Monthly Archives: fevereiro 2014

 

Vitaminas e a ilusão da saúde

 

qui, 16/01/14
por Alysson Muotri |
categoria Espiral
 

 


Hoje em dia as vitaminas estão em todo lugar, na farmácia, supermercados, academias e etc. É fácil de comprar e traz uma sensação de bem-estar, de estar de bem com a vida. O fato é que somos fortemente manipulados pela mídia, financiada pela indústria farmacêutica, que transmite a imagem de que multivitamínicos fazem bem para a saúde. Mas será realmente verdade?

No final do ano passado, três estudos foram publicados na revista cientifica Annals of Internal Medicine, mostrando que não existe beneficio algum para uma pessoa saudável em tomar vitaminas ou minerais extras, seja prevenindo a ocorrência ou retardando o progresso de doenças crônicas. Pelo contrário, o efeito seria maléfico, principalmente para o seu bolso.

O primeiro estudo fez uma revisão sistemática de ensaios clínicos para medir a eficácia de suplementos multivitamínicos na prevenção do surgimento de doenças crônicas em adultos sem deficiências nutricionais. Foram 3 ensaios clínicos com multivitamínicos e outros 24 experimentos com vitaminas isoladas ou em duplas, utilizando mais de 400 mil participantes analisados de forma aleatória. Não foi encontrada qualquer evidência de efeito benéfico dos suplementos em qualquer tipo de mortalidade, doenças cardiovasculares ou câncer.

O segundo estudo avaliou o efeito de uma cápsula de multivitamínico diária como forma de prevenir o declínio cognitivo em 5.947 homens com 65 ou mais anos de idade, sem deficiências nutricionais. O estudo foi mantido por 12 anos. O efeito de multivitaminas foi comparável ao placebo em testes de cognição e memória verbal. A conclusão é simples, a adição de vitaminas em homens bem nutridos não traz vantagem alguma para perda cognitiva. O efeito foi semelhante ao encontrado em um outro trabalho recente, que avaliou o efeito isolado de vitaminas B, E, C e ômega-3 em pessoas com demência moderada. Nenhum suplemento melhorou a função cognitiva dos sujeitos da pesquisa.

O terceiro estudo teve como objetivo monitorar efeitos benéficos em potencial de 28 vitaminas em altas doses, em 1.708 homens e mulheres com histórico de enfarte do miocárdio. Depois de acompanhar os pacientes por cerca de 5 anos, os autores não encontraram efeito algum das vitaminas contra ataques recorrentes.

Esses estudos ecoam dados que vêm sendo registrados na literatura científica, sugerindo que vitaminas e suplementos minerais não têm efeitos benéficos quaisquer na prevenção de doenças crônicas. Alguns até sugerem um efeito contrário. Vale a pena mencionar outros trabalhos envolvendo dezenas de milhares de pessoas que foram acompanhadas aleatoriamente em ensaios clínicos ao consumir B-caroteno, vitamina E e altas doses de vitamina A, sugerindo um aumento na mortalidade nesses grupos.

Apesar do volume de dados científicos mostrando claramente que o uso de minerais e multivitamínicos não oferecem beneficio e até podem fazer mal, o consumo desse tipo de suplemento aumentou nos EUA, de 30% entre 1988 e 1994 para 39% entre 2003 e 2006, principalmente entre adultos bem-nutridos.

O aumento no consumo reflete um crescimento nas vendas. A indústria de suplementos continua se expandindo nos EUA, atingindo US$ 28 bilhões em vendas em 2010. Vendas essas que, muitas vezes, são consequências de medicinas alternativas ou pseudocientíficas, como a ortomolecular. Números semelhantes são registados no Reino Unido e diversos países europeus.

O acúmulo de evidências cientificas seria suficiente para sugerir que as pessoas evitem consumir esses suplementos uma vez que o uso não se justifica, na prevenção e tratamento de doenças crônicas ou déficit cognitivo. Vale lembrar que estamos falando de indivíduos saudáveis e o mesmo não se aplica em casos de má nutrição, deficiências metabólicas genéticas ou mesmo gravidez, onde o uso de complementos alimentares é indiscutível e altamente recomendável.

*Crédito: WBU / SCIENCE PHOTO LIBRARY

Fernando Cunha, SJE – 18/02/2014

 

 

Tudo mais ou menos

A pesquisa feita pelo instituto MDA, divulgada hoje pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT) mostra a piora de  indicadores relativos à presidente Dilma Rousseff – a queda na avaliação do governo que ficou em 36,4% , perto do pior momento para o governo, que foi após os protestos de junho, quando a avaliação chegou a 31,3 % de aprovação. Ainda assim, segundo o instituto, se a eleição fosse hoje, Dilma venceria, em qualquer cenário, no primeiro turno. A aprovação pessoal de Dilma (55%) é maior do que a avaliação positiva do governo que ficou em 36,4%.

