Monthly Archives: janeiro 2014

Especialista traça perfil dos jovens que participam dos rolezinhosEles pertencem fundamentalmente à classe C e têm potencial de consumo (R$ 129 bilhões por mês) maior do que as classes A, B e D juntas (R$ 99 bilhões por mês)

 

Publicação: 26/01/2014 12:13 Atualização:

 
"Esse país, que reúne 155 milhões de brasileiros, não quer discutir o passado, quer discutir o futuro. É isso que vai ditar a pauta eleitoral". Foto: Patrícia Cruz/Divulgação.

Presidente do Instituto Data Popular, Renato Meirelles traça, por meio de pesquisa da empresa, um perfil dos jovens que têm assustado shoppings e parte dos frequentadores dos grandes centros comerciais pelo país. Eles pertencem fundamentalmente à classe C e têm potencial de consumo (R$ 129 bilhões por mês) maior do que as classes A, B e D juntas (R$ 99 bilhões por mês). Então, por que assustam? “Os rolezinhos esfregam na cara da sociedade que a renda cresceu numa velocidade muito maior do que a democratização dos espaços de consumo”, analisa.

Esses jovens estão inseridos em um “país imaginário”, traçado no mais recente levantamento do instituto, divulgado esta semana. Este país é formado pelas classes C, D e E do Brasil, que, hoje, juntas seriam o oitavo país do mundo em população e o 16º em consumo.

Para Meirelles, esse público será decisivo nas eleições presidenciais. “A discussão na eleição não vai ser o controle da inflação — legado do PSDB — versus democratização do consumo e melhora da renda — legado do ex-presidente Lula. Essa discussão vai ser pautada pelos jovens do novo país.” Confira a seguir os principais trechos da entrevista de Meirelles ao Correio.

Público
Descobrimos (em pesquisa) que os jovens da classe C são a maioria absoluta dos frequentadores de shoppings. Depois disso, vimos o quanto eles consumiam. Eles gastam mais do que a soma das classes A, B e D juntas, o que pode ser uma oportunidade (para os shoppings).

Jovens no rolê
Esses jovens que frequentam os shoppings são os adolescentes da nova classe média brasileira. São os filhos daquelas pessoas que melhoraram de vida nos últimos anos e que cresceram num universo sem tantas restrições orçamentárias. Cresceram tendo a certeza de que entrariam numa faculdade, que não teriam que parar de estudar para trabalhar. Mas que, mesmo assim, trabalham para ajudar na renda familiar. Enxergam no shopping um local corriqueiro para andar, seguro, no qual é possível se encontrar com amigos, onde há ar-condicionado e uma praça de alimentação decente.

O papel da rede
Além da questão econômica, a internet é fundamental para entender o que está acontecendo. Todas as classes sempre combinaram com amigos de se encontrar no shopping. Só que a rede social tem feito surgir pequenas celebridades da periferia, que são desconhecidas do grande público. Esses jovens, que têm 20, 30, 40 mil seguidores, querem se reunir com as pessoas. Marcam de se encontrar num local que acham mais adequado, que conhecem. E eles conhecem muito bem os shoppings. As pessoas não entendem ainda a força disso.

Conciliação
Se eu fosse dono de shopping, lançaria uma grande campanha: jovem, seja bem-vindo, traga a sua família, venha. É óbvio que não é zona. A questão é fazer com que essas novas celebridades da periferia não marquem no mesmo dia. Vamos criar condições. Programar essas reuniões para momentos de baixo fluxo nos shoppings, domingo de manhã, por exemplo, de alguma forma que não cause maior incômodo para outros frequentadores.

Espaços públicos
Os jovens das classes A e B também fazem rolezinho. Quando tem calourada na Universidade de São Paulo, vão para o Shopping Eldorado. O que quero dizer é que o jovem vai continuar indo ao shopping, independentemente dos espaços públicos, o que não significa que não faltam espaços na periferia. Óbvio que falta e isso deve ser incentivado. Mas não é a causa dos rolezinhos.

