti sozinha e cheguei a me questionar se aquele era realmente meu lugar.”

Mas vieram os amigos e a vida, entre estudos e trabalho, foi tomando rumo. “Levou um tempo para eu me encontrar, mas Harvard passou a ser um dos meus lugares preferidos no mundo que eu sinto muitas saudades agora.”

De lá, a maior lição que fica é a importância das pessoas. “Quando você passa quatro anos com gente tão fora de série, você se sente com vontade de fazer mais. Não importa o que eu faça, vou me preocupar em estar perto de pessoas que sabem muito mais do que eu. O que te faz crescer são as pessoas.”

Fonte: G! – 08/07/2016

Fernando Cunha

 

 

 

A polêmica Arca de Noé de US$ 100 milhões erguida por parque religioso nos EUA

Com as mesmas proporções sugeridas pela Bíblia, obra é carro-chefe do empreendimento; construção foi alvo de disputa judicial e de controvérsias por causa da seleção de funcionários.

Com 300 côvados de comprimento, 50 de largura e 20 de altura – as unidades de medida arcaicas sugeridas pelo Antigo Testamento -, uma nova Arca de Noé acaba de ser inaugurada na cidade americana de Williamstown, após anos de controvérsia.

Visitantes passam perto de uma réplica da Arca de Noé em Williamstown, Kentucky. (Foto: John Minchillo/AP)Visitantes passam perto de uma réplica da Arca de Noé em Williamstown, Kentucky.  (Foto: John Minchillo/AP)

 

A embarcação é o carro-chefe do parque temático religioso Ark Encounter e sua construção, que levou seis anos, custou US$ 100 milhões (R$ 330 milhões). As obras foram financiadas por doações privadas.

A arca demandou quase 8 mil metros cúbicos de madeira e suas medidas (desta vez no sistema métrico) são 155m x 26m x 15m. Dimensões que, segundo a Bíblia, foram as exigidas por Deus quando ordenou a Noé a construção da embarcação usada para preservar as espécies animais durante o Dilúvio.

No interior, há três pisos explicando a história contada no Gênesis. Há 100 modelos de animais, incluindo uma polêmica participação de dinossauros.

Não há qualquer referência no primeiro livro da Bíblia à presença de criaturas pré-históricas na arca, até porque, segundo a ciência, estes animais foram extintos mais de 150 milhões de anos antes do surgimento do primeiro ancestral humano.

Porém, os idealizadores do parque incluíram os dinossauros como parte de sua defesa da teoria de que Deus criou todos os seres vivos.

A Answers in Genesis ("Respostas em Gênesis", em tradução literal), empresa por trás do projeto, disse à BBC Mundo, serviço em espanhol da BBC, que espera receber 16 mil visitantes por dia.

"Em um mundo cada vez mais laico e tendencioso, é hora de nós cristãos fazermos algo", disse Ken Ham, fundador da empresa, durante a abertura do parque na última quinta-feira.

No entanto, a arca atraiu críticas e uma disputa judicial antes mesmo de receber seu primeiro visitante.

"Básicamente, este barco é uma capela criando filhos cientificamente analfabetos", disse à agência de notícias AP Jim Helton, morador vizinho ao parque.

Incentivo fiscal
Uma das críticas à Answers in Genesis é que a empresa inicialmente teve aprovada uma verba de US$ 18,25 milhões (R$ 60 milhões) em incentivos fiscais com base na Lei de Desenvolvimento Turístico do Estado do Kentucky.

O governo chegou a cancelar o repasse depois de que veio a público o fato de a Answers in Genesis exigir que seus empregados declarem por escrito, em contrato, sua fé cristã.

Mas a empresa venceu a causa na Justiça usando como argumento a Primeira Emenda da Constituição Americana – justamente a que fala em liberdade religiosa.

A Answers in Genesis afirma que não recebeu "dólar algum dos contribuintes" para construir a arca, e que o incentivo veio do não recolhimento de impostos sobre a venda de ingressos, comida e outros produtos.

"A lei permite deduzirmos impostos sobre as vendas até US$ 18,25 milhões por um prazo de 10 anos", disse Mark Looy, porta-voz da empresa.

'Declaração de Fé'
Looy explicou ainda que a "Declaração de Fé" que os empregados precisam assinar tem o propósito de "preservar o funcionamento e a integridade da empresa em sua missão de anunciar a verdade absoluta e a autoridade das Escrituras e para proporcionar um modelo bíblico a nossos empregados".

Os funcionários precisam reconhecer a Bíblia como "a autoridade suprema" e que o Dilúvio é um "fato histórico", bem como a existência de Deus e o Diabo.

"Qualquer forma de imoralidade, como o adultério, sexo por prazer, homosexualidade, lesbianismo, conduta bissexual, bestialismo, incesto, pornografia ou qualquer intenção de mudar de gênero é pecado e ofensivo a Deus", diz a declaração.

