Monthly Archives: dezembro 2013

A tragédia da educação

 

uma texto interessante para reflexão!

O Brasil realizou conquistas educacionais consideráveis nos últimos 20 anos: praticamente universalizou a oferta do ensino fundamental, criou sistemas de avaliação e financiamento, reduziu a defasagem idade-série e as taxas de analfabetismo e aumentou a escolaridade média da população.

No entanto, no que diz respeito à qualidade da escola pública, os números denunciam uma estagnação inaceitável e nefasta para o país. Os dados do Saeb/Prova Brasil, do próprio Ministério da Educação são implacáveis:

Para o quinto ano (antiga quarta série):
Em língua portuguesa: em 1997, 36% tinham o conhecimento adequado; em 2011: 40%.
Em matemática: em 1997, 21%; em 2011: 36%.
As notícias razoáveis ficam por aí.

Para o nono ano (antiga oitava série):
Língua portuguesa: em 1997, 32%; em 2011, 27%.
Matemática: em 1997, 17%; em 2011, também 17%.

Para o terceiro ano do ensino médio:
Língua portuguesa: em 1997, 40%; em 2011: 27%.
Matemática: em 1997, 18%; em 2011: apenas 10%.

Tudo isso diante dos nossos olhos, e, praticamente, não há qualquer repercussão no país. Nenhuma crise no governo. Nenhuma comoção nacional.

Para reafirmar esse quadro, o mais amplo sistema de avaliação do mundo, o Pisa, patrocinado pela OCDE, confirma esses números, com um agravante, denuncia o nosso apartheid educacional: na sua última edição, realizada em 2009, com 65 países, se o Brasil fosse representado apenas pela rede privada, ocuparia a 18ª posição. Se fosse representado apenas pela rede pública, ficaria no 59° lugar, nesse ranking.

Esse apartheid é mais perverso porque suas vítimas não percebem essa tragédia. Pesquisa do Inep, órgão do MEC, sobre a satisfação dos pais com a escola pública mostra elevada aprovação. Eles dão nota 8,5 às escolas dos seus filhos.

Diante desse quadro desalentador, que revela estagnação e retrocesso; diante da inexistência da imprescindível pressão social sobre a qualidade da escola; o que fazer?

Quem vai garantir o direito de aprendizagem de aproximadamente 90% das nossas crianças e jovens, que frequentam a escola pública?

Esse drama é nacional, está presente no país inteiro. Caberia, portanto, ao governo federal coordenar a solução: estabelecer um currículo nacional claro e objetivo, assumir responsabilidades com uma carreira docente atraente, usar seus instrumentos normativos para requalificar a formação dos professores e ser ágil com os sistemas de avaliação para fazer correção de rumos.

Frente à paralisia e à leniência de quem tem a obrigação de liderar este processo, nós, no Congresso Nacional, temos que fazer nossa parte. A favor das nossas crianças e dos nossos jovens; a favor das futuras gerações, este parlamento tem a obrigação de aprovar uma lei de responsabilidade educacional.

Ou levamos a sério a educação publica no Brasil, ou jamais este será um país verdadeiramente justo, democrático e desenvolvido.

Fonte: Leiajá 0 blog do Raul Henry
Fernando Cunha, 18/12/2013
25

A adolescência passou e a fase adulta chegou. Alguns dizem que esses são os melhores anos das nossas vidas. Outros, acreditam que essa é uma fase cheia de dúvidas e de preparação para os vinte e tantos. Se você está na fase dos vinte e poucos, com certeza já notou que as suas vontades mudaram desde a adolescência (e muito). Listei algumas coisas que aprendemos antes dos 25.

Você aprende que:

1. Não precisa ir para a balada sem vontade. Você não precisa sair de casa só para agradar um amigo ou ser legal com a galera. Não existe problema nenhum em querer ficar de pernas para o ar assistindo um filme.