Discussão política
A ida ao rolezinho não tem nenhuma motivação política. Mas a consequência virou uma discussão política, porque, obviamente, os rolezinhos esfregam na cara da sociedade que a renda cresceu numa velocidade muito maior do que a democratização dos espaços de consumo. E os espaços de consumo que eram exclusivos da elite passaram a ser ocupados por outras classes, que adquiriram condição de comprar. E (essa discussão) não é só em relação ao rolezinho. Vem ocorrendo. Todo mundo se lembra da revolta de parte dos moradores de Higienópolis (bairro de São Paulo), porque (o governo) queria fazer metrô lá, o que ia atrair gente “diferenciada”. Todo mundo já ouviu aquela frase: “Esse aeroporto virou uma rodoviária”, o que tem, na verdade, como pano de fundo, é o incômodo com essa democratização. Sejam bem-vindos! Não lutamos tanto pela democratização da renda? Chegamos a ela. E ainda vemos gente falando frases como “é um absurdo os direitos das empregadas”, quase um “agora elas estão achando que são gente”. Mas a intenção era essa. Nos países desenvolvidos, o emprego doméstico é muito bem remunerado. Por que não ser no Brasil?

O país imaginário
Criamos um país imaginário (em nova pesquisa) chamado classe C, D e E do Brasil. Esse país movimentou R$ 1,27 trilhão (em 2013). Ele seria o oitavo maior país do mundo em população e o 16º em consumo. Estaria no G20 do consumo mundial. Esse país teve um crescimento de renda real muito maior do que a elite do Brasil. No entanto, ainda há desigualdades. Esse país tem um número considerável de analfabetos e quase 20 milhões de domicílios sem esgoto. Mas é um país próspero e otimista antes de tudo. Mais de 60% desse país, chamado periferia, acha que a vida melhorou, e pelo próprio mérito, o que o torna otimista em relação ao futuro.

Eleições
Esse país imaginário acredita que deve ter um governo que ofereça educação gratuita e saúde de qualidade para todos. Esse país tem mais de 40% de mulheres que são chefes de família e 60% são negros. É esse país que vai definir o cenário eleitoral da próxima eleição presidencial. É um país mais conectado do que no passado, em especial os jovens. É um país que tem esse jovem como novo formador de opinião, porque ele estudou mais do que o pai. E esse jovem vai querer discutir futuro. Quer saber o que vai ser o Bolsa Família 2.0. Vai ter emprego para o meu pai? Vai ter política de educação para meu filho? Esse país tem também a mulher como grande protagonista. E ele não quer mais cesta básica, quer plano nacional de banda larga. Esse país, que reúne 155 milhões de brasileiros, não quer discutir o passado, quer discutir o futuro. Quem é o político ou o governante que vai ser capaz de me levar adiante? É isso que vai ditar a pauta eleitoral.

A luz amarela acendeu na seara vermelha!

Fonte: DP

Fernando Cunha, 26/01/2014

 

Metade dos brasileiros está insatisfeito com a vida sexualPesquisa de marca de preservativos revela que 51% dos homens e 56% das mulheres estão insatisfeitos com a vida sexual que têm. Falta de diálogo pode ser a razão para a falta de entrosamento: somente 7% dos entrevistados revelaram não ter tabu com o tema

 

Valéria Mendes – Site da TV Alterosa

Publicação: 26/01/2014 10:59 Atualização: 26/01/2014 19:19

Os brasileiros tendem a ter mais atividades durante o sexo, além da penetração, quando comparado com a média global  
Os brasileiros tendem a ter mais atividades durante o sexo, além da penetração, quando comparado com a média global


Na última semana, uma pesquisa nacional realizada pela marca de preservativos Durex trouxe informações interessantes sobre a vida sexual do brasileiro. O dado do estudo ‘Durex Global Sex Survey’ que acendeu o alerta é o que revelou que 51% dos homens e 56% das mulheres estão infelizes com a vida sexual.

A quantidade de relações sexuais poderia até nortear essa insatisfação caso o desejo não fosse algo tão subjetivo. Metade dos entrevistados (49%) afirmou fazer sexo mais de três vezes por semana, a frequência se mantém a mesma tanto para eles quanto para elas. A diferença surge em relação à assiduidade quando a categoria que aparece é ‘diariamente’: 12% deles afirmam fazer sexo todos os dias e 5% delas responderam da mesma forma. Pelo menos 82% dos brasileiros entrevistados fazem sexo uma vez por semana.

