Monthly Archives: janeiro 2014

"Projeto Cisterna" beneficia moradores do semiárido

Ação tem como objetivo acabar com a escassez de água nos municípios afetados pela seca

por Yasmim Dicastro | qua, 22/01/2014 – 15:35
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 Vamos dá um rolezinho no Sertão?

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Até o final de fevereiro, 122 municípios do semiárido de Pernambuco devem receber o “Programa Cisterna”, que tem o objetivo de diminuir a escassez de água nas cidades que foram vítimas da seca. A ação é fruto de uma parceria entre os governos Federal e Estadual, por meio da Secretaria de Agricultura e Reforma Agrária de Pernambuco.

As regiões afetadas pela estiagem receberão 52 reservatórios de água. Do total, 40 serão destinados aos moradores para consumo e os outros 12 serão usados na produção agrícola. O Governo do Estado de Pernambuco investiu mais de R$ 265 milhões de reais no projeto. De acordo com o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate a Fome, cada cisterna terá capacidade para abastecer uma casa com cinco pessoas, durante o período de oito meses.

MDS investe mais de R$ 260 mi para acesso à água em PE

Municípios do interior do Estado receberão quase 40 mil cisternas de água para consumo

 

por Alexandre Cunha | ter, 21/01/2014 – 16:22

 

 

 

 

 

Investimento tem por objetivo amenizar prejuízos da seca

Os municípios do Semiárido pernambucano serão contemplados com um investimento de R$ 268,4 milhões do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS). O órgão divulgou o valor dos convênios firmados com o Governo do Estado para a provisão de quase 40 mil cisternas de água para consumo, além de mais de 12 mil tecnologias sociais que contribuam na produção dos agricultores familiares.

Segundo o MDS, a previsão é que até o final de 2015 todas estas ferramentas estejam à disposição da população rural. As cisternas de placa de cimento serão construídas com a capacidade para abastecer uma família de cinco pessoas, por até oito meses. Já as chamadas tecnologias se referem também a barragens subterrâneas e barreiros. A ideia é potencializar a infraestrutura destas regiões que têm pouca pluviometria. 

 

Com informações da assessoriaA partir do novo marco legal do Programa Cisternas, tais contratações visam aumentar a capacidade operacional e de execução dos recursos. De acordo com o Ministério, há a possibilidade de acompanhar online a execução da entrega das cisternas e também localizá-las, por meio de uma ferramenta de georreferenciamento na web. 

Fernando Cunha, SJE 22/01/2014

 

Sua visão é meio copo vazio ou meio copo cheio?

Após polêmica com Mainardi, Luiza recebe até cantada

 
 
 
 
 O jornalista e escritor Diogo Mainardi bem que tentou acuar a
empresária Luiza Trajano, dona da rede Magazine Luiza. Mas recebeu, em troca, uma ducha de água fria. Ao insinuar a falência do varejo brasileiro – declarando seu mau humor crônico com a economia do País – o apresentador do programa Manhattan Connection não só caiu em contradição, como distorceu dados oficiais sobre inadimplência. A polêmica foi parar nas redes sociais.

A empresária teve o apoio daqueles que desaprovam a visão mau humorada em relação à economia brasileira. A participação no programa rendeu.Na conta de Luiza no Twitter, foram muitas as manifestações favoráveis. "Você lavou minha alma", escreveu um seguidor. Um seguidor foi direto   e perguntou se "a @luizatrajano está solteira?". A mensagem teve coro. "Se estiver, tira o olho, a 'tirada' que ela deu no Mainardi me deixou apaixonado, ela ganhou meu coração", escreveu o seguidor.

No programa que foi ao ar pela Globo News no último domingo (19),
Mainardi afirmou que a inadimplência cresceu em 2013 e emendou a
pergunta; "Quando você vai vender suas lojas para a Amazon?". A
empresária rebateu em tom indignado . “A inadimplência está totalmente sob controle (…). Nunca tivemos um índice de inadimplência tão bom omo agora”.

Mas o apresentador, que se autodeclarou "a personificação do copo
vazio", não se contentou em ficar calado. “Aumentou em 2012 e aumentou em 2013, disse,citando a Serasa Experian. Mas o indicador, divulgado nesta terça-feira (21), apontou justamente o
contrário. Luíza estava cheia de razão. (Portal IG – Taís Laporta)

 

Fernando Cunha, SJE 22/01/2014

PB: Duas cidades entre as mais violentas do planeta

 

João Pessoa subiu neste ranking e Campina Grande apareceu na lista.                       

