Monthly Archives: dezembro 2013

POEMA DA NOITE

Bem no fundo – Paulo Leminski Filho

 

No fundo, no fundo, 
bem lá no fundo, 
a gente gostaria 
de ver nossos problemas 
resolvidos por decreto

a partir desta data, 
aquela mágoa sem remédio 
é considerada nula 
e sobre ela — silêncio perpétuo

extinto por lei todo o remorso, 
maldito seja quem olhar pra trás, 
lá pra trás não há nada, 
e nada mais

mas problemas não se resolvem, 
problemas têm família grande, 
e aos domingos 
saem todos a passear 
o problema, sua senhora 
e outros pequenos probleminhas.

 

Paulo Leminski Filho (Curitiba, 24 de agosto de 1944 – Curitiba, 7 de junho de 1989) – Além de poeta, foi escritor, tradutor e professor. Também escreveu as biografias de nomes como Cruz e Sousa, Edgar Allan Poe e Trotski. Leminski também escreveu letras de música em parcerias com Caetano Veloso e o grupo A Cor do Som. O poeta era faixa preta de Judô. 

GERAL

Problema do ensino não está no jovem, por Claudia Fadel e David Holmes

 

Claudia Fadel David Holmes

A divulgação dos resultados alcançados pelas escolas brasileiras no Enem representa uma oportunidade para se discutir o ensino médio no Brasil. Isso é muito mais urgente do que se entreter com rankings em que as escolas se diferenciam por casas decimais e que ignoram fatores fundamentais como o impacto das condições de origem dos alunos.

O Enem mostra que o ensino médio está longe de responder aos anseios da sociedade e dos jovens. É o retrato de um sistema intrinsecamente desigual, incapaz de desenvolver competências essenciais para um mundo que exige bem mais do que o domínio de conteúdos, mas a capacidade de pensar criticamente, resolver problemas, interpretar a realidade à luz das informações disponíveis.

Então, o que fazer? No Brasil, precisamos deixar para trás características históricas do ensino, como o conteudismo, que se reflete no excesso de disciplinas, em aulas em que o aluno é um coadjuvante apático, a todo tempo a se perguntar: “E isso serve para quê?”

 

 

O Ensino Médio, em modalidade regular, técnica (ou integrada), na escola pública ou privada, quer atenda população socialmente vulnerável, quer atenda os ricos, deve formar cidadãos capazes de atuar em contextos cambiantes, que demandam conhecimentos acima do básico, competências cognitivas altamente desenvolvidas.

Para isso, será necessário mexer no tempo e no espaço da escola, e, claro, na formação dos professores e no próprio projeto pedagógico.

O Ensino Médio deve ser concebido a partir de uma perspectiva integral, com ampliação do tempo de permanência do aluno na escola, formação acadêmica interdisciplinar, espaço para as dimensões da cultura e da arte e, sem dúvida, conexões claras com os desafios do mundo do trabalho.

As aulas devem ser espaços dinâmicos de experimentação, com o uso criativo da tecnologia, simulações, projetos reais, trocas culturais e sociais. Os adolescentes pedem desafios e, por isso, a escola precisa levá-los além dos limites confortáveis, por exemplo, abrindo espaço para projetos de intervenção social.

O Ensino Médio precisa também formar jovens protagonistas, que tenham posturas de liderança e busquem a inovação — um conceito-chave no século XXI. E, principalmente, que queiram fazer a diferença. E isso não é uma retórica, mas características buscadas indistintamente por empresas, ONGs, governos.

Há muito a fazer. A boa notícia é que não será preciso tirar coelhos da cartola. No Brasil, já temos muitas experiências bem-sucedidas, na rede privada, nas escolas públicas e em projetos sociais, que devem ser compartilhadas. Todas têm um traço em comum: mostram que o problema não está na juventude. Tudo o que os jovens querem é uma escola que lhes ofereça uma oportunidade de mudar o mundo.

 

Claudia Fadel é diretora da Escola Sesc do Ensino Médio e David Holmes é professor.

Fonte: Blog do Noblat 30/12/2013

Fernando Cunha, SJE 30/12/2013

 

22/12/2013 21:50
É um tremendo "vale-tudo" 

Maquiavel? A raposa e as uvas?

 

Nem Walcyr Carrasco, autor da novela Amor à vida, conseguiu fazer tanto suspense na trama global quanto Eduardo Campos vem fazendo em relação a sua sucessão, que tem deixado os possíveis candidatos com os nervos à flor da pele.

 

Um dia, Fernando Bezerra Coelho (PSB) diz com todas as letras que tem autorização do governador para "se mexer" no campo da sucessão, mas no dia seguinte a história é outra, porque um socialista é logo escalado para "esfriar" a movimentação do ex-ministro e tudo volta a estaca zero.