O tempo de relacionamento também não é suficiente para explicar o descontentamento já que 69% concordam ser possível manter o desejo sexual vivo mesmo em convivências longas. Criatividade também não seria a razão já que o brasileiro, segundo a pesquisa, tende a ter mais atividades durante o sexo, além da penetração, quando comparado com a média global. Em relação ao sexo oral, por exemplo, 50% recebem e 48% fazem contra 33% e 32%, respectivamente, em relação à média mundial. No total, 75% afirmam ter uma vida sexual interessante e 80% declaram sentirem-se amados quando fazem sexo.

Qual seria então a razão para tanto borocoxô? O levantamento tentou entender os motivos da lamúria e aponta alguns caminhos como a falta de diálogo. Enquanto 65% deles têm dificuldade em admitir um problema sexual, 63% delas vivem a mesma situação. E mais: somente 7% dos homens e mulheres revelaram não ter tabu com o tema.

Outro aspecto relevante da discussão é o dever em proporcionar prazer: 7 em cada dez homens acredita ter obrigação de satisfazer a parceira. Entre as mulheres, 53% acredita nessa imposição.

ORGASMOS
Onde a disparidade de realidades em relação a gênero mais chama a atenção é quando o assunto é o orgasmo: 52% dos homens asseguraram que sempre chegam lá quando transam. No caso feminino, a queda é brusca e só 22% afirmaram atingir o auge do prazer sempre que fazem sexo. Vinte e oito porcento delas também disseram que chegam ao orgasmo mais facilmente com a masturbação e 51% revelou já ter sentido dor no ato sexual.

TRAIÇÃO
Paquerou ou mandou mensagem apimentada pelo celular é sinônimo de traição para mais da metade dos entrevistados e entrevistadas. Fazer sexo sem ser com o parceiro habitual é considerado deslealdade para 91% das moças e 78% dos moços. Os homens também são mais infiéis: 18% deles contra 8% delas.

APARÊNCIA
Entre as pessoas que participaram da pesquisa, 62% dos homens estão satisfeitos com sua aparência e 64% das mulheres também.

PREVENÇÃO
Apesar de 67% dos entrevistados afirmarem ter usado camisinha na última relação, quando o relacionamento fica mais estável a maioria afirma deixar de usar preservativos.

Os homens também se declaram mais preocupados com DSTs e gravidez:
– Gravidez: 46% dos homens se preocupam contra 38% delas.
– DSTs: 62% deles estão atentos e 55% das mulheres também.

Foram entrevistadas 1004 pessoas, sendo 509 homens e 495 mulheres, entre 18 e 65 anos. Quase 90% deles estão em uma relação a mais de um ano. Todos foram ouvidos em anonimato e a grande maioria afirmou ser heterossexual (872); 31 se declararam homossexuais; 30 bissexuais e 61 não responderam a essa pergunta.

Fonte: Diário de PE.

Fernando Cunha, SJE 26/01/2014

 

 
Picture

 

Saiu na Folha de hoje (16/1/14):

Força Nacional atuou em 'pelada' na Bahia
Tropa de elite do governo federal destacada para atuar quando a ordem pública é posta em xeque, a Força Nacional de Segurança Pública foi usada para policiar a final de um pequeno torneio de futebol em Buerarema, a 450 km de Salvador (BA).
Realizada no início do mês e organizada por moradores com o apoio da prefeitura, a ‘pelada’ transcorreu sem conflitos. Saiu vencedor o time Apolo 11 que, após empatar com a Força Jovem no tempo regulamentar, derrotou o adversário nos pênaltis (…)
Enviada a Buerarema em agosto passado numa missão para pacificar a região, onde há conflito entre fazendeiros e índios, a tropa foi convocada para policiar a ‘pelada’ pelo chefe da Divisão de Desporto da prefeitura, Fredson Silva de Carvalho (…)
Na cidade de 18 mil habitantes, a Força Nacional deveria atuar na pacificação de conflitos envolvendo a disputa de terras entre tupinambás e produtores rurais

A Força Nacional de Segurança Pública nada mais é do que a mobilização de policiais estaduais para atuarem de forma conjunta e coordenada, sob o comando do Ministério da Justiça (governo federal). São policiais emprestados voluntariamente ao governo federal por suas respectivas corporações.