 

 

 

 

JOÃO PESSOA (PB) – A Paraíba é o único estado brasileiro com duas cidades entre as maisviolentas do planeta, segundo pesquisa realizada pela ONG (organização não governamental) Conselho Cidadão para a Segurança Pública e Justiça Penal, do México. O ranking tem como base o número de homicídios registrados em 2013.

João Pessoa ocupa a nona colocação com uma taxa de 66,92 assassinatos por 100 mil habitantes. A capital estava, em 2012, na décima posição e subiu no levantamento feito para este ano.

 

Maceió (AL) é o quinto colocado no ranking com 79,76 homicídios por 100 mil habitantes, enquanto Fortaleza é a sétima mais violenta com uma taxa de 72,81. Ao todo, são 16 municípios que fazem do Brasil o país com o maior número de cidades entre as 50 mais violentas do mundo.Campina Grande entrou para a lista e é a única cidade do interior entre todas as do Brasil citadas. Segundo a ONG, aconteceram 46 homicídios por 100 mil habitantes, o que coloca Campina na 46ª posição.

Completam a lista, Natal (RN) com 57,62; Salvador (BA) com 57,61; Vitória (ES) com 57,39; São Luís (MA) com 57,04; Belém (PA) com 48,23; Goiânia (GO) com 44,56; Cuiabá (MT) com 43,95; Manaus (AM) com 42,53; Recife (PE) com 36,82; Macapá (AP) com 36,59; Belo Horizonte (MG) com 34,73; e Aracaju (SE) com 33,36.

San Pedro Sula, de Honduras é o primeiro no planeta. A cidade tem uma taxa de 187,14 por 100 mil habitantes. O estudo tem por base índices de população e de homicídios dos governos locais de cidades com mais de 300 mil habitantes.

A violência é uma droga de nossa sociedade!

Fernando Cunha, 21/01/2014 SJE

 
Tadeu, o nosso Anastasia

Carlos Alberto Fernandes*

excelente artigo para reflexão e muito bom para pensar!

A expressão “quem tem prazo não tem pressa”, forjada por Marco Maciel, coloca-se entre aansiedade dos políticos e a oportunidade do governador Eduardo Campos anunciar o candidato à sua sucessão. A expectativa envolve o vice-governador João Lyra, o ex-ministro Fernando Bezerra, alguns áulicos do poder e toda a virtual Oposição. 

Dentre os nomes especulados, desponta o de Tadeu Alencar que, afora os laços de família, além do aspecto físico, tem perfil similar ao de Antonio Anastasia quando foi escolhido por Aécio Neves como candidato a governador de Minas Gerais. Obviamente, Anastasia foi melhor preparado. Mas, Tadeu Alencar, pernambucano por adoção, tem experiência emgovernança pública.

Credibilidade política e confiança institucional.

A sua escolha não é pedra fácil no xadrez político, mas também pode ser justificada por pesquisas sobre o perfil do candidato desejado pelos pernambucanos. Tal como foi em Minas, pode-se juntar o prestígio político do governador com a imagem de competência técnica do candidato, reforçada pela confiança irrestrita que deposita junto a seu mentor. Contudo, deve-se evitar a soberba.

Diz o adágio popular que os jovens são apenas sabidos e que o diabo é sábio porque é velho. Para Platão, o sábio é, sobretudo, o asceta, o que se esforça para se libertar dos condicionantes e das imperfeições da realidade para integrar-se ao mundo das ideias.

No Recife, até pouco tempo, a teoria política vinha sendo construída e reconstruída pela disputa grotesca entre interesses pessoais conflitantes. Um total desequilíbrio entre razão e emoção. Enganam-se aqueles que atribuem os feitos parciais a estratégias pessoais dos governantes. Não se inventam gênios do dia para a noite. A última eleição do Recife foi muito mais resultado de erros viscerais das lideranças do PT do que de acertos estratégicos do partido vitorioso.

