Monthly Archives: fevereiro 2014

Detento do Presídio de Igarassu é aprovado em dois vestibulares

Na UFRPE, ele passou em 5º lugar no curso de agronomia. Pelo ProUni, o presidiário foi aprovado na 1ª colocação na Unopar.

 

 

 

 

 

 

Presídios de Pernambuco concentram maior número de detentos estudando

 

Quando se fala em presídio, é comum encontrar pessoas que associam o ambiente ao título de “escola do crime”. Tal afirmação não é infundada. No Brasil, a realidade carcerária é precária. As unidades prisionais operam com a capacidade excedida, onde a violência é presente e presos de diferentes níveis de periculosidade convivem no mesmo espaço. O Coronel Benício Caetano, gerente executivo do Presídio de Igarassu, cidade localizada na Região Metropolitana do Recife, ilustra a dificuldade de administrar a quantidade de presos. “Como é que você, em um lugar com 3.120 presos para 426 vagas, consegue separar presos condenados de provisórios?”, comenta o gestor

Nosso personagem, que quis ser identificado apenas como Alma – conforme as iniciais de seu nome -, deu entrada no Presídio em novembro de 2009. Hoje, após estudar na Escola Dom Helder Camara, localizada dentro da unidade prisional, foi aprovado em 1° lugar no curso de gestão de recursos humanos na Universidade Norte do Paraná (Unopar), através do Programa Universidade Para Todos (ProUni), e em 5º lugar em agronomia na Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). “Queria algum curso na área de computação, mas, com a minha nota de corte, escolhi agronomia. É uma área que eu gostaria de trabalhar quando sair daqui, provavelmente quando for morar no interior com a minha família”, explica sobre a sua escolha. 

Alma tem 39 anos e há 23 não estudava. Concluiu o Ensino Médio com 17 anos, em escola pública, e fez curso técnico de desenho arquitetônico, com o que nunca trabalhou. Antes de ser preso, trabalhou como estoquista e auxiliar administrativo em uma escola particular de Olinda, no Grande Recife, onde permaneceu até ser detido. O motivo da prisão também foi ocultado pelo detento. 

O resultado do vestibular serviu de estímulo para sua filha, de 15 anos. Atualmente no segundo ano do ensino médio, a menina foi diagnosticada com depressão após o afastamento do pai. A aprovação de Alma a fez continuar a estudar após quase desistir da escola. “Quando ela viu que eu, mesmo sem estudar há 23 anos e preso, consegui passar, aquilo a animou muito”, comenta Alma.

Pernambuco é o estado com maior número de detentos matriculados em escolas no sistema penitenciário. Em um levantamento feito pelo Instituto Avante Brasil, entre os anos de 2008 e 2012, 19% dos presos estudavam. Atualmente, 28% dos reeducandos frequentam as aulas, contra 10% da média nacional. “Dos instrumentos de reintegração social, o estudo é um dos caminhos mais rápidos. E a escola está muito bem harmonizada com o sistema prisional. Nós temos escolas em praticamente todas as unidades de Pernambuco”, comenta o Coronel Benício.

A aprovação de Alma é um exemplo de que a educação pode ajudar no processo de ressocialização dos presidiários. No ano passado, o LeiaJá mostrou a realidade dos detentos que buscavam ingressar na educação superior por meio do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Veja também o Enem dos presídios.

Fonte: LeiaJá 06/02/2014

Fernando Cunha,SJE 06/02/2014

A educação muda as coisas e as pessoas!

 

Lendo os jornais JC, Diário de Pernambuco, do Domingo, você fica encantado com as propagandas com as conquistas das Escolas nos vestibulares daqui e de fora:

Colégio X 100% de aprovação na Federais

O aluno do Colégio Y estuda desde pequeno, e foi 1º lugar geral em Medicina

A maior aprovação  no vestibular do ITA/IME é do Z

Equipe do Colégio X é nota dez.

Você tem a sensação de estar no paraíso e que não temos problemas!

A mercantilização do ensino, vai desde a pré-escola até o ensino médio,com suas maravilhas em técnicas de ensino e marketing para alavancar as matrículas e sensibilizar para a propaganda da superioridade: " aqui o aluno é o nosso foco";"todos são vencedores"; "ele vai tirar de letra". 

Quando você olha para os indíces criados por burocratas encastelados em gabinetes de Brasília, para medir o aprendizado do nosso povo, esses mesmos indíces são nefastos quando se refere a qualidade, vejamos porque:

Escola com o melhor Ideb é aquela que forma cidadãos para a vida?

Os melhores alunos destas Escolas, serão cidadãos conscientes?

Os professores são os mais preparados?