Os governos estaduais que desejam participar da Força Nacional decidem que policiais querem colocar à disposição da Força Nacional. Dentre esses, o Ministério da Justiça seleciona aqueles que deseja, e os treina.

Ela pode ser usada tanto para fazer o policiamento ostensivo (prevenindo delitos, como a polícia militar) quanto o policiamento investigativo (apurando delitos, como a polícia civil).

E, do ponto de vista puramente técnico, ela pode ser empregada em situações similares àquelas nas quais as polícias estaduais são empregadas, como na investigação de crimes, proteção da ordem pública, das pessoas e do meio ambiente, guarda de presos, cumprimento de mandados de prisão e alvarás de soltura, e assim por diante. Logo, do ponto de vista puramente legal, não há problema em ela ser mobilizada para policiar o clássico de várzea.

Mas então por que isso dá reportagem de jornal?

Porque embora no papel suas funções sejam parecidas com as das polícias estaduais, não haveria razão de termos criado tal Força.

Os policiais que compõem a Força Nacional são selecionados criteriosamente e passam por treinamento extra. A ideia é que apenas os mais bem preparados façam parte de tal agrupamento.

E por passarem por tal seleção e treinamento extra, e por serem empregados pelo Ministério da Justiça apenas de forma episódica e planejada, seu tamanho é muito pequeno em relação às outras instituições policiais. O corpo permanente mínimo é de apenas quinhentos policiais.

Esses policiais estaduais continuam membros de suas respectivas instituições enquanto engajados pela Força Nacional, mas recebem diárias (pagamentos extras) do governo federal, via Fundo Nacional de Segurança Pública.

Ora, se há seleção maior, treinamento mais adequado, pagamento extra e um grupo menor de policiais disponíveis, é evidente que a Força Nacional só deve ser empregada em casos especiais, os quais as polícias locais não conseguem resolver. Usar policiais mais bem preparados e remunerados para vigiar torneio de várzea acaba sendo não só econômica e tecnicamente ineficiente – eles poderiam estar sendo melhor empregados em operações mais difíceis – mas também desmoralizante para os policiais envolvidos.
 
Fonte: Folha SP
Fernando Cunha, 26/01/2014

 

De Caça-Rato a Isis Valverde, jornal britânico faz raio-X do Brasil

POR LEANDRO COLON

26/01/14  09:56

 

Uma boa leitura para este domingo é a revista semanal do “The Observer”, edição dominical do jornal britânico “The Guardian”. São 17 páginas sobre o Brasil. “O novo Brasil”, diz a capa, com foto das modelos gêmeas Karen e Karina Ferreira.

É possível ler aqui o especial.

Tem de tudo: entrevista com Paulo Coelho, frases do deputado ex-BBB Jean Wyllys, o papel de Ronaldo Fenômeno na Copa, o Brasil do funk, dos índios, das favelas, do espiritismo, dos protestos. Nem o “jeitinho brasileiro” (“the Brazilian short cut”, segundo os britânicos) ficou de fora.

Segundo os jornalistas, não é fácil definir o Brasil de maneira simples por ter uma sociedade liberal, mas ao mesmo tempo ser  conservador na religião e dividido economicamente.

Capa da revista da edição de hoje do "The Observer"

Capa da revista da edição de hoje do “The Observer”

Uma página é dedicada à atriz Isis Valverde, “uma das mulheres mais famosas do Brasil”. “Nossa novela é o cinema no exterior. É muito bem feita e com muito dinheiro envolvido”, diz a brasileira.

Recomendo porque diante de tanta bobagem que a gente costuma ler por aqui sobre o Brasil (como a possibilidade de encontrar jacarés pelas ruas de Manaus durante a Copa), o “The Observer” caprichou.

Nem o jogador Flávio Caça-Rato (ou “Flávio the Rat Catcher”, na tradução deles), do Santa Cruz, escapou.