2. Trabalhar, estudar e fazer uma atividade física cansa. Você começa a dar muito mais valor para a sua cama e as poucas horas de sono.

3. O amor acaba e recomeça. Acaba e recomeça e acaba e recomeça. Você vai cair setenta vezes e levantar setenta e uma.

4. O sofrimento é só um intervalo entre duas alegrias. A maturidade anestesia um pouco a tristeza. É mais fácil entender que existiu uma vida antes da dor. E a vida não para e espera você se reerguer. Move on!

5. A dar mais valor para as aulas de inglês que seus pais pagaram quando você era criança. Ela faz toda a diferença no seu currículo profissional.

6. A dar mais valor para a faculdade que eles ainda pagam, o almoço servido todos os dias, o edredom limpo, o papel higiénico do banheiro, entre muitas outras coisas. O amor e o carinho que eles têm por você ficam muito mais claros.

7. Seus pais também são seres humanos com sentimentos. Uma ligação ou um abraço fazem toda a diferença.

8. Se você quer morar sozinho ou dividir um apartamento com os amigos, vai ter que trabalhar duro.

9. O melhor alívio do mundo não é terminar o colégio. É terminar a faculdade.

10. Quase todos os seus sonhos podem se tornar realidade. Provavelmente, aquele seu sonho de conhecer a Austrália ou de fazer um mochilão para o Peru, já se tornou. Concretizar nossos sonhos é a melhor forma de não desistir de realizar tantos outros.

11. Dar presente é melhor do que ganhar.

12. Vale muito mais a pena juntar dinheiro para ir naquele show da sua banda preferida, do que gastar em baladas aleatórias que só te deixam com uma ressaca monstra no dia seguinte.

13. Viagens e livros normalmente são melhores quando são mais baratos. Mochilão é muito mais legal que resort cinco estrelas. E livro de sebo é muito mais legal que livro de uma megastore.

14. Diálogo é tudo nessa vida. Em qualquer tipo de relacionamento.

15. Não ter medo de pedir desculpas.

16. Quase tudo é melhor com alguém do nosso lado. Se não for, é porque não estamos com a pessoa certa. Próxima!

17. Os seus amigos são pessoas muito parecidas com você.

18. A mentira dói. Mas a sinceridade em excesso dói o mesmo tanto.

19. Não vale a pena se comprometer com uma pessoa, se você ainda quer outras.

20. A vida está só começando. E ela é linda. Boa sorte! 

Fonte: blog clichê

Fernando Cunha, SJE 17/12/2013

 

 

A Cidade de São José do Egito, conhecida como Capital da Poesia tem coisas interessantes para se descobrir,conhecer lugares,tem poesia,decantada por artistas,famosa em festivais,tem potencial,pessoas inteligentes,gente bonita,boas escolas,um comércio bom,algumas industrias,rádios,profissionais liberais,políticos que se destacam na cena regional, com envergadura nacional e com interlocução nas esferas Federal, Regional; pelos dados do Condepe/Fidem,órgão de planejamento, é a terceira cidade mais importante do Pajeú em Volume de recursos,população,escolas,hospitais;politicamente forte.

Todas essas verdades elas desmoronam quando você vê um sentimento que inquieta e deixa todos nós muito triste: o individualismo e o ego se sobrepõe ao coletivo.

A Cidade pode torna-se a terra da Latinha! Lá tinha isso e não tem mais;Lá tinha aquilo e foi embora. É incrível como esse comportamento reflete nos negócios,nos jovens,nas escolas,nas pessoas,nos profissionais,nas crianças(verdade) basta dá uma olhada em comportamento nas escolas do tipo "você é filho de quem? meu pai é fulano de tal?; precisamos dizer quem somos para ser bem atendido? se meu carro for uma Hillux eu sou rico?(pode ser financiado em 100 vezes no Banco); o querer levar vantagem em tudo?(lei de gersón); quando eu engraxo o sapato na Rua da Baixa e dou bom dia, o seu Zé(que eu chamo de lampião) dá um sorriso do tamanho do mundo e fica super feliz; a receita chama-se;respeito,simplicidade,amor ao próximo,não julgar….no Rio de Janeiro um mendigo começou uma campanha solitária "Gentileza gera gentileza" até hoje é lembrado, muito legal. 