Em Pernambuco, a expectativa do anúncio do nome do candidato ungido pela Nova Políticaestá instalada em todos os partidos. É nessa espera que o moinho triturará sonhos e ilusões. As pesquisas de Opinião reforçarão as conveniências e justificarão técnica e politicamente a decisão sobre o perfil do nome escolhido. O processo pode não ser o mais democrático, mas na nossa democracia nem tudo é perfeito.

imprensa – antes formadora de opinião – seguirá os desejos da manada.

Acólita das preferências do poder, abdicará de qualquer questionamento sobre o processo monárquico da escolha, mesmo que o candidato urgido seja privilegiado por laços de família.

Os políticos – afeitos aos predicados de engolir sapos – se quedarão a realidade da imagem que a sociedade tem sobre eles e se acomodarão ao conformismo das conveniências. Pragmáticos, se postarão para o lado que os ventos irão soprar ou aguardarão a recompensa pela novas tomadas de posição. Afinal as pessoas estão dispostas a passar o governo, não o poder.

A inspiração, vem das montanhas mineiras. Minas tem lições inspiradoras para todas as gentes, na medida em que tem os sertões de Guimarães Rosa.

Nesse aspecto, os netos de Tancredo e de Arraes estão aí para mostrar que o povo sabe e faz.

A disputa pela manutenção do poder nos seus estados e do Poder da República depende de suas estratégias. Para tanto, temos também o nosso Anastasia. Enfim, quando bater a ânsia respire fundo, pois o que se deve fazer é aguardar para ver e crer. Afinal, especular é a melhor forma de esperar e ver o carnaval passar.

*Economista e professor da UFRPE

Fernando Cunha, SJE 21/01/2014, do Blog do Magno

 

por  | 21 de Janeiro de 2014

Estude moda e fotografia no exterior!

Foto: Nils Odier

2014 pode ser um bom ano para tirar do papel aquele sonho de fazer um curso no exterior. Fazer um curso de verão fora do país pode ser uma boa oportunidade para unir um intensivo na língua estrangeira a cursos aplicados em uma área de interesse, como a moda! Assim, o aluno sai ganhando duplamente, sem contar toda a rica experiência que é morar em um país diferente.

Para ajudar na escolha, fizemos uma seleção dos melhores cursos disponíveis em cidades como Nova York, Milão e Londres para você se programar – e a grande maioria deles tem duração total de 4 semanas. Confiram:

Nova York: Rennert

Rennert é uma escola de idiomas que existe há 40 anos e que oferece pacotes com ênfase em artes juntamente com seus cursos de inglês. Estão disponíveis 6 cursos com foco em moda e fotografia, além de cursos de atuação e artes: Fashion Intensive, Fashion Styling Saturdays,Make Up Artistry, Photography 1: Digital, Photography 1: B&W Camera and Darkroom, Photography: Travelling in New York e o curioso iPhone Photography. Os cursos tem duração mínima de 2 semanas e precisam ser feitos juntamente com um curso de inglês. Preços a partir de $430 por semana.

fotografia

Milão: Nuova Accademia di Belle Arti (NABA)

Tem lugar melhor para estudar moda do que a cidade italiana? A Nova Academia de Belas Artes de Milão oferece cursos de verão para quem se interessa pela área, com durações variadas. Entre as opções, Fashion Management, Trend Scouting, Fashion Styling I, II e Fashion Design I e II, além de Digital Photography I e II. Os cursos são ministrados em inglês.

LondresLanguage Centre da University of The Arts London

O Centro de Línguas da Universidade de Londres oferece cursos de Inglês juntamente com cursos de verão com foco em artes, moda e fotografia. Entre as opções, City Photography, Cool Hunting, Digital Photography, Essential Guide to Fashion Business, Fashion: Buying & Merchandising, Fashion Design, Fashion: Personal Styling, Fashion Styling the Image e Fashion: Visual Merchandising. 

Para mais informações sobre preços, incrições e acomodações, consulte o STB (81 2123-4522).

Fonte: NE10

Fernando Cunha, 21/01/2014 SJE

ENTREVISTA

"Apesar das dificuldades, eu ganhei 2013", afirma Renildo

Em entrevista ao JC, prefeito de Olinda culpa burocracia pelo atraso das obras e acusa jogo político nos movimentos de cobranças

Esta entrevista foi dada ao JC do dia 19/01/2014;e veja a cara de pau, o comportamento melancólico, e a falta de noção,pois aí mente;fica irritado,culpa os outros,até Jesus! infelizmente temos que conviver com com esta desastrosa administração;o curioso é que os votos nulos é maior que os votos recebidos por ele;selecionei apenas alguns trechos.