 

 

Fonte: Folha SP

Fernando Cunha, SJE 26/01/2014

 

 

Ir à Suíça para dizer como está o Brasil de hoje, isso não faz sentido. Dilma Rousseff choveu, não no molhado, mas em uma inundação digna de São Paulo. Os endinheirados a quem a presidente pediu investimentos ocupam-se de ganhar dinheiro pelo mundo afora, o que lhes exige, e aos seus assessores, estar bem informados para detectar oportunidades. No convescote dos cifrões, mal denominado Fórum Econômico Mundial, por certo muitos sabiam sobre o Brasil o que nem no Brasil se sabe.

A Dilma Rousseff que foi a Davos não é a Dilma Rousseff que chegou à Presidência. Não é o oposto, mas é bastante diferente. Se nos princípios ou nos fins, eis a questão. Fernando Henrique e Lula, mal ouviram falar em Davos e seu pessoal, começaram a preparar as malas. A ida de Dilma, só agora no ano final do mandato, reflete dupla concessão. Uma, na concepção de políticas governamentais que a levavam a desconsiderar Davos, convicta de um Brasil capaz de cuidar de si mesmo. Outra, no seu diagnóstico do momento vivido pelo país e, em particular, pelo governo.

O capital estrangeiro -os cifrões de Davos- não precisa ser buscado. Grandes indústrias automobilísticas não param de vir para cá, e as já instaladas não cessam novos investimentos para crescer. Indústria e comércio de alimentos, agronegócio, aquisições fundiárias, exploração e indústria petrolíferas, as concessões/privatizações, são muitos os setores que têm merecido a procura espontânea do capital estrangeiro. O problema é que grande parte desse investimento não se destina à criação de novas atividades econômicas, ou seja, ao crescimento econômico, mas a assumir o controle acionário ou a propriedade de empreendimentos já ativos. É a chamada desnacionalização.

O capital graúdo não é considerado, em geral, o grande disseminador do crescimento econômico. Este vem pela multiplicação dos empreendimentos, mesmo os pequenos, e pelo reinvestimento do lucro, para ampliação do negócio. O dinheiro para empreender, porém, é muito caro no Brasil, com a tradição crescentemente escorchante praticada pelo sistema bancário. Além das exigências de garantias, dos prazos insuficientes e outras dificuldades.

E o reinvestimento na indústria nacional já consolidada, ah, esse tem um adversário terrível: o próprio empresário. Como regra natural, lerdo, retardatário, incapaz de inovação, pedinte permanente de benesses do governo, esse empresário trata de investir o lucro é em si mesmo: moradia nova, carro de luxo, e todo o necessário ao exibicionismo de mais um novo rico. O empresário brasileiro é, em geral, um atrasado -como pessoa e como dirigente de empresa.

Mudar essa realidade interna era um objetivo implícito nas palavras e na ação da Dilma Rousseff que assumiu a Presidência. Bem, quanto à atual, ceder aos interesses de aumento dos juros já era estar no caminho para Davos. 

 

Janio de Freitas, colunista e membro do Conselho Editorial da Folha, é um dos mais importantes jornalistas brasileiros. Analisa com perspicácia e ousadia as questões políticas e econômicas. Escreve aos domingos, terças e quintas-feiras.

 

Folha de SP;

Fernando Cunha; SJE 26/01/2014

Buemba! Buemba! Macaco Simão Urgente! O esculhambador-geral da República! E neste mês de janeiro Elvis Presley faria 79 anos, se estivesse morto! E a média de vida no Maranhão é de 70 anos. Por isso que o Sarney foi pro Amapá!

E uma amiga disse que o Galeão inventou um novo tipo de aeroporto, o Aeroforno! Você compra uma passagem e ganha uma sauna de presente. Ele estava mais quente que uma costela no bafo! Aeroporto Costela no Bafo! E eu estava no aeroporto de Salvador quando a mulher anunciou pelo alto-falante: "Passageiros da Gol, voo 7989, portão… que portão é mesmo, Rosângela?". Rarará. Gargalhada geral no aeroporto! É verdade.

E o Bieber foi preso! O Bieber foi pra Papuda! O Danoninho Rebelde: dirigindo bêbado e doidão. E uma amiga escreveu no Facebook: se dirigir, não Bieber! Rarará! E ele fez vaquinha tipo Genoino pra pagar a fiança? Rarará!