Segundo a pesquisa, se a eleição fosse hoje, Dilma receberia 43,7% dos votos; Aécio Neves 17% e Eduardo Campos 9,9% dos votos. Chama a atenção, também, o índice de rejeição de Dilma que, a esta altura da pré-campanha, é o maior entre todos os postulantes:  37,3%. Em segundo lugar, vem Aécio Neves com 36%; Marina Silva com 35,5% e Eduardo Campos com 33,9%.

O cenário de piora nos indicadores vem acompanhado de um dado importante: para 77,2% dos brasileiros o custo de vida no Brasil aumentou. Além disso, 75,8% consideram desnecessários os gastos com obras para a Copa do Mundo. A pesquisa mostra, ainda, que 46% dos consultados conhecem alguém que é beneficiário do programa Bolsa Família.

Fonte: G1 – Cristiana Lôbo

Fernando Cunha, SJE 18/02/2014

 

Setor elétrico do Brasil é tudo, menos “planejado” e preparado

 

ter, 04/02/14
por Thais Herédia |
 

 

Em entrevista ao canal GloboNews, o Secretário-Executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmermann afirmou que o sistema de energia elétrica no Brasil está “planejado e projetado” para responder à situações de estresse mais graves” do que a ocorrida nesta terça-feira (04).

Será que ele falava mesmo do Brasil? Com os apagões, as falhas, a falta de investimento, o custo e a precariedade financeira das empresas do setor, podemos ter tudo, menos um sistema preparado e planejado!

Ainda falta investigar a fundo os detalhes sobre a falha numa linha de transmissão no Tocantins. Mas já se sabe o detalhe mais importante: ela foi capaz de causar um apagão em 11 estados do país, deixando mais de 3,5 milhões de consumidores sem luz. Um curto-circuito teria gerado todo o problema, diz o Operador Nacional do Sistema (ONS).

Ora, um sistema “planejado” e preparado deixa um curto-circuito apagar a luz em 11 estados?

Vasculhando o emaranhados de fios e ligações que distribuem energia para todos os cantos (ou quase todos) do país, o que encontramos é um buraco no caixa das empresas e uma conta bem salgada para o governo pagar para manter o sistema funcionando, mesmo que seja assim com o “projeto e planejamento” que conhecemos na prática.

A falta de chuvas dos últimos anos, especialmente nos últimos meses, provocou um aumento no consumo da energia fornecida pelas termoelétricas, mais suja e mais cara do que a gerada pelas hidrelétricas. Em 2013, o Tesouro Nacional pagou quase R$ 10 bilhões para compensar esse gasto extra. Para 2014, o setor estima que essa conta chegue quase ao dobro do que pagamos no ano passado.

O consumidor é coparticipante na administração do sistema “planejado e projetado” do Brasil. Primeiro, involuntariamente, porque fica sem luz. Segundo, porque divide a conta dos extras com o governo, obrigatoriamente.

O reajuste programado para energia elétrica para este ano começa a pagar a diferença dos custos do ano passado. Mas como não dá para mandar tudo na primeira fatura – que seria de uma alta de 9,5% nas tarifas – o governo deve subir apenas 1,5%. Essa medida faria estourar a inflação, que já anda fora da linha sem o curto-circuito da eletricidade. Esse ajuste de 1,5% pagará só a diferença pelo uso das termoelétricas, tá? Além dela, ainda vem o reajuste anual contratual entre o estado e as companhias.

Um dos pilares da campanha política permanente da presidente Dilma Rousseff foi a redução das tarifas de luz para residências, comercio e indústria, aplicada em 2013. Para bancar uma queda maior nas contas, o governo precisou pagar parte dessa decisão já que as empresas do setor não conseguiriam bancar a medida sozinhas.

O que vai ficando mais escuro, além das cidades, indústrias, casas e todas as vítimas do sistema “planejado e preparado” do Brasil, é o caixa do governo federal. Este também anda sem planos e sem preparo para dar conta de manter a economia funcionando, mesmo que seja à luz de velas.

 

Mulheres assumem o pódio dos endividados em PernambucoPesquisa do Instituto Fecomércio no estado revela que o público feminino compromete quase metade da renda

A REALIDADE ESTÁ EM SUA CIDADE,DA CLASSE A,B,C,D,E, F……..