Como se diz no face:fica a dica#

Fernando Cunha, SJE 15/12/2013 às 17:15hs

15/12/2013 – 03h22

Empreender em 2014

DE SÃO PAULO

Insatisfeito com sua vida profissional? Cansado de trabalhar em empresas que prometem mundos e fundos e cumprem muito pouco? Sem muitas perspectivas? Que tal empreender em 2014?

Empreender não é para qualquer um, é certo. Mas para saber se é ou não a sua praia, um bom começo é se inserir nas redes empreendedoras. A maioria das boas faculdades possuem centros que realizam várias atividades, em geral gratuitas, como palestras, competições de planos de negócios, discussão de casos etc.

Há também muitas instituições que apoiam e organizam atividades voltadas ao empreendedor – Fiesp, Fecomercio, Endeavor, incubadoras e espaços de "coworking" são alguns exemplos. Acompanhe a agenda de eventos dessas instituições e participe deles. Em poucos meses você vai conhecer quem é quem no mundo empreendedor.

Você também vai precisar de uma ideia. Uma dica é procurar uma falha no mercado: onde há filas, reclamações e pessoas insatisfeitas há uma possibilidade de negócio. Ou então se inspirar em um modelo que você viu fora do país e tentar trazer para cá -mas não se esqueça de incorporar algum elemento inovador. Você não conseguirá ir muito longe oferecendo um produto ou serviço que outros já oferecem.

Se você não tem certeza do que quer fazer, o melhor é ir com calma, preparando-se. Uma hora você vai ouvir aquele clic, largar tudo e mergulhar de cabeça naquela ideia que tem tudo para dar certo e transformar a sua vida. Ou não.

tales andreassi

Tales Andreassi é mestre pela Universidade de Sussex e doutor em administração pela USP. É professor e coordenador do Centro deEmpreendedorismo e Novos Negócios da FGV-SP, onde ensina empreendedorismo e inovação. Escreve aos domingos, a cada duas semanas, no caderno 'Negócios, Empregos e Carreiras'.

FONTE: FOLHA SP

FERNANDO CUNHA, SJE 15/12/2013

15/12/2013 – 02h00

O dinheiro do voto

 

O argumento mais forte contra a provável proibição, pelo Supremo Tribunal Federal, de doações eleitorais por empresas, é pobre de seriedade e paupérrimo de inteligência. Não tem fundamento afirmar que substituir as doações empresariais por pessoais vai aumentar ameaçadoramente o caixa dois nas campanhas, o dinheiro de doações encobertas, dada a óbvia razão de que não se tem nem estimativa da proporção dessa ilegalidade nas eleições passadas.

O chute, difundido pelo PSDB, expressa a preocupação dos grandes beneficiários de doações empresariais. Mas implica acusar seus doadores publicamente: se as pessoas não precisam fazer doações ilegais, o aumento de caixa dois em campanhas só pode ser feito por doações clandestinas de empresas, em prática criminosa de empresários. Gente mal-agradecida, esses peessedebistas.

Na preocupação dos partidos identificados com o empresariado percebe-se também o medo de que, permitidas apenas doações pessoais, os partidos mais populares levem vantagem. Os fatos não apoiam tal medo: o PT sempre precisou buscar, e recebeu, doações empresariais para suprir a estrangulante modéstia das doações pessoais, apesar do esforço para incentivá-las. Era o efeito de um condicionante econômico que pode estar mudado, mas não extinto.