A direção destas Escolas exercem o papel de transformar sua comunidade?

Todos os alunos serão empreendedores?

A formação técnica vai resolver o problema de mão de obra?

Qual o papel da escola para qualificar os recebedores do bolsa família?

A escola deve ser um lugar, onde o aprender rima com respeitar as escolhas,seu futuro,fazer o bem,aprender para a vida,fazer certo,desaprender,inventar,fazer o novo,amizade,dá um rolezinho no professor,duvidar de tudo,ser você…

A vida é feita de escolhas,pelo menos olhe pro futuro!

Fernando Cunha, São josé do Egito – 05/02/2014 ás 23hs

 

DINHEIRO DEVE SER ASSUNTO DE FAMÍLIA

Imagine a situação: pais e filhos reunidos, para falar sobre as condições financeiras da família, colocar o orçamento em ordem e fazer o planejamento para a viagem de férias. A cena descrita não é tão comum, afinal conversar sobre dinheiro ainda é tabu para boa parte das famílias brasileiras.

Mas, apesar da resistência de muitos pais, "famílias que conseguem debater o assunto abertamente conseguem atingir a independência financeira mais rapidamente – e existem estudos que mostram isso", explica Aquiles Mosca, estrategista de investimentos pessoais do Santander e autor do livro "Finanças Comportamentais".

Segundo o educador financeiro Álvaro Modernell, o ideal é que esse tipo de conversa surja naturalmente. "Na hora de fazer compras, quando estão juntos vários membros da família, é um bom momento para falar sobre dinheiro. Até a conversa a respeito de dívidas se torna mais fácil se for rotineira."

A educação financeira no lar só começa a ganhar contornos quando tópicos que envolvem todos os componentes da família, como gastos com telefonia, são compartilhados sem ressalvas. "Às vezes, as pessoas se preocupam com dinheiro somente quando estão apertadas. A escassez ensina muito mais do que a abundância", afirma Modernell.

Para que o patrimônio familiar seja bem gerido, é preciso definir metas de acumulação, que devem ser discutidas com todos, inclusive com os filhos, pondera Cláudia Kodja, sócia da Kodja Investimentos. "A família não deve ter vergonha em falar sobre dinheiro. As pessoas precisam se aculturar sobre os produtos financeiros", diz.

A experiência no consultório é um ingrediente importante para Angélica Rodrigues Santos, psicóloga e co-autora do livro "Família, afeto e finanças" – escrito com seu marido, o consultor financeiro Rogério Olegário do Carmo -, colocar em prática, no seu ambiente familiar, tudo o que recomenda aos pacientes. "Temos um orçamento participativo em casa. Desse valor total, planejamos nossas despesas futuras, consideradas investimentos, como aposentadoria e viagens nas férias. Depois disso, montamos o orçamento com as despesas", conta. As decisões são em conjunto, a partir do que ela chama de "papo aberto".

O filho de Angélica, de 10 anos, também participa do orçamento em grupo. "Nós fizemos uma viagem no ano passado. Orientei ele a separar o valor para comprar o iPod que queria", diz. "Como o passeio foi planejado com antecedência, ele ficou pensando em como conseguiria o dinheiro até que decidiu vender alguns desenhos que fazia". Assim, conta, em todos os encontros da família, ele vendia as gravuras.

Conversar sobre dinheiro com as crianças menores é uma das principais dificuldades que os pais encontram, segundo os especialistas. Tudo começa com o aprendizado de noções de matemática, diz Mosca, do Santander. É importante trabalhar com coisas tangíveis. Se eu simplesmente sei que vou ganhar, que esforço eu vou ter?", explica.

Nessa linha, quanto menores as crianças, mais concretas elas são, afirma Cássia D'Aquino, especialista em educação financeira. "Para uma criança de três anos, é possível começar esse trabalho mostrando as moedas e as cédulas, indicando as figuras de modo a ensinar que é preciso cuidar do dinheiro", aponta. Essa fase inicial representa o que os especialistas chamam de reconhecimento, algo como começar a descobrir um território ainda desconhecido. Na prática, uma simples ida ao supermercado pode ser um exercício de educação financeira para as crianças. "Os pais podem deixar escapar, por exemplo, 'ah, isso está caro', e mostrar o que são coisas necessárias e o que é dispensável."

Os limites também devem fazer parte do aprendizado financeiro. "Desde que a criança nasce, já pode lidar com as noções de limite, afinal o dinheiro não é infinito", diz Vera Rita de Mello Ferreira, consultora de psicologia econômica e professora da Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras (Fipecafi). É preciso introduzir aos poucos a criança nesse mundo, transmitindo o que os pais fazem com o dinheiro. Esse trabalho é conhecido por "socialização econômica", explica.