Diario de Pernambuco – Diários Associados

Publicação: 16/02/2014 17:39 Atualização:

Mulher, com idade entre 25 e 34 anos, renda de um a três salários mínimos. Essa é a camada da população mais endividada em Pernambuco, segundo sondagem realizada pelo Instituto Fecomércio. De acordo com o estudo, 77,5% dos consumidores do estado têm algum tipo de dívida, sendo o cartão de crédito a principal fonte de endividamento. Sete entre dez pessoas apontaram o dinheiro de plástico como razão para o desequilíbrio financeiro.

“A sociedade acostumou-se a conviver com o endividamento, principalmente pelo fato de que as compras são efetuadas basicamente com cartões de crédito e parte significativa através de cheques especiais”, afirma o consultor da Fecomércio Osmil Galindo. Nos municípios da Região Metropolitana do Recife, o problema atinge 64,2% da população. No interior, esse percentual chega a 90,8% dos consumidores, como é o caso de Vitória de Santo Antão.

A parcela da renda familiar comprometida com dívidas é maior entre as pessoas do gênero feminino: 79,3% estavam endividadas e tinham 46,6% da renda familiar comprometida com dívidas, enquanto 74,5% dos homens se declararam endividados, empenhando em média de 44,8% da renda familiar com os débitos. Na opinião do consultor, as mulheres representam a maioria dos casos porque são adeptas das compras a prazo. Para ele, é preocupante que as dívidas comprometam 46% da renda, pois o percentual está muito acima do limite recomendado, de 30%.

Considerando a faixa etária dos consumidores, as maiores proporções de pessoas endividadas estão entre 25 e 34 anos (81%) e 35 a 44 anos (80%). Entre os entrevistados com mais de 60 anos, 55,7% declararam estar nessa situação, com uma média de 42,4% da renda comprometida por dívidas.

A maior proporção de endividados, ainda de acordo com o estudo, está concentrada na faixa de renda entre um e três salários mínimos, na classe D (80,2%), e em seguida vem a classe E, com rendimento até um salário mínimo (77,6%). Na classe C (entre três e cinco salários), o percentual de pessoas com dívidas corresponde a 76,5%. Já na camada B (entre cinco e dez salários), atinge 73,5%. Quase dois terços dos pesquisados na classe A declararam-se endividados (66%).

Fonte: Diário de PE

Fernando Cunha, SJE – 16/02/2014

 

De cada dez jovens, seis terão velhice difícil por não pouparem dinheiroTrabalhadores não se dão conta do risco de o benefício da Previdência ser menor do que imaginam, o que torna indispensável poupar

A TENDÊNCIA DO TETO DA PREVIDÊNCIA É SER 01 SALÁRIO MINÍMO!

Barbara Nascimento

Guilherme Araújo

Publicação: 16/02/2014 08:52 Atualização:

'Achei que teria uma aposentadoria maior. O que ganho é muito pouco para sobreviver', diz Alpino Ribeiro dos Santos, aposentado (Paula Rafiza / Esp. CB/D. A Press)  
'Achei que teria uma aposentadoria maior. O que ganho é muito pouco para sobreviver', diz Alpino Ribeiro dos Santos, aposentado

Aos 65 anos e recém-aposentado, Alpino Ribeiro dos Santos não esconde a frustração ao falar do salário mínimo que, todos os meses, entra na sua conta bancária. Ele atuou, paralelamente, como contador e produtor rural por mais de 30 anos e alternou fases com carteira assinada e como trabalhador informal. No total, contribuiu 22 anos e oito meses à Previdência Social. Em alguns momentos, chegou a pagar a cota máxima sobre 10 salários mínimos. Já na terceira idade, na hora de fazer as contas, surpreendeu-se: o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) deu a ele o direito de receber o piso do benefício, hoje de R$ 724.

“Com esse período todo de contribuição, achei que teria uma aposentadoria maior. O que ganho é muito pouco para sobreviver”, lamenta Alpino. Ele não tem esposa nem filhos. Vive sozinho numa área de chácaras no Núcleo Bandeirante, emprestada pelo governo aos produtores rurais. Lá, planta de tudo, principalmente verduras. Antes, comercializava a safra inteira. Agora, muita coisa se perde, pois não dá conta de pagar um ajudante para a colheita. “Um trabalhador rural cobra entre R$ 80 e R$ 100 por dia. Não consigo pagar. Uma roçadeira custa R$ 2,5 mil (ao mês). Além disso, a minha saúde não me permite mais acompanhar de perto a atividade”, conta ele, que sofre de labirintite.

