Monthly Archives: junho 2016

Ana Paula Brandão: “O desafio é fazer a vítima de abuso sexual quebrar o silêncio”

Os números sobre estupro, abuso sexual e exploração são subnotificados no Brasil. Ainda assim, sabe-se que a violência sexual contra crianças e adolescentes atinge milhares de meninos e meninas cotidianamente – muitas vezes de forma silenciosa. A coordenadora do projeto Crescer Sem Violência, a historiadora Ana Paula Brandão, do Canal Futura, organiza campanhas de educação e de disseminação de informações sobre o tema entre professores, policiais, líderes comunitários, associação de pais, entre outros grupos. O objetivo é munir diversos setores da sociedade de informações e recursos que permitam que eles identifiquem e socorram casos de abuso sexual. O projeto Crescer Sem Violência nasceu como uma série de TV, do Canal Futura. Já foram transmitidas duas temporadas: Que exploração é essa? e Que abuso é esse?. A série, que terá ainda neste ano uma terceira temporada, usa marionetes e linguagem lúdica para falar sobre o aliciamento de crianças e adolescentes e o abuso na internet. Hoje, o projeto dura o ano todo. Mais de 300 instituições do país já passaram pela formação do Crescer Sem Violência, que conta com a participação do Unicef e da Childhood. 

Que exploração é essa? (Foto: Canal Futura/Fundação Roberto Marinho)

Cena da série Que exploração é essa?, do canal Futura. O tema é exploração sexual de crianças e adolescentes (Foto: Canal Futura/Fundação Roberto Marinho)

Os números sobre estupro, abuso sexual e exploração são subnotificados no Brasil. Ainda assim, sabe-se que a violência sexual contra crianças e adolescentes atinge milhares de meninos e meninas cotidianamente – muitas vezes de forma silenciosa. A coordenadora do projeto Crescer Sem Violência, a historiadora Ana Paula Brandão, do Canal Futura, organiza campanhas de educação e de disseminação de informações sobre o tema entre professores, policiais, líderes comunitários, associação de pais, entre outros grupos. O objetivo é munir diversos setores da sociedade de informações e recursos que permitam que eles identifiquem e socorram casos de abuso sexual. O projeto Crescer Sem Violência nasceu como uma série de TV, do Canal Futura. Já foram transmitidas duas temporadas: Que exploração é essa? e Que abuso é esse?. A série, que terá ainda neste ano uma terceira temporada, usa marionetes e linguagem lúdica para falar sobre o aliciamento de crianças e adolescentes e o abuso na internet. Hoje, o projeto dura o ano todo. Mais de 300 instituições do país já passaram pela formação do Crescer Sem Violência, que conta com a participação do Unicef e da Childhood. 

ÉPOCA – Como ajudar as vítimas de abuso e violência sexual a quebrar o silêncio?
Ana Paula Brandão – Esse é um grande desafio. É importante trabalhar para fortalecer o que chamamos de rede de garantias. Isso significa preparar as pessoas que podem apoiar, descobrir e orientar a criança e a família num caso de abuso. Pode ser uma enfermeira, um professor, um conselheiro tutelar, um policial ou um líder comunitário.  
Há muitas iniciativas no Brasil na formação desses grupos. No Futura, fizemos a formação de mais de 300 instituições. Nelas, mostramos como identificar quando a criança sofreu o abuso; qual a diferença entre abuso e exploração sexual; tiramos dúvidas sobre o que fazer em caso de estupro; falamos sobre pedofilia. Nosso objetivo é formar pessoas capazes de ajudar a cuidar de quem sofreu violência sexual e também ajudar a prevenir.