A idade da criança é um fator primordial para definir como trabalhar a questão do dinheiro. "Quando são pequenos, o prazo é o fim da semana e o objetivo é estabelecido pela própria criança", diz Cássia. Por isso, a recomendação é dar ao filho uma "semanada" em vez da tradicional mesada. "Se ela [a criança] for à falência, ela pode recomeçar na próxima semana."

E o famoso cofrinho? Para Cássia, nem sempre é uma boa solução. "É parte da educação para as crianças de que o dinheiro não pode ficar retido. Os pais costumam estabelecer objetivos de altíssimo prazo, melhor ter um objetivo adequado às possibilidades", afirma. Segundo Modernell, a caderneta de poupança, para efeitos de educação, ainda é o melhor instrumento. "É possível fazer depósitos a qualquer momento", complementa.

Dar liberdade para os filhos criarem seu próprio modelo de organização financeira é outra indicação dos especialistas. "A principal função dos pais é dar educação financeira, como num processo de alfabetização", diz Cássia. A partir dos 6 ou 7 anos, a semanada já pode ser entregue para as crianças, segundo Denise Hills, responsável pela área de educação financeira do Itaú Unibanco. "A criança não tem noção de tempo, um mês nessa idade é algo muito intangível. O que vale é o exercício", afirma. Dos 9 aos 12 anos, a criança já consegue fazer transações, como tomar empréstimos com amigos, exemplifica a professora Vera Rita.

Preocupações da família envolvendo cheque especial e dívidas não precisam ser discutidas com os filhos, segundo Cássia. "Os pais querem dividir esses assuntos, o que é injusto com as crianças", diz. Em situações de perda de emprego, a recomendação é comunicar o problema, mas já apresentar soluções. "Isso porque as crianças sentem o que não está bem na família e começam a criar fantasias. Mas é importante comunicar sem choro ou possíveis lamentos sobre os chefes, por exemplo", ressalta.

Fonte; Valor Online

Fernando Cunha, SJE 05/02/2014

Ana Karina vai apitar na Copa do Mundo Feminina sub-17

POSTADO POR WLADMIR PAULINO ÀS 17:36 EM 04 DE FEVEREIRO DE 2014
A árbitra pernambucana Ana Karina vai trabalhar na Copa do Mundo Feminina sub-17, na Costa Rica. A competição acontece entre os dias 15 de março e 4 de abril. Ela está pré-selecionada para o Mundial adulto, no próximo ano, no Canadá. A juíza já tem no currículo trabalhos nas principais competições femininas do mundo: Copa Libertadores, Sul-Americano sub-20 e Copa América.

Ana Karina tem 34 anos e se diz muito feliz pelo reconhecimento em ser escolhida para mais um torneio internacional. "Estou na FIFA desde 2009 e de lá para cá tenho tido uma progressão fantástica na carreira. Sei que tenho de batalhar muito ainda. Espero ir bem no nesse Mundial da Costa Rica, para me credenciar para a Copa do Mundo 2015", disse.
fonte: blog do torcedor
Fernando Cunha, sje 04/02/2014

3/02/2014 às 08:14:44 atualizada às 11:02:41

A REALIDADE SUPERA A FICÇÃO!

Atriz fala da dificuldade em gravar cena de estupro para "Em Família"

Novela estreia nesta segunda (03) na Globo

http://natelinha.ne10.uol.com.br/imagem/noticia/a61c7e41923672f4dce59db13ad24740.jpeg

Logo na sua estreia em novelas, a atriz Jéssica Barbosa recebeu uma importante missão para a novela "Em Família".

“Fui para uma reunião e o diretor Jayme Monjardim me disse sobre a cena do estupro, que era muito importante para trama e que estava me dando em confiança. Foi uma grande surpresa”, contou a atriz de 28 anos, em entrevista ao jornal "Extra".

Natural de Feira de Santana (BA), a atriz fará Neidinha na trama, que será violentada por três homens dentro de uma van, algo semelhante ao que aconteceu com uma turista americana no Rio, em 2013.

Para Jéssica Barbosa, a cena tem o objetivo de discutir sobre a violência contra a mulher: “Fiz uma pesquisa grande e são muitos os casos de estupro. Nós corremos perigo o tempo inteiro. E tem quem culpe a mulher, dizendo que estava vestida de forma provocante. É um absurdo”.