Para o juiz Greg van Tatenhove, porém, a empresa tem liberdade para fazer suas contratações.

"Somos uma organização religiosa e a lei nos dá direito a utilizar uma preferência religiosa como base para a nossa contratação", disse Ham em janeiro.

Madeira polêmica
Apesar de o Ark Encounter se apresentar como uma empresa "verde", a quantidade de madeira usada na construção da arca despertou críticas.

Os 153 metros de comprimento da arca ocupam mais que um campo de futebol americano

Mas Looy assegura que os 980 quilômetros de tábuas – se colocadas em linha reta – são de árvores que estavam condenadas por causa de pragas.

Outra crítica ao projeto é relacionada ao design da arca, considerado moderno demais.

"A Bíblia não diz que deveria ser uma caixa retangular", defende Looy.

Os ingressos para visitar o local custam US$ 40 (R$ 132) para adultos e US$ 28 (R$ 92) para crianças.

Fonte: G1, bbc Brasil

Fernando Cunha – 08/07/2016

erça-feira, 28/06/2016, às 14:13, 

por Andrea Ramal

A emocionante carta de uma professora argentina para Messi

 

 

Messi
Depois da derrota na final da Copa América, o jogador Lionel Messi afirmou que não jogaria mais pela seleção de seu país. Pensando na reação de seus alunos, a professora argentina Yohana Fucks fez um pedido muito especial. Seu texto é repleto de lições que deveríamos levar sempre às crianças. Por isso, transcrevemos, em primeira mão, alguns trechos neste blog.

 

“Você provavelmente jamais lerá esta carta. Mas escrevo mesmo assim, não como torcedora de futebol, mas como professora argentina, essa profissão que escolhi e pela qual sou tão apaixonada, como você pela sua.

 

Poderia lhe escrever sobre a maravilha de seus talentos para o esporte mais amado do país (…), mas isso seria repetir frases feitas. Então vou pedir que me ajude num desafio muito mais complexo do que todos os que você enfrentou até agora: quero que me ajude na difícil missão de formar as condutas dessas crianças que o vêm como um herói e como um exemplo a seguir.

 

Por mais amor e dedicação que coloque no meu trabalho, jamais terei de meus alunos esse maravilhoso fascínio que sentem por alguém como você. E hoje verão seu maior ídolo se render. (…) Eu lhe peço: por favor não renuncie, não os deixe acreditar que neste país somente importa ganhar e ser o primeiro. Não lhes ensine que, apesar de tantas adversidades superadas, apesar de lutar desde tão jovem para chegar a ser um homem de sucesso, apesar de assumir responsabilidades desde cedo e ter lutado até com barreiras físicas para alcançar seus sonhos, tudo isso pode ser ofuscado diante das críticas dos que, no fundo, querem ser como você.

 

Se você, que teve o acompanhamento da sua família, que tem um rico patrimônio pessoal e o apoio de tanta gente, não consegue, como eles poderiam acreditar que são capazes de seguir em frente, apesar de tantas batalhas que têm de enfrentar a cada dia?

 

Eu não falo a eles do Messi que joga maravilhosamente, mas sim daquele que treinou milhares de lançamentos para conseguir colocar a bola nesse ângulo inalcançável para qualquer goleiro; falo do Messi que suportou, sendo um menino como eles, tantas dolorosas agulhas para continuar de pé, correndo atrás daquilo que amava; falo do Messi que ajuda outras crianças como eles nas suas diversas dificuldades; falo do Messi homem, o que constituiu uma família e lida todos os dias com o papel mais importante, que é ser um bom pai; (…) falo do Messi que pode errar até falhando num pênalti, porque todas as pessoas estão feitas de falhas e isso lhes mostra que até o maior de todos é imperfeito.

 

(…) Não se renda, não deixe que meus guris sintam que ficar em segundo lugar é uma derrota, que o valor das pessoas está no que têm nas prateleiras, que perder um jogo é perder a glória.

 

Meus alunos precisam entender que os mais nobres heróis, sem importar se são médicos, soldados, mestres ou jogadores de futebol, são os que dão o melhor de si mesmos para o bem-estar dos outros, mesmo sabendo que ninguém lhes dará mais valor por isso (…), e ainda assim tentam. Mas sobretudo, que as pessoas têm heroísmo e valentia, quando lutam e superam as perdas com coragem e integridade, mesmo que seja com o universo inteiro dizendo que não é possível. E um dia deparam com a maior das vitórias: ser felizes sendo eles mesmos, sem reclamar de quantos demônios tiveram que enfrentar para conseguir.

 

Todos falam de bolas, eu acredito na força do seu coração.”

 

Post da professora argentina Yohana Fucks

Fonte: G!, blog Andrea Ramal

Fernando Cunha – 30/06/2016