Época – Há alguma orientação para que a família consiga identificar quando a criança sofreu algum abuso?
Ana Paula Brandão – Olha, varia muito. No projeto Crescer Sem Violência, tratamos justamente disso, de mostrar as diversas formas que o abuso sexual pode mudar uma criança. Algumas crianças ficam com a sexualidade exacerbada depois de sofrer abuso. Outras, se retraem.  A mudança de comportamento ocorre. E o que fazer quando se descobre algo assim? Não dá para ficar calado. Se você vir, ou ouvir falar, ou desconfiar, deve procurar ajuda. Existe o Disque 100, um canal em que se podem fazer denúncias anônimas. O Unicef mantém o Proteja Brasil, em que se pode relatar qualquer tipo de abuso. É possível baixar esse programa  no celular. É importante divulgar essa informação para que a população ajude e denuncie sempre que vir algo suspeito. No Brasil, teremos a Olimpíada e sabemos que em grandes eventos a exploração sexual tende a aumentar.

ÉPOCA – Quando se passa de exploração sexual, para abuso e para estupro?
Ana Paula Brandão – Exploração é qualquer tipo de abuso sexual com fins lucrativos.O estupro é o abuso sexual em que há penetração. O abuso refere-se a qualquer tipo de interação entre grupos de idades diferentes (adultos e crianças, ou adultos e adolescentes), em que há interação sexual sem penetração. Em todos os casos, a criança sofre violência física e psicológica. O abuso não é menor do que o estupro.  

ÉPOCA – A menina se desenvolve mais rapidamente do que o menino. Algumas crianças de 12 anos já se parecerem com mulheres jovens. Essa diferença tem alguma implicação na forma como as meninas sofrem abuso ou exploração sexual, em relação aos abusos praticados em meninos?
Ana Paula Brandão – Sabemos que, em vários lugares do país, meninas sofrem abusos e exploração sexual independentemente da idade que tenham. E sabemos que as meninas sofrem mais abuso e exploração sexual do que os garotos. Pela lei, o sexo com meninas de até 14 anos é considerado estupro. A partir dessa idade, entre 14 e 16 anos, a avaliação é feita caso a caso. Aí aparece outro problema sério. Há muitos casos em que o juiz interpreta que a garota provocou a atitude, no caso, o estupro, e o estuprador não é criminalizado. É um problema muito comum e horrível. Há uma série de sentenças que liberam os criminosos por conta da visão machista e preconceituosa do juiz.

ÉPOCA – No início deste ano, o ex-senador Manoel Alencar Neto (PSB-TO) foi filmado abusando sexualmente de duas irmãs, de 6 e 8 anos de idade. A prova do crime foi um vídeo que mostra o ato. Mesmo com essa evidência, o juiz Ricardo Gagliardi entendeu que não era motivo para deixar o ex-senador preso. Até hoje, a família dessas crianças está escondida, com medo do que possa lhe acontecer, enquanto o abusador segue vida normal. O que se pode fazer quando a própria Justiça falha?
Ana Paula Brandão – Se houvesse um sistema judiciário forte e bem informado nesse aspecto, esse juiz não poderia ter feito o que fez. As organizações devem fazer pressão para que os juízes não tenham a coragem de cometer esse tipo de crime. O estupro é um dos crimes mais subnotificados que existe. Agora, imagine o abuso. É uma subnotificação tremenda. Basta ver a campanha Meu Primeiro Abuso nas redes sociais. Ali fica claro que todo mundo tem casos ou conhece pessoas que já sofreram algum tipo de abuso sexual. Não há notificação no Brasil para dar conta do tamanho do problema que temos. Isso vai sendo naturalizado com o passar do tempo até o ponto de se ter essa situação que ocorreu no Rio de Janeiro, de uma jovem ser estuprada por 33 pessoas. 

ÉPOCA – Como mostrar para a criança que a culpa não foi dela?
Ana Paula Brandão – Não é simples e não pode ser deixado de lado. Se as mulheres têm essa dificuldade, de se sentir culpadas quando elas foram estupradas, imagine a dificuldade de uma criança. É muito importante procurar ajuda especializada e deixar claro para a criança que ela foi a vítima.O abuso infantil é muito complicado. Sabemos que, em 70% dos casos, o abusador é alguém próximo. Muitas vezes, é alguém que a criança ama. Dá para imaginar como fica a cabeça e os sentimentos dessa criança? Daí a importância de cuidar psicologicamente das vítimas, pelo tempo que for necessário. 