Por isso mesmo, as doações apenas individuais são potencialmente capazes de surpreender quem hoje as teme. Os partidos populares podem esperar maior quantidade de doadores. Mas, para cada real vindo dos seus, os do PSDB, do DEM e dos centuriões do agronegócio estão prontos para doar na proporção de dez reais por aquele real, cem por um, mil por um, sem que a carteira sequer o perceba.

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo, está tão irritado quanto os peessedebistas mais irritados com a perspectiva da mudança de doadores. Chama a ação da OAB, pelo fim das doações de empresas, de estudantada. Com uma pergunta assim, por exemplo: "Essa gente fica fora da política?" É uma sagração da empresa que nem os neoliberais fizeram: a empresa vista como gente. E portadora de cidadania, para ser parte da política. Muito original.

Não tanto, porém, quando, em crítica aos quatro colegas que já votaram pela mudança, diz que "estamos [lá o Supremo] fazendo um tipo de lei para beneficiar quem estiver no poder". Dá oportunidade para observar-se uma reação fraudulenta cometida por muitos, inclusive pelos presidentes da Câmara e do Senado. O Supremo não está absorvendo função do Congresso, não está fazendo lei. Está, como lhe compete, examinando e vai decidir a compatibilidade, ou sua falta, entre a Constituição e a participação de empresas em eleições como financiadoras de candidatos, além do mais, selecionados a critério empresarial.

A doação pessoal não assegura o fim do caixa dois, o dinheiro não declarado pelo candidato ou pelo partido à Justiça Eleitoral. Mas dificulta e, portanto, reduz essa violação do processo de composição do Congresso e dos governos. Logo, colabora para maior higiene política. E tende a reduzir o custo, hoje imoral, da eleição a qualquer cargo. Logo, colabora para a democratização eleitoral e para a maior legitimidade da composição dos poderes. Democratização eleitoral e legitimidade hoje degeneradas.

PS – Alguma boa alma precisa avisar aos Estados Unidos que o financiamento eleitoral deles ainda não passa de estudantada.

O FEITO

A vida pública de Nelson Mandela permite, e não lhe faltou, uma infinidade de ângulos de abordagem, análise e avaliação. Mas, suponho, só um tem sentido.

Mandela mudou a concepção de vida de uma nação, ideias consolidadas e sentimentos enraizados por várias gerações. O PIB, a segurança, a inflação, essas são as miudezas habituais que só poderiam ficar, como ficaram, com os habituais que delas se ocupam dos modos habituais. O que distingue Mandela é ter feito com uma nação o que é difícil mesmo na vida pessoal e, quando ocorre, em geral leva muito mais tempo.

janio de freitas

Janio de Freitas, colunista e membro do Conselho Editorial da Folha, é um dos mais importantes jornalistas brasileiros. Analisa com perspicácia e ousadia as questões políticas e econômicas. Escreve na versão impressa do caderno "Poder" aos domingos, terças e quintas-feiras.

FERNANDO CUNHA, SJE 15/12/2013

09/12/2013 – 16h22

Tuma Jr. descreve indústria de dossiê e acusa Lula de ter sido informante do Dops

da Livraria da Folha

Romeu Tuma Júnior descreve em "Assassinato de Reputações" uma indústria de dossiês encabeçada pelo PT e afirma que Lula, enquanto sindicalista, era colaborador de Romeu Tuma, então delegado do Dops.

Divulgação
Autor revela como são tratados os desafetos políticos do governo
Autor revela como são tratados os desafetos políticos do governo

Segundo o livro, Lula usava codinome Barba para passar informações e foi um "preso especial" no Departamento de Ordem Política e Social.

Tuma Jr. deixou o governo em 2010, quando seu nome foi ligado à máfia chinesa. O ex-secretário Nacional de Justiça diz que se tornou vítima ao se recusar a pôr em prática métodos de alguns figurões do governo.

"Assassinato de Reputações" reúne provas do grampo telefônico no STF e apresenta um exame sobre o caso Celso Daniel, prefeito de Santo André assassinado em 2002.