À publicação, a atriz contou como foram os preparativos para gravar. Toda a equipe preciso esperar escurecer para rodar a cena. “Eu fiquei vendo a luz do dia ir embora e esse breu foi me causando medo. Enquanto não gravávamos, os atores e eu não saímos do clima da cena, eles me olhando e dizendo umas coisas. Quando fui para van, olhei para fora e vi uma equipe de 30 homens, fiquei incomodada”, revelou.

Ao fim da gravação, Jéssica sentiu: “A cena foi muito física, fiquei com uns roxos, por ter batido no banco, que só vi depois. No outro dia estava toda quebrada”.

A cena de estupro, mesmo que na ficção, assustou a atriz: “Até hoje estou com uma questão com van. Acho que é por saber o que aconteceu na vida real e também por ter vivido a situação na ficção”.

Fonte: NE10, 03/02/2014

Fernando Cunha, 04/02/2014, SJE

MOMENTO

 

“E,de repente,

Todas as coisas imóveis se desenharam mais nítidas

                                                                      (no silencio

 

As pálpebras estavam fechadas.

Os cabelos pendidos.

E os anjos do Senhor traçavam cruzes sobre as

                                                               (portas.  “

 

Mario Quintana; O aprendiz de feiticeiro. Editora globo

Pg-48.

 

 

 

 

 

 

OI!- PERGUNTOU UM ESTRANHO PARA ELA.

 

ELA RESPONDE – VOCÊ SABE PRA ONDE VAI?

 

DE REPENTE SOMEM NA ESCURIDÃO FRIA E ASSUSTADORA ; SEM DEIXAR NENHUM VESTÍGIO.

 

NA ESTRADA, SURGE UMA  GAROTA APARENTANDO 17 ANOS PEDINDO SOCORRO, MUITA ASSUSTADA;DIZENDO COISA POR COISA-“CUIDADO ELES ESTÃO ENTRE NÓS.

 

– QUEM? PERGUNTOU O GAROTO.

 

O SILENCIO FOI  TOTAL………………….

 

NUM RESTAURANTE ALI PERTO, AS PESSOAS CONVERSAM SOBRE 03 BELAS MULHERES QUE FICAM SÓ,  NAQUELA CASA, DENTRO DE UMA FLORESTA DENSA,FECHADA,SEM ACESSO;SEM NINGUEM SABER EXATAMENTE O QUE ELAS FAZEM! MAS A ALGO MUITO ESTRANHO QUE NINGUEM OUSAR PENSAR.

 

PERSONAGENS:

 

SR FERDINANDES  JOAN III – ADORADOR DA CIÊNCIA,MAGIA E ROCK; PROFESSOR DE MATEMATICA E FISICA

 

KALLYNKA BEATRICE – FASCINADA POR ANATOMIA E INSETOS,; BIOLOGA COM DOUTORADO EM ARQUEOLOGIA E MUMIFICAÇÃO

 

GG NANDIS – DOCE; ADMIRA ANJOS E LOBOS; TEM UMA PEQUENA LOJA DE DECORAÇÃO.

 

MERCES OLIMPIA – DESLIGADA; E MUITO INTUITIVA; FORMADA EM ECONOMIA  INTERNACIONAL;TRABALHA NA ONU.

 

ANNA DI PIETA – PROTETORA E PERITA EM ARTES; TEM ACADEMIA DE ARTES MARCIAIS.

 

ALOSIO ERNANDES – O FILOSOFO E CIENTISTA, PROFESSOR DA UNIVERSIDADE;ESPECIALISTA EM QUIMICA TEÓRICA

 

MAEIRE LINK – BELA,  OLHOS AZUIS, E GOSTA DE TOMAR BANHO A NOITE NUA; TRABALHA NUMA LOJA DE ALUGUEL DE ROUPAS

 

ELES TINHAM UMA MANEIRA MUITO ESPECIAL E CURIOSA DE SE COMUNICAR UM COM O OUTRO, BASTAVA UM OLHAR COM O NARIZ PRA CIMA E  DE REPENTE TODOS  AFASTAM-SE.

ELES ESTAVAM FAZENDO UM PROJETO PRA FORTALECER ESTA ESTRANHA UNIÃO; ONDE, CADA UM, GUARDA O SEU SEGREDO E TODOS TEM EM COMUM O DESEJO DE PODER;PODER ESTE QUE DEPENDE PRA ONDE VAO; O QUE VAO FAZER E COMO FAZER.

 

DE REPENTE TUDO MUDA, NINGUEM SABE COMO OCORREU, MAS ALGO MUITO ESTRANHO ESTAVA PARA ACONTECER,QUE MUDARIAM COMPLETAMENTE SUAS VIDAS E DETERMINARIAM O SEU FUTURO.

Trecho do livro em andamento, by Fernando Cunha.