E o chargista Nani revela o novo livro do PSDB: "50 Alstons de Cinza". E eu já sei como vai terminar esse escândalo do Metrô: vão botar a culpa na Folha ou no Covas, que já morreu! E essa: "Alstom revela que pagou propinas em parcelas". Tipo Casas Bahia? Propina em parcelas. Carnê Propina! Rarará!

E a manchete do Piauí Herald: "Miami proíbe rolezinho de brasileiros". E eu sei como resolver o problema dos rolezinhos. É só botar uma placa na porta do shopping: "Proibida a entrada para menores de 18 salários mínimos".

E o tuiteiro monteirobsb disse que o problema do rolezinho é o nome, devia se chamar "Little Walk Around", tipo "flash mob"!

E essa piada pronta: "Juiz chamado Hitler condena Casas Bahia por racismo!". E essa outra: "Trem de Cuiabá atrasa e só fica pronto depois da Copa". E já o apelidaram de Barriquelão! E CBF quer dizer Como Bagunçar o Futebol! Olha o escândalo: "CBF oferece R$ 4 milhões para a Lusa ficar na série B e parar com os processos judiciais". Só que a Lusa não precisa de R$ 4 milhões, precisa de 4 milhões de torcedores!

E se fosse o Vasco, eles ofereceriam um caminhão pipa! E se fosse o Flamengo, eles ofereceriam 4 milhões de tijolos pra fazer um estádio! E se fosse o Corinthians, eles iriam gastar todo o dinheiro em fiança! E diz que o São Paulo já fez três novas contratações: Félix, Eron e Niko! Rarará!

Nóis sofre, mas nóis goza!

Que eu vou pingar o meu colírio alucinógeno! 

 
josé simão

José Simão começou a cursar direito na USP em 1969, mas logo desistiu. Foi para Londres, onde fez alguns bicos para a BBC. Entrou na Folha em 1987 e mantém uma coluna que considera um telejornal humorístico.

 

 

 

Fonte: Folha de São Paulo

Fernando Cunha, SJE 26/01/2014

Chioro vai deixar empresa de consultoria para assumir ministério

 

qua, 22/01/14
por Gerson Camarotti |
categoria Governo Dilma
 

 

 

É MENTIRA MEU IRMÃO

O futuro ministro da Saúde, Arthur Chioro, informou que vai deixar a empresa de consultoria da qual é sócio para assumir o Ministério da Saúde. A legislação federal obriga esse afastamento. A decisão de Chioro já foi comunicada ao Planalto.

Reportagem do jornal “O Globo” desta quarta-feira mostra que  Chioro é sócio majoritário de uma empresa de consultoria na área de saúde. Segundo a reportagem, o Ministério Público investiga se ele infringiu lei municipal, de São Bernardo do Campo, que proíbe secretários de manterem sociedade em empresas que tenham contratos com entes federativo (veja mais).

Mesmo com investigações do Ministério Público, presidente Dilma vai manter o nome de Chioro para substituir Alexandre Padilha.

Chioro já havia comunicado à presidente, em conversa nesta segunda, que ele atuava na consultoria. O argumento dado ao Planalto é que a legislação municipal não impediria que ele estivesse à frente da empresa.

Publicado às 12h37.

 

 

24/01/2014 20h33 – Atualizado em 24/01/2014 23h21

Ciclistas pelados protestam

 

Concentração aconteceu na Cinelândia, no fim da tarde.
Objetivo é mostrar como a 'carne humana é frágil'.

Daniel Silveira
Já imaginou um rolezinho aqui no sertão, com este calor!