Publicado em 19/01/2014, JC – Então o senhor atribui o atraso das obras da orla, entre outras coisas, a fatores judiciais?

RENILDO – São muitas coisas. E algumas delas são decisivas. Eu não tenho como asfaltar um lugar se não tenho a emissão da posse para fazer um deslocamento de muro e ali colocar a pavimentação.

JC – O senhor pode estipular um novo prazo para conclusão dos serviços?

RENILDO – O que posso dizer é que nas proximidades do mês de abril toda orla ficará concluída. E digo mais: concluída essa etapa, vou iniciar a obra da engorda das praias.às 06hJ07

 JC – E quanto às outras obras da cidade que ainda não foram concluídas, como a entrega de habitacionais, asfaltamento de ruas, e a polêmica Avenida Presidente Kennedy, alvo de reclamações?
RENILDO – Muitas obras já entregamos. Outras estão sendo feitas e algumas vão começar, mas não são obras simples. Com relação à Avenida Presidente Kennedy, sempre defendi a obra. É bom salientar que ela é de responsabilidade do governo do Estado. No entanto, não escondo a defesa que faço dela, porque visa estabelecer na avenida um corredor exclusivo para ônibus, uma necessidade urgente das grandes cidades.

 

– Prefeito, outra queixa…
RENILDO – Mas você só pega a parte das queixas. Não se esqueça que eu tenho um ano apenas e dei neles tudinho (na oposição), e no primeiro turno.

JC – Mas o senhor já está no segundo mandato…
RENILDO – E dei neles duas vezes… reclamação sempre tem, não reclamaram até de Jesus Cristo? Eu não estou aqui (na prefeitura) porque alguém deu um golpe e me botou, mas porque a cidade acordou, tomou banho, escovou os dentes, botou uma camisa, tomou café, foi para uma fila e disse: é nesse aqui que vou votar (bate firme na mesa).

Fonte: JC

Fernando Cunha, SJE 19/01/2014

CONOMIA // ESTATÍSTICA

Um terço das famílias brasileiras está fora do sistema financeiro

Publicado em 19.01.2014, às 11h51

 

 

 

Enquanto as empresas de telefonia celular foram rapidamente ocupando todos os cantos do País, a ponto de já existir mais telefones que brasileiros, as instituições financeiras ainda não conseguiram alcançar cerca de 30% das famílias brasileiras. Ou seja, praticamente uma em cada três famílias está à margem do sistema financeiro. Número que afeta diretamente o crédito e faz com que 17% dos brasileiros ainda comprem “fiado”, ou “na caderneta” em estabelecimentos Brasil afora. 

Os números fazem parte de uma pesquisa inédita feita no Brasil pela Fundação Bill & Melinda Gates e a Bankable Frontier Associates, e que foi analisada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). A pesquisa conclui que a exclusão está diretamente ligada à renda e à falta de contracheques. A lacuna tão grande parece se originar de desconfiança mútua. 

Se de um lado estão os bancos, que não emprestam para quem não tem contracheque, temendo calotes, de outro estão clientes como Maria CristinaSantos, 38 anos, moradora da favela de Heliópolis que tem a sensação de que a estão roubando no banco e prefere deixar o dinheiro que ganha em casa. 

Maria se vira de todos os jeitos. Faz limpeza em um hospital da capital paulista e vende produtos da Avon, O Boticário, Natura e em breve, Jequiti. Na 25 de Março, famosa rua de compras de produtos a preços de atacado de São Paulo, só usa cartão de crédito American Express, coisa chique e exigência dos lojistas. Tem ainda cartão Mastercard da Magazine Luiza e Lojas Pernambucanas. 

Mas e conta no banco? Só para sacar o dinheiro do salário que recebe do hospital. Investimentos? Apenas em produtos das marcas que vende ou guarda o dinheiro numa bolsinha, que fica dentro do armário, quase como se fosse no colchão. Poupança? Nem pensar, não rende nada, segundo ela. “Coloquei R$ 50 há uns meses e agora fui olhar a conta e tem R$ 51. Banco rouba muito.” 