 

Tem dia que Tadeu Alencar surge como o preferido do neto de Arraes para sucedê-lo, mas não demora muito e aparece a versão de que o nome pode ser outro, o secretário da Fazenda Paulo Câmara e lá se vai mais um pré-candidato sofrendo com as incertezas.

 

Ou Eduardo Campos não sabe mesmo, ainda, qual o melhor nome para ser candidato a governador no próximo ano ou faz esse suspense todo só pra se divertir. E se você acha que isso não pode ser possível é porque não faz idéia de como os políticos são impiedosos quando se aproxima uma eleição.

Fonte: Blog da Divane carvalho

Fernando Cunha, 30/12/2013

29/12/2013 22:43
Mais um ano sem fim! 

 


 

2013 chega aos seus últimos dias, mas será um ano que não terminou. Como 1968, quando o Brasil vivia um dos períodos mais duros da ditadura militar e Zuenir Ventura escreveu o livro "1968: o ano que não terminou", contando como no país a música e a política ganharam corações e mentes de uma juventude ávida por mudançs sociais e de comportamento. Sonhos interrompidos pelo AI-5 que calou as vozes por várias décadas.

 

Apesar de vivermos em plena democracia, 2013 também é um ano sem terminar porque os acontecimentos que marcaram seus 12 meses não melhoraram a vida da população, como muitos sonhavam.

 

As manifestações nas ruas, que levaram milhares de pessoas a protestar contra a má qualidade dos serviços públicos no mês de junho, surpreenderam políticos e governantes, mas não ajudaram a mudar quase nada.  E podem voltar com mais força em 2014, ano da Copa do Mundo.

 

A Justiça brasileira se destacou em 2013 ao mostrar que, quando quer, trabalha, julga e prende bandidos. O exemplo vem do Supremo Tribunal Federal  (STF) que condenou 25 figurões do PT no processo do mensalão, mandou prender 17, mas ainda falta resolver o que vai fazer com os outros oito condenados que recorreram da decisão e aguardam a decisão final do STF.

 

No Congresso Nacional, 2013 também não termina porque senadores e deputados, passado o susto inicial das manifestações, simplesmente ignoraram os anseios do povo e continuam pintando e bordando com o dinheiro público. É só lembrar um fato recente: o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), viajou num jato da FAB de Brasília para Recife, para se submeter a uma cirurgia plástica estética de implante capilar.

 

E se Dilma Roussef comemora os números do programa Mais Saúde, que objetiva melhorar os atendimentos na área, a presidente da República continua perigosamente indiferente às ruas, como se aguardasse a volta das manifestações e o mesmo acontece com os governos. Se alguém duvida é só aguardar para ver o que acontecerá no Brasil da Copa do Mundo e do ano eleitoral.

Blog da Divane Carvalho,30/12/2013
Fernando Cunha, SJE 30/12/2013

Sobre traumas e superações

POSTADO ÀS 15:22 EM 16 DE DEZEMBRO DE 2013
uma atitude digna de conhecer!

Por Manuela Dantas, especial para o Blog de Jamildo

Viver uma situação traumática não é fácil… A que vivi não foi diferente… Cheguei a pensar após a terceira cirurgia e uma infecção hospitalar séria, a qual quase me fez voltar a UTI (Unidade de Terapia Intensiva), que não conseguiria resistir muito tempo àquelas febres altíssimas e tremores, porém a única certeza absoluta que tinha era a vontade inabalável de continuar viva.

E continuei viva!

Pois é continuei viva e tive que aprender a viver com minha nova condição, já que estava paraplégica e precisava seguir em frente, e para isso algumas características me ajudaram a superar esse desafio e por essa razão resolvi compartilhar com vocês essa experiência com o intuito de colaborar com pessoas que estejam passando por situações semelhantes, ou que por ventura venham a passar.

A primeira característica que identifico que me ajudou nesse percurso foi meu otimismo intrínseco, na verdade me classifico como uma otimista racional, já que procuro avaliar as situações colocando em evidencia o lado bom, por pior que seja o fato, mas, claro, sem me esquecer de ponderar todas as dificuldades e o que fazer para superá-las.

Outro aspecto importante que colaborou para minha superação da crise é que sempre tive boa autoestima. Na ocasião do acidente estava bem resolvida profissionalmente, como também pessoalmente, o que não me fez rejeitarimediatamente as novas condições do meu corpo e sim a querer lutar para reverter à situação que me foi apresentada e continuo lutando…

No mais, o que me foi indispensável nessa caminhada foi o autocontrole, na verdade essa capacidade eu descobri que possuía no dia do acidente, já que eu era entre os acidentados a que estava mais fortemente machucada, e, no entanto mantive a calma suficiente para orientar o meu resgate no sertão do Ceará e assim o meu quadro bem grave (fratura na coluna cervical, fratura na coluna torácica com lesão medular, perfuração do pulmão, hemorragia interna, poli traumas nas costelas) não teve nenhuma complicação até conseguir chegar ao Hospital em Recife 12 horas após o acidente.