Do G1 Rio

Ciclistas seminus e com os corpos pintados realizam 'Pedalada Pelada' em protesto na região da Praça Floriano, no Rio de Janeiro. (Foto: Edson Taciano/Futura Press/Estadão Conteúdo)Bicicletada reuniu cerca de 50 ciclistas (Foto: Edson Taciano/Futura Press/Estadão Conteúdo)

"Atentado ao pudor é um corpo estirado no chão". Foi sob essa premissa que centenas de ciclistas decidiram tirar a roupa e pedalar pelas ruas do Rio na noite desta sexta-feira (24). O objetivo do ato foi chamar a atenção da sociedade para os riscos que quem utiliza a bicicleta como meio de transporte está exposto

Alguns ciclistas realmente cumpriram o prometido e retornaram à Cinelândia completamente nus, antes de seguir pelas ruas do Centro. O destino final foi a Praça São Salvador, em Laranjeiras, Zona Sul. A roupa de banho foi o principal traje. Algumas meninas usaram uma fita adesiva escrito "Cuidado, frágil", para cobrir os seios. Houve até quem usou um cordão com luzes de Natal para chamar a atenção.A concentração aconteceu na Cinelândia, no Centro do Rio. A proposta era de os ciclistas ficarem nus e usassem pintura corporal. No início, ninguém foi tão ousado a ponto de tirar completamente a roupa na praça. "Tem gente que veio aqui só pra ver a gente pelado. A ideia do nu é outra. Queremos é mostrar como a carne humana é frágil. Os ciclistas dividem espaço com máquinas pesadas. Precisamos ser vistos", disse Tatiana Carvalho, 37 anos. Ela adiantou que o grupo iria se despir durante o trajeto.

"A gente não tem airbag, cinto de segurança nem uma tonelada de ferro em volta da gente para nos proteger. Queremos é chamar a atenção para a fragilidade do ciclista no trânsito", disse Rômulo Xavier, 31 anos.

Fonte: G1 24/01/2014

Fernando Cunha, SJE 

 

Atualizado: 23/01/2014 20:09 | Por Artur Rodrigues, estadao.com.br

Haddad considera 'lamentável' ação da Polícia Civil na Cracolândia

Prefeito disse que secretário municipal de segurança urbana presenciou e foi vítima de 'ação não pactuada'
Polícia Civil reprime dependentes em ação surpresa na região central de SP - 1 (© J. F. Diorio Estadão)
 

SÃO PAULO – Em coletiva na tarde desta quinta-feira, o prefeito Fernando Haddad (PT), classificou a ação da Polícia Civil na Cracolândia como "lamentável". "Todas as ações têm sido pactuadas. Essa ação não foi pactuada com o governo municipal. Se tivéssemos tomado conhecimento, não concordaríamos com a maneira como foi procedido", afirmou.

De acordo com Haddad, o secretário municipal de segurança urbana, Roberto Porto "não só presenciou como foi vítima de uma ação repressiva e não pactuada", disse. "Os agentes do município estão sendo convocados, porque estão em choque com o que aconteceu". O prefeito ainda afirmou que ligou para o governador Geraldo Alckmin (PSDB) para expor a situação.

 

Repressão. Na tarde desta quinta-feira, policiais do Departamento Estadual de Prevenção e Repressão ao Narcotráfico (Denarc), da Policia Civil, fizeram uma operação nesta quinta-feira, 23, sem comunicar a Prefeitura nem a Polícia Militar, na Cracolândia, região central de São Paulo, palco da Operação Braços Abertos, aposta do prefeito Fernando Haddad para reabilitar os dependentes de crack.

 

 

Por volta de 16h, cerca de dez viaturas cercaram os dependentes de crack que não estão inseridos no programa assistencial e estavam concentrados na Rua Barão de Piracicaba. Os policiais civis atiraram balas de borracha e jogaram diversas bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo na multidão, que correu a esmo e revidou jogando pedras. O quarteirão estava lotado de dependentes.

 

 

 

Agentes da Secretaria de Saúde e de Assistência Social, que também não sabiam da ação, ficaram no fogo cruzado. A ação ocorreu pouco tempo depois de policiais civis à paisana terem feito uma prisão de um dependente no local. Nesta primeira ação, uma dependente acabou ferida na cabeça com bala de borracha.

 

Investigação. O ouvidor da Polícia do Estado de São Paulo, Júlio Cesar Fernandes Neves, abriu um procedimento para investigar a ação de policiais civis do Departamento Estadual de Prevenção e Repressão ao Narcotráfico (Denarc) na região da Cracolândia, centro da capital, na tarde desta quinta-feira, 23.

FONTE: ESTADÃO.COM.BR
fERNANDO CUNHA, SJE 23/01/2014