O hábito de poupança financeira de fato ainda é muito pequeno no Brasil. A conta poupança atinge apenas 34% da população, enquanto a previdência chega a 26%. O professor da FGV que liderou as análises da pesquisa, Lauro Gonzalez, diz que a população ainda sente mais segurança investindo em cabras ou deixando o dinheiro no colchão. “As pessoas esquecem que as cabras morrem, a traça corrói o colchão e, nas crises, a cabra vale menos”, diz. 

Faixa

E essas crises afetam diretamente a capacidade de pagamento das pessoas. Uma pesquisa realizada pela consultoria Plano CDE, especializada em baixa renda, mostra que é comum as pessoas mudarem de faixa de renda com a diferença de poucos meses. Se em janeiro estão na classe C, podem facilmente cair para a E em março.

Mesmo o governo federal sabe do risco que é financiar a base da pirâmide, tanto que na faixa 1 do programa Minha Casa, Minha Vida o risco de calote é assumido pelo Tesouro.

Os bancos, mesmo os públicos, apesar de terem agregado uma boa parcela da população nos últimos anos à sua rede, só agora começam a ter programas que podem levar trabalhadores informais de forma mais massificada para o sistema financeiro. E depois dos correspondentes bancários – que em boa parte serviram apenas para desafogar as agências bancárias do fluxo de pessoas realizando pagamentos – os telefones celulares podem ser a nova fronteira da inclusão financeira.

Duarte Carvalho, da consultoria Roland Berger, diz que essa tecnologia pode baratear os custos dando escala. O Banco do Brasil, por exemplo, está testando um produto em que seus clientes, que são patrões, podem em vez de sacar o dinheiro transferir o pagamento para o celular de seu prestador de serviço, que por sua vez passa a ter uma conta no BB e ainda poderá usar o celular para fazer saques. O próximo passo é usar o celular para pagar contas e ainda ganhar créditos para ligações. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: Agência Estado

Fernando Cunha, 19/01/2014

 

NACIONAL // FULIGEM

Quarenta e dois sobreviventes da boate Kiss ainda lutam para respirar

Publicado em 19.01.2014, às 10h39

 

Kellen Ferreira, de 20 anos, estudante de Terapia Ocupacional na UniversidadeFederal de Santa Maria (UFSM), está entre os 42 sobreviventes da boate Kiss socorridos em estado grave na madrugada da tragédia. Quase um ano após aquele 27 de janeiro, todos ainda lutam para expelir a fuligem acumulada nos pulmões, contaminados pela fumaça tóxica que matou, por asfixia, a maior parte das 242 vítimas do incêndio. A voz deles perdeu potência, a tosse nunca para e o cansaço chega depois de poucos passos.

Alguns sobreviventes passam o dia com um gosto de “borracha queimada” na boca. Outros relatam sentir, quando respiram, o mesmo cheiro da fumaça que tomou conta da boate em menos de três minutos – eles tomam medicamento para expelir um catarro negro. “É como se eles tivessem fumado por mais de cem anos”, diz Ana Cervi Prado, médica coordenadora do Centro Integrado deAssistência às Vítimas de Acidente (Ciava), um ambulatório montado exclusivamente para recuperar os feridos, onde vão ficar por mais cinco anos. 

Kellen tenta retomar os movimentos das mãos, além de passar por inalações diárias. Ela se tornou um dos símbolos dos sobreviventes. Durante 78 dias – 20 deles em coma, na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) -, a estudante ficou internada em Porto Alegre, com queimaduras de 3.º grau em 20% do corpo. A jovem de 20 anos teve parte da perna direita amputada e enxertos aplicados nos braços. Antes de deixar o hospital.

Quase um ano após aquela madrugada de horror, a jovem de Alegrete voltou às aulas, está novamente morando sozinha e parece pouco se importar com as cicatrizes. “Estou melhorando, até em boate eu já fui de novo, acredita? Só que agora eu fico bem perto da porta de saída”, conta. O que ela mais quer de volta são os cabelos longos. “Os médicos falaram que foi meu cabelo comprido que salvou as costas das queimaduras.”