O objetivo real de operações como a Trovão, a Chacal e a Satiagraha e a ação de órgãos de segurança institucional, como a Polícia Federal e a ABIN, também são examinados.

"Assassinato de Reputações" tem lançamento previsto para o dia 10 deste mês e está em pré-venda na Livraria da Folha.

*

"Assassinato de Reputações"
Autores: Romeu Tuma Júnior (em depoimento a Claudio Tognolli)
Editora: Topbooks
Páginas: 560
Quanto: R$ 59,90 (preço promocional*)
Onde comprar: pelo telefone 0800-140090 ou pelo site da Livraria da Folha

Atenção: Preço válido por tempo limitado ou enquanto durarem os estoques. Não cumulativo com outras promoções da Livraria da Folha. Em caso de alteração, prevalece o valor apresentado na página do produto.

Texto baseado em informações fornecidas pela editora/distribuidora da obra.

fONTE: folha de sp, 15/12/2013

fernando cunha, sje 15/12/2013

 

15/12/2013 – 15h27

Alianças nos Estados não seguem lógica do plano federal, diz Marina

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AGUIRRE TALENTO
DE BRASÍLIA

Atualizado às 18h21.

A ex-ministra Marina Silva afirmou neste domingo (15) que a aliança da Rede com o PSB do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, "não é verticalizada" e admitiu que os dois partidos podem não estar juntos em alianças nos Estados nas eleições de 2014.

Questionada em entrevista sobre as divergências entre a Rede e o PSB nos Estados, ela afirmou que não há obrigação de se repetir a lógica nacional –pela qual a Rede se uniu ao PSB para apoiar a candidatura presidencial de Campos.

Como a Folha noticiou no último sábado, aliados de Marina afirmam que a Rede vai se separar do PSB nos casos em que a sigla de Campos estiver em coligações estaduais com o PT ou o PSDB, o que já é negociado em pelo menos oito Estados.

"A nossa aliança não é verticalizada, não estabelece para a lógica dos Estados a mesma lógica que temos no plano federal", disse Marina.

E citou um exemplo: "Em alguns casos, como do Paraná, a Rede está apoiando a candidatura do PV, da deputada Rosane [Ferreira], e o PSB está mantendo o mesmo processo de discussão que já estava com o PSDB".

Outro problema é em São Paulo, onde a Rede rejeita o apoio à reeleição do governador Geraldo Alckmin (PSDB), que é defendido por setores do PSB que querem aproveitar o palanque de Alckmin para Campos.

Segundo Marina, a estratégia é discutir primeiro o conteúdo programático da candidatura nacional para que isso ajude na composição das alianças regionais. "O conteúdo não pode ser incoerente com a forma", afirmou.

  Sérgio Lima/Folhapress  
Marina Silva discursa em seminário da Rede ao lado de Eduardo Campos (PSB)
Marina Silva discursa em seminário da Rede ao lado de Eduardo Campos (PSB)

Campos reconheceu as dificuldades. "Problemas nos Estados o nosso partido dentro dele próprio já tem, imagina quando a gente soma os dois", brincou.

O pernambucano fez referência, sem citar diretamente, às dificuldades que o PT também enfrenta para manter alianças regionais. "Ora, há 90 dias [antes de se juntar à Rede] estávamos em uma linha, fizemos outra e hoje a gente tem muito menos [problema] do que eles que vivem juntos a todo tempo", disse.

Campos diz que hoje há 20 Estados "com caminho muito tranquilo entre a militância da Rede e o PSB" e que, nos Estados onde os dois partidos tiverem alianças diferentes, vão se juntar "à coligação que vai ter mais coerência de cima abaixo".

Ambos participaram neste domingo do primeiro seminário programático da Rede, realizado em Brasília e que também teve a presença de integrantes do PSB.

Em discurso, Campos afirmou que "não precisamos ficar dando explicação um ao outro sobre posição que tomamos".