Fonte; Revista Época

Fernando Cunha – 04/06/2016

 

Tabloide americano afirma que o príncipe Charles é gay e tem um amante

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Publicado por Isabela Sales em Notas às 8:23

O tabloide americano Globe divulgou fotos em que o príncipe Charles estaria beijando um rapaz bem mais jovem. O herdeiro da coroa britânica, segundo a publicação, tem uma vida secreta e sua mulher, Camilla Parker, duquesa de Cornwall, estaria pensando em pedir o divórcio. A revista traz fotos em que ele está de costas, ou seja, não dá para afirmar se o homem das fotos é Charles ou não.

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Foto: Reprodução

O príncipe é o próximo na linha de sucessão do trono e, para quem não lembra, foi o grande companheiro da princesa Daiana. Além disso, ele é o pai de William e Harry. Apesar da polêmica em torno da notícia, o palácio real ainda comentou o boato.

Conhecido por adorar uma polêmica, o Globe é uma publicação que circula nos Estados Unidos e na Europa. A família real já foi alvo de muitos boatos, como em 2012 quando o tabloide afirmou que Elizabeth estaria perto da morte e que Camilla, esposa de Charles, estaria agindo, embaixo dos panos, para garantir que ela assumisse o trono ao lado do marido.

Fonte: Blog Social1

Fernando Cunha – 01/06/2016

Quanto ganha um vereador em SP?

Blog da Câmara para entender melhor selo

A remuneração bruta de um vereador da Câmara Municipal de São Paulo é de R$ 15 mil, limitada ao teto salarial descrito no artigo 37 Constituição Federal. Com os descontos, cada um dos 55 vereadores ganhou em média R$ 11,5 mil líquidos no mês de abril de 2016. 

Além do salário, o vereador tem acesso a uma verba de R$ 143.563,67 para pagamento de 17 assistentes parlamentares. É possivel verificar o salário dos vereadores e funcionários no site da Câmara. Clique aqui para acessar. 

Também fica à disposição de cada parlamentar o axílio-encargos gerais de gabinete – uma verba anual de até R$ 264.937,56 (cerca de  R$ 22 mil mensais) para pagamento de serviços gráficos, correios, assinaturas de jornais, deslocamentos pela cidade e materiais de escritório. 

Parte desse limite anual é usado para pagamento do uso de carros alugados pela Câmara por meio de licitação, serviços de correios e de cópia, também licitados e administrados centralmente pela Casa. 

A outra parte, referente a despesas realizadas diretamente pelo parlamentar,  pode ser ressarcida  por meio da apresentação de notas fiscais ou documentos equivalentes.

Tchau!

Cadeiras da Câmara Municipal de SPApós um mês acompanhando os bastidores e as sessões do Legislativo paulistano, chega ao fim hoje o blog Por Dentro da Câmara de São Paulo. No período, mostramos um pouco do cotidiano dos vereadores, incluindo como eles trabalham, quanto ganham, seu grupo deWhatsApp e até o que comem.

Os posts mostraram também que a Câmara não se resume apenas aos vereadores. A “casa do povo” tem centenas de funcionários que desempenham diversas funções, entre eles guardas, engraxates, porteiros, assessores, técnicos, garçons (um deles, por exemplo, serve até 300 cafezinhos por dia).

Trouxemos algumas curiosidades, como o elevador privativo dos vereadores, a bibliotecacom discursos desde 1904, o semáforo especial, as homenagens oferecidas aos cidadãos, asvisitas do público, os cursos oferecidos de graça, entre outras.

Assuntos importantes foram discutidos. A polêmica sobre a regulamentação do Uber, o conflito entre a oposição e a base governista, o novo código de obras, e CPIs foram alguns dos temas abordados neste mês. 

Para encerrar, anunciamos que, na quarta-feira (1º), entra no ar uma página especial reunindo os posts mais importantes do blog. Daqui em diante, siga o G1 São Paulo para saber mais sobre a Câmara Municipal e tudo o que acontece na capital e na região metropolitana.

Fonte: G1 – 31/05/2016

FERNANDO CUNHA