De muletas e tosse constante, Kellen tenta seguir com bom humor uma rotina de exames, fisioterapia e atendimento psicológico no Ciava, onde há 28 profissionais. Das 145 pessoas hospitalizadas após o incêndio, 71 passaram pelo centro, das quais 29 tiveram alta. A fumaça liberada pela espuma sintética, que deixou as sequelas nos sobreviventes, é de uso proibido pela legislação do Rio Grande do Sul e tinha gás cianídrico, altamente tóxico. Foi um gás mortal, segundo a polícia. 

Amizades e nova vida. É na sala de espera do ambulatório, no Hospital Universitário da UFSM, que muitos sobreviventes se tornaram amigos e confidentes. É ali que os jovens de idade média de 23 anos encontram sintonia e compreensão para desabafos de uma vida que não para de oscilar entre momentos de alegria, pela nova chance de viver, e a angústia gerada por uma rotina pouco comum entre universitários. 

No Ciava, Kellen, por exemplo, conheceu Bárbara Feledeto, de 24 anos, que no dia da tragédia completava 1 mês de fim de namoro. Depois, nos 40 dias que ficou internada entre a vida e a morte em Porto Alegre, o ex-namorado se tornou a pessoa mais presente. Em julho, reataram. Agora, casada, está grávida de 4 meses e ainda trata de uma lesão pulmonar grave.

“Os primeiros seis meses de recuperação foram muito difíceis. Mas é incrível como a gravidez colocou novo rumo na minha vida e trouxe uma esperança de tudo novo”, diz Bárbara. 

Recomeço. Desde outubro, quando começou a namorar, o tratamento contra a lesão no pulmão se tornou menos angustiante para a estudante Camille Kirinus, de 22 anos, que ficou 9 dias na UTI após o incêndio. Na tragédia, ela perdeu 13 amigas. “Se não fosse meu namorado não estaria aguentando. Ele não sai do meu lado, me apoia demais. Estou feliz.” 

Camille espera ganhar autorização médica para praticar esportes e mergulhar no mar. Kellen também não vê a hora de poder ir à praia.

“Enquanto isso, em casa, chorando na minha cama, é que não vou ficar. Quero terminar minha faculdade. Quem sabe não consigo fazer mestrado no exterior, né?” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: JC 19/01/2014

Fernando Cunha, 19/01/2014

ELEIÇÕES

Comissão é criada para unir o PSB em torno de Tadeu Alencar

Eduardo tenta eliminar resistências internas à candidatura do secretário da Casa Civil ao governo do Estado

Publicado em 18/01/2014, às 06h12

Bruna Serra

 

 

Preferido de Eduardo, Tadeu Alencar (foto) enfrenta resistências no PSB / JC Imagem

Preferido de Eduardo, Tadeu Alencar (foto) enfrenta resistências no PSB

JC Imagem

Desde que o secretário da Casa Civil, Tadeu Alencar, foi citado no jornal O Globo como o escolhido do governador Eduardo Campos (PSB) para a sucessão estadual, os conflitos internos no PSB se acentuaram.

Isso porque uma ala do partido resiste ao nome do secretário, que ao longo de sua trajetória esteve mais ligado ao PT do que ao próprio PSB, uma vez que militou ao lado do senador petista Humberto Costa e o deputado federal Paulo Rubem Santiago, que trocou o PT pelo PDT.

Diante de tal cenário, o governador – que vinha controlando os ímpetos de seus subordinados – teve que tomar com mais força as rédeas do processo.

Irritado, Eduardo formou uma comissão de três socialistas que estão com a missão de convencer os colegas de que fazer a vontade do governador (ou seja,apoiar a indicação de Tadeu) é a melhor – senão a única – opção. O prefeito Geraldo Julio; o secretário de Governo da prefeitura, Sileno Guedes; e o deputado estadual Aluísio Lessa estão com a missão de unificar a legenda em favor de Tadeu Alencar.

A ordem é começar pelas legendas aliadas. Convencer os partidos que orbitam em torno do PSB que o secretário de Casa Civil é o melhor nome, devido a seu traquejo político e sua proximidade com Eduardo.

Em seguida, o trio começa a conversar com o grupo de “rebeldes” do próprio PSB. A ala encabeçada por Adilson Gomes, José Patriota, Thiago Norões, Antônio Figueira e Djalmo Leão defende os nomes de Danilo Cabral, Fernando Bezerra Coelho, João Lyra e Paulo Câmara.