Em outubro, após ter o registro partidário negado pela Justiça Eleitoral, a Rede decidiu se filiar ao PSB e apoiar Campos em 2014. A aliança, porém, afastou representantes do agronegócio com os quais o PSB estava dialogando e forçou a rediscussão de alianças nos Estados.

 

fonte: folha sp, 15/12/2013

fernando cunha, sje 15/12/2013

 

 

Ainda pior

Hélio Schwartsman

SÃO PAULO – Há exatos sete dias, eu fazia neste espaço algumas observações sobre os resultados desastrosos que o Brasil obteve na última edição do Pisa, o exame internacional de avaliação de estudantes. Bem, a situação pode ser ainda um pouco pior do que parecia.

Ao longo da semana, o assunto foi debatido em blogs de especialistas como Simon Schwartzman e João Batista Araujo e Oliveira e surgiram não poucas dúvidas sobre a tímida melhora que o Brasil registrou. A pergunta mais fundamental foi colocada pelo próprio Simon: por que só em matemática? Por que não observamos avanços semelhantes também em leitura e ciência, as outras áreas avaliadas pelo Pisa, como seria de esperar se a educação brasileira estivesse melhorando de forma razoavelmente consistente?

E vários outros problemas foram levantados. Creso Franco sugere que o Pisa pode ter incorporado algumas questões mais fáceis para aumentar o nível de discriminação do exame para os alunos de países pobres. João Batista sustenta que a amostra usada para compor o Pisa 2012 sobrerrepresentou os alunos mais avançados, inflando os resultados.

Mais ou menos na mesma linha, André Portela sugere que os pontos que ganhamos são mais bem explicados pela redução da distorção idade/série do que por melhoras qualitativas no sistema de ensino.

As dúvidas são pertinentes e as hipóteses, mesmo as menos abonadoras, precisam ser seriamente investigadas. Seria um desastre se os números oficiais da educação, sempre tidos como de boa qualidade, passassem a ser vistos com desconfiança, a exemplo do que já ocorre com a contabilidade econômica.

Não importa qual seja a reforma educacional de que o Brasil precisa, ela só vai dar certo se o ensino passar a ser tratado como uma questão de Estado, não como uma peça de propaganda que este ou aquele governo possa usar a seu favor.

Fonte: Blog do Magno Martins, 14/12/2013

Fernando Cunha, SJE 14/12/2013

A Agência Nacional de Aeronáutica e do Espaço dos EUA, a , anunciou que contará com um robô humanóide para a colonização do planeta . O robô é parte de uma iniciativa de longo prazo que vai criar um ambiente propício para a vida humana em outros planetas.

 

Chamado de Valquíria, o robô de quinta geração (R5 como é chamado internamente) tem 1,9 metros de altura e pesa 125 quilos. Ele possui uma armadura de espuma e tecido, o que dá uma aparência mais confortável e menos “fria” do que uma estrutura de metal externo.

 

 

Robô humanóide ficará pronto em um ano (Foto: Divulgação)

Fonte: NE10-blog Mundo Bit

Fernando Cunha, SJE 14/12/2013

 

HIPOPOCARANGA

Cogolhos de tudela

Publicado em 26.08.2013, às 10h26

 

 


 
Foto: Paradox Zero


Paulo Rebêlo

Dia desses, paguei vinte reais por um sanduíche de queijo. Não foi em restaurante chique, foi numa barraca de praça, no meio da rua. Não fiquei rico, apenas não aprendi a deixar de ser jeca tatu.

Li na internet sobre a fama do sanduíche e, como qualquer outro gordinho guloso e queijudo, eu não ia dormir em paz enquanto não fosse conhecer. 

Fila enorme. Não quis dar viagem perdida e na fila entrei. Uma grande falta de sacanagem. Os caras colocam uma loira de olhos azuis no caixa. Simpática. Sorridente. A gente paga sem ter noção do que está fazendo. É queijo demais.