Sustain: a primeira camisinha sustentável do mundo

Como são feitos os preservativos? Poucos sabem, mas apesar de serem idealizados para proteger, podem fazer mal – ao meio ambiente, aos trabalhadores e à saúde. Para chamar a atenção para a questão de forma sutil, sem tirar o foco do que o produto “faz”, pai e filha se uniram para criar a primeira camisinha ecologicamente correta, certificada e de comércio justo

 

Quem disse que sexo não tem relação comsustentabilidade? O movimento do "eco-sexo" prega uma nova revolução: a do sexo consciente, livre de produtos químicos danosos ao meio ambiente. A partir de fevereiro, prateleiras de supermercados e farmácias americanos ganham produto pioneiro com essa proposta: aSustain, uma camisinha sustentável. "Faça o que é natural", diz o slogan.

Idealizado pelo fundador da Hollender Sustainable Brands, Jeffrey Hollender, e sua filha Meika, o novo preservativo é fabricado sem o uso de produtos tóxicos, é vegano e não testado em animais. Trata-se da primeira camisinha ecologicamente correta, de comércio justo e feita de látex certificado pelo selo FSC – Forest Stewardship Council.

O novo preservativo também tem outra função, não tão perceptível: reduzir o constrangimento das mulheres ao comprar camisinhas. Segundo os idealizadores, se adquirir produtos orgânicos no mercado é motivo de orgulho para os consumidores, comprar camisinhas orgânicas também pode ser.

Na primeira etapa de vendas, as mulheres são o principal público-alvo. Mas o produto não chamará atenção pelo que tem a mais do que outros da categoria. Segundo a empresa, é o que não está nos preservativos Sustain – como químicos cancerígenos – que vai repercutir mais com o público. "Algumas coisas não pertencem ao corpo feminino e a triste verdade é que produtos demais são feitos com químicos potencialmente perigosos", declarou Meika.

CADEIA PRODUTIVA CONSCIENTE
Até 2018, a previsão é que a indústria global de preservativos atinja a marca de US$ 5,4 bilhões em valor de mercado, sugere a pesquisa Condom Markets Research. O motivo? A preocupação crescente com a disseminação de diferentes doenças sexualmente transmissíveis, especialmente HIV/AIDS, e a necessidade de um método contraceptivo seguro e acessível.

Enquanto produtos orgânicos e de comércio justo nos Estados Unidos representam US$ 25 bilhões, Sustain será a primeira marca de camisinhas a entrar no mercado. "Acreditamos que existe uma necessidade significativa para uma camisinha mais segura e ética com o trabalhador, já que as tradicionais são feitas com químicos tóxicos etrabalho infantil", disse Hollender.

A indústria tradicional de camisinhas tem histórico de uso de químicos tóxicos, mão-de-obra infantil, violações de direitos humanos, destruição ambiental e bilhões de dólares de lucro que dependem de externalização de custos para a sociedade e para o planeta.

Além de monitorar o uso de produtos químicos na plantação de seringueiras, a certificação FSC acompanha a biodiversidade local das plantas, insetos e animais, para garantir que não apenas o látex esteja seguro, mas também a floresta como um todo.

Apesar de não se ter conhecimento de borracha geneticamente modificada ainda, a companhia testou o produto para verificar se as moléculas foram alteradas de alguma forma. Não foram.

A empresa atesta que não há trabalho infantil envolvido com a colheita e que os filhos dos seringueiros vão à escola. "Assistência médica e educação são gratuitas, e até agora 100% das crianças têm ido à faculdade", garante Hollender.

Livre de testes em animais, a camisinha também recebeu certificação vegana da Vegan Awareness Foundation, que atestou que a Sustain está livre de produtos animais ou derivados de animais.

A expectativa da Hollender Sustainable Brands é, no primeiro semestre de 2014, tornar-se membro do movimento global Empresas B, que reúne mais de 850 companhias de todo o mundo dispostas a usar a força de seus negócios para ajudar a resolver questões sociais e ambientais da atualidade.
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Atitude Abril – Aids é um projeto institucional do Grupo Abril que abraçará a causa discutindo o tema sob suas diversas facetas: prevenção, motivação ao teste, conscientização, preconceito, etc. Além da campanha institucional, as marcas Abril publicarão reportagens relacionadas ao tema identificando-as com o selo da campanha e atuando em todas as nossas plataformas – Revistas, Tablets, Sites, Redes Sociais e Mídia Out of Home. Acreditamos que a informação é a principal arma contra a AIDS e que por meio dela conseguiremos alterar para melhor o panorama atual desta doença.

 

Fonte: Planeta Sustentável

Fernando Cunha, SJE 02/02/2014