Por outro lado, os diversos grupos que defendem uma candidatura de unidade resolveram adotar como estratégia o silêncio, até que seja oficializado o nome do escolhido, temendo represálias como o não engajamento do governador em suas campanhas proporcionais.

Aluísio Lessa vinha defendendo o nome de Paulo Câmara e, com sua entrada na comissão, foi forçado a mudar de lado, temendo que sua reeleição para deputado estadual sofra com a falta de empenho do líder.

Na nota publicada na quinta-feira (16), o colunista de O Globo Ilimar Franco afirma que será na segunda (20) o anúncio do nome de Tadeu Alencar como o candidato a governador da Frente Popular. A expectativa nos bastidores é de que o final de semana seja de intensas movimentações.

Ficou pactuado que Eduardo apenas entrará em cena quando estiver acatado internamente o nome do secretário da Casa Civil. Tadeu foi procurado durante toda tarde de ontem para falar da sucessão, mas não atendeu o JC.

Fonte: JC 18/01/2014

Fernando Cunha, SJE 18/01/2014

 

 

SAÚDE // PESQUISA

Comediantes têm altos níveis de traços psicóticos, diz pesquisa

Publicado em 17.01.2014, às 15h52

TODO LOUCO É GENTE BOA E RÍ À TOA!

 

 

 

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Traços podem explicar a capacidade dos comediantes de entreter seu público
Foto: divulgação

 

Comediantes têm traços de personalidade ligados à psicose, assim como outras pessoas criativas – e essa pode ser uma da razão pela qual eles são tão divertidos, indica uma pesquisa realizada na Universidade de Oxford e publicada no British Journal of Psychiatry.

Sua pontuação foi alta na medição de características que, em casos extremos, são associadas a doenças mentais. E, surpreendentemente, apresentam altos níveis tanto de introversão quanto de extroversão. Os pesquisadores explicam que os elementos criativos necessários para o humor são similares aos traços observados em pessoas com psicose.

pesquisa envolveu 523 comediantes (404 homens e 119 mulheres) do Reino Unido, EUA e Austrália. Eles responderam um questionário online, criado para medir traços psicóticos em pessoas saudáveis.

Foram medidos quatro aspectos: 1) experiências incomuns (crença em telepatia e eventos paranormais); 2) desorganização cognitiva (distração e dificuldade em se concentrar); 3) anedonia introvertida (habilidade reduzida de sentir prazer físico e social); e 4) não-conformidade impulsiva (tendência acomportamentos impulsivos e antissociais).

O questionário também foi preenchido por 364 atores – outra profissão que envolve performance – como grupo de controle, e por outras 831 pessoas que trabalham em áreas não-criativas.

Os comediantes pontuaram significativamente mais do que o grupo geral, em todos os tipos de traços de personalidade psicótica. Apresentaram níveis particularmente altos tanto em traços de personalidade extrovertida e introvertida. Os atores pontuaram mais que o grupo geral em três dos quatro tipos – mas não no aspecto introvertido.

ENTRETENIMENTO – Os estudiosos acreditam que essa estrutura incomum depersonalidade pode ajudar a explicar a habilidade dos comediantes em entreter.

"Os elementos criativos necessários para produzir humor são incrivelmente similares aos que caracterizam o estilo cognitivo de pessoas com psicose – a esquizofrenia e a bipolaridade", diz Gordon Claridge, professor do Departamento de Psicologia Experimental da Universidade de Oxford.

Ainda que a psicose esquizofrênica em si prejudique o senso de humor, em uma forma mais branda ela pode aumentar a habilidade da pessoa em associar coisas estranhas ou "pensar fora da caixa", prossegue Claridge. E traços similares à bipolaridade pode ajudar pessoas a combinar ideias para formar conexões novas e engraçadas.

"Comediantes tendem a ser levemente introvertidos, que nem sempre querem socializar, e sua comédia é quase uma válvula de escape para isso", diz Claridge à BBC.

Para Paul Jenkins, presidente da entidade Rethink Mental Illness, as descobertas são interessantes, mas é preciso ficar atento para não reforçar o "estereótipo do gênio criativo louco".

"Doenças mentais como esquizofrenia podem afetar qualquer pessoa, seja ela criativa ou não. Nosso entendimento sobre doenças mentais ainda é deficiente, e precisamos de mais pesquisas nessa área".

Fonte: BBC Brasil

Fernando Cunha, sje 18/01/2014