No caso do sanduíche, nem é queijo caro. É queijo de supermercado. Quer dizer, não sei a diferença entre queijo caro e queijo de supermercado, mas é queijo igualzinho ao que compro na promoção para casa. Então não é queijo caro.
 
Em minha defesa, devo dizer que sei, sim, a diferença entre queijos. Tem o queijo, o queijo ralado e o requeijão.

Vi um monte de gente voltando para a fila e comprando outro. Ao olhar para o meu pedaço de pão seco com queijo, senti-me violado pela minha própria matutice. A raiva me invadiu.

Não tive raiva da galega do caixa. Tive raiva de mim mesmo. Porque a cada mordida, não conseguia parar de pensar nos  cogolhos de tudela.

Era final dos anos 90 ou início dos anos 2000, não lembro ao certo. Me levaram para um restaurante chique em São Paulo, desses que a gente só vê em novela e que deveriam ter um cartório dentro. Sim, porque assim você pagaria a conta e já ganhava um certificado de jumento.

Fiquei com vergonha igual a matuto quando vi todo mundo fazendo o pedido e falando nomes de pratos que nunca ouvi falar na vida. Eu poderia ter dito que estava com dor de barriga, poderia ter dito que já tinha jantado, poderia ter inventado uma emergência e ter sumido dali para o bar mais próximo. Poderia ter feito mil coisas, menos ficado parado com o cardápio aberto enquanto o garçom me olhava por cima, provavelmente esperando que eu pedisse uma porção de ovo de codorna e uma água mineral.

Em minha defesa, devo dizer que considero ovo de codorna uma iguaria digna de luxo e riqueza.

Mas, como todo jeca, sucumbi ao sistema e à vergonha.

Escolhi rapidamente o prato mais barato que encontrei. Obviamente, custava uma fortuna. Vi o nome "picanha" (não tinha bife à parmegiana) e perguntei ao garçom se acompanhava um feijãozinho, talvez um tutu. O garçom responde que a picanha acompanha cogolhos de tudela.

Ele falou cogolhos de tudela sem rir, na maior simplicidade do mundo, como se estivesse falando feijão, arroz e farofa.

Eu esperei uma risada geral na mesa, mas ninguém riu.

Veja bem, meu bem. De onde eu venho, se alguém diz que vai me dar cogolhos de tudela para comer, eu pergunto se a mãe vem junto.
 
Chegou minha picanha, parecia um bife assado. Um pequeno bife assado. 

Comi tudinho e não vi sombra dos cogolhos da tudela da mãe dele. 

Achei até bom, devem ter esquecido na cozinha. Só na hora de pagar a conta (e ganhar meu certificado) falei ao garçom que meu bife veio sem os cogolhos.

Majestosamente, o cidadão me explicou que veio, sim, e educadamente disse que eu comi o cogolho inteiro. Sim, porque o cogolho de tudela nada mais é do que a cabeça de um alface. Importado não sei de onde. Pelo preço, deve ter sido importado dos anéis de Saturno. Direto para o seu anel na hora de pagar a conta.

Aquela folha de alface murcha, que veio por baixo do meu bife, era o cogolho. Fiquei sem entender porque eles chamam cogolhos, no plural, se veio apenas um cogolho no meu prato.

Cogolhos de tudela é um nome ridículo. Tive que pesquisar para descobrir que o nome é 'cogollos', do espanhol, porque vem de uma cidade na Espanha chamada Tudela. E que tem um sabor amargo e mais forte do que nosso alface comum da feira. É um alface amargo, ruim e murcho, mas é caro pra chuchu.

Daquele dia em diante, eu nunca mais olhei para um alface do mesmo jeito. E achei que tivesse aprendido minha lição. Até pagar vinte reais por um pão com queijo. Porque quem nasce para jeca, morre jeca. E queijudo.

Fonte: NE10

FERNANDO CUNHA, SJE 14/12/2013