Fonte: Diário de PE

Fernando Cunha, SJE – 16/02/2014

Em 2050, 40% dos idosos dependerão das famílias para sobreviverQuase 1% do Produto Interno Bruto é usado para pagar a aposentadoria de trabalhadores rurais e urbanos que não contribuíram para a Previdência Social. A estimativa é que esse valor triplique nos próximos anos

COMO VOCÊ DESEJA ESTÁ NO FUTURO? A ESCOLHA É SUA!

Barbara Nascimento

Guilherme Araújo

Publicação: 16/02/2014 09:03 Atualização:

Aos 74 anos, preso à cadeira de rodas desde que caiu de uma escada, o cearense Raimundo Joselan Lopes vive sozinho no Guará II. As roupas desgastadas pelo tempo denunciam as dificuldades dos que dependem da assistência social para sobreviver. Seu Raimundo recebe um salário mínimo do governo, mesmo não tendo contribuído tempo suficiente para o INSS. É esse dinheiro que permite a ele manter-se fora do grupo de risco-social. Como o seu Raimundo, três de cada 20 brasileiros com mais de 65 anos não têm aposentadoria que lhes garanta um ganho maior na terceira idade.

E não foi por falta de trabalho. Seu Raimundo fez de tudo um pouco ao longo da vida: foi sapateiro, alfaiate e funcionário em uma loja de tapeçaria e confecção de sofás. E muitos bicos. Para o Instituto Nacional de Previdência Social (INSS), ele contribuiu por apenas cinco anos, época em que conseguiu empregos com carteira assinada. Hoje, a rotina do seu Raimundo inclui passeios na pracinha do bairro em que vive, onde vários idosos se reúnem todos os dias, e cafés na padaria. “Moro só. Minhas condições físicas me impedem de cozinhar em casa. Minhas refeições são em lanchonetes e restaurantes. Por conta disso, os gastos são grandes”, observa.

A falta de recursos da parcela da população que chega à terceira idade é motivo de preocupação não só das autoridades brasileiras. Em toda a América Latina e Caribe, a taxa de pobreza entre os idosos é de 19,3% e no Brasil, de 3,5%. A tendência é piorar: o índice de idosos brasileiros que não poderão financiar uma aposentadoria contributiva em 2050 poderá chegar a 40%. Esses dependerão do governo ou de suas famílias para sobreviver.

Fonte: Diário de PE.

Fernando Cunha, SJE 16/02/2014

EUA: Bancos poderão emprestar a negócios de maconha

Vinte estados e o distrito de Columbia já tornaram certos usos legalizados

sab, 15/02/2014 – 12:50
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 Reguladores federais nos Estados Unidos vão permitir a bancos a oferta de serviços financeiros para negócios relacionados à maconha que operem legalmente. Os bancos terão a obrigação de fazer relatórios regulares ao Departamento do Tesouro e de ficar alertas contra atividades suspeitas.

A medida emitida nesta sexta-feira pelo Tesouro e o Departamento de Justiça foi feita para ajudar a endereçar preocupações entre os bancos sobre contradições entre leis estatais e federais sobre maconha. A droga é ilegal segundo a lei federal, mas vinte estados e o distrito de Columbia já tornaram certos usos legalizados. No Colorado e em Washington, é considerado legal o uso recreativo da maconha.

 

Alguns dos maiores bancos dos EUA, incluindo o J.P. Morgan Chase & Co. e o Wells Fargo & Co., tem políticas que os impedem de prover serviços para negócios atrelados à maconha. Um porta-voz do Wells Fargo disse que o banco está "revisando sua orientação". Já um porta-voz do J.P. Morgan não quis comentar.As diferenças de abordagem trouxeram problemas para bancos, os quais tem relutado em fazer empréstimos ou receber depósitos de comerciantes de maconha. "Nós claramente dizemos que é possível prover serviços financeiros para negócios de maconha regulamentados pelos estados e ainda assim continuar em concordância com as obrigações do Ato de Segredo Bancário", disse um oficial ligado ao Tesouro. "Esperamos que essa orientação que estamos dando dê mais transparência para os negócios relacionados à maconha", completou.

Os bancos ainda temem a possibilidade de reguladores processarem instituições financeiras que não tenham se protegido o suficiente contra atividades ilícitas. A preocupação é de que uma mudança de política que não esteja garantida por lei mantenha uma brecha que permita os processos.

"Embora apreciemos os esforços, uma orientação ou uma regulação não muda os desafios para os bancos", disse Frank Keating, presidente da Associação de Banqueiros Americanos. "Da forma como está, a posse ou distribuição de maconha viola a lei federal e bancos que deem apoio a essas atividades correm o risco de processo e sanções", acrescentou. Fonte: Dow Jones Newswires.

Fonte: Leiajá

Fernando Cunha,  SJE 15/02/2014