De fato, no momento do trauma eu não tinha a mínima ideia que essas características e capacidades me ajudariam a superar a crise e até mesmo a me manter viva, na verdade, as situações foram acontecendo, o tempo foi passando e eu fui vivendo um dia após o outro e cada dia foi um aprendizado diferente, mas o fato é que hoje sei que todas essas características que foram fundamentais para superar traumas, obstáculos e adversidades podem ser capacitadas e melhoradas durante a vida, principalmente as duas últimas,inclusive, acredito, que se o mesmo acidente que vivi tivesse acontecido 10 anos antes a minha resposta de superação não teria sido a mesma, ou com certeza eu necessitaria de um tempo maior de retorno a sociedade e a vida normal.

Ademais o que quero dizer é que a vida real e a exposição normal àsdificuldades da vida nos treinam para as grandes adversidades que talvez tenhamos que enfrentar um dia, mas o que sei é que ter passado por dificuldades menores de forma esporádica manteve a saúde mental necessária para que eu enfrentasse um trauma profundo mais tarde sem depressão e sem angustia e mesmo, por opção, sem psicólogo e sem psiquiatra.

Na verdade, isso, que expliquei através de uma vivência real, nada mais é do que uma capacidade do cérebro, que vem sendo mais estudada nos últimos 5 anos, chamada Neuroplasticidade, que é a habilidade do cérebro se reconfigurar segundo os estímulos que recebe, ou seja, o cérebro é capaz de modificar seu funcionamento de acordo com os estímulos que recebe, o que explica o fato de dependendo de algumas situações externas, o cérebro poder ser estimulado a reagir ou a se entregar.

O fato é que o nosso cérebro pode muito mais do que conhecemos e temos como trabalhar as suas capacidades a nosso favor, de modo a facilitar as nossas demandas e enfrentarmos situações de estresse de modo mais eficaz.

Aliás, nessa busca pelo enfrentamento das adversidades, surgiu outra capacidade fundamental que também pode ser aprimorada com o tempo e a experiência, chamada resiliência, que pela definição científica é a capacidade de se adaptar às situações para superar as adversidades com menor nível possível de estresse.

Aprendi, também, sobre a resiliência com o tempo… Hoje sempre falo que o ser humano se adapta a tudo, a qualquer situação, mas certamente, há 10 anos não diria isso e não teria essa certeza que hoje tenho…

Paralelo a esse arcabouço de características e capacidades importantes para a superação e com a experiência, hoje concluo que diversos fatores colaboraram para minha rápida recuperação mental e dentre eles o mais importante sem dúvida foi o apoio da minha família e amigos, que me deram carinho, compreensão, alegria, força, amor e tempo.

Por fim, lanço mão das palavras de Nelson Mandela para concluir esse artigo: “Eu sou o capitão da minha alma.”. Também sou a capitã da minha alma, Nelson!

 

 
FONTE: NE10,BLOG DO JAMILDO, 16/12/2013
FERNANDO CUNHA, SJE 30/112/2013

DECISÃO

França aprova imposto de 75% sobre salários mais altos

Presidente espera que a decisão leve as companhias a reduzir os salários em um momento de desaceleração econômica e e desemprego

Publicado em 29/12/2013, às 12h39

A Suprema Corte francesa aprovou uma proposta neste domingo (29) prevendo que as companhias paguem imposto de 75% sobre os salários que anualmente excedam 1 milhão de euros (US$ 1,37 milhão), em linhacom a orientação do presidente, François Hollande, de limitar os salários de executivos.

Conselho Constitucional havia rejeitado há um ano uma das principais bandeiras da campanha de Hollande, de criação de um imposto de 75% sobre a renda individual de pessoas com ganho anual superior a 1 milhão de euros ao ano. Diante da rejeição, Hollande alterou a proposta fazendo com que as empresas paguem imposto sobre o ganho de seus principais executivos. 

Segundo ele, a ideia não é "punir", mas acrescentou que espera que a decisão leve as companhias a reduzir os salários em um momento de desaceleração econômica e desemprego, o que está fazendo os trabalhadores a aceitarem trabalhar por menores salários.

Hollande tem defendido que pretende conter o desemprego no país, que tem registrado taxas cada vez maiores. O orçamento para 2014 bastante restrito, prevê queda no déficit público de 4,1% do PIB para 3,6% com receitas de 15 bilhões de euros resultantes de corte de gastos e aumento de impostos. O tal imposto sobre os maiores salários deve produzir receitas de 2,5 bilhões de euros ao ano, de acordo com as estimativas do governo. Fonte: Dow Jones Newswire.

Fonte: JC 29/12/2013

Fernando Cunha, 29/12/2013

METALURGIA

Sindicato fará plantão para avaliar demissões na GM

Plantão será para contabilizar quantos metalúrgicos foram demitidos e qual será a estratégia do recurso a se encaminhado a Justiça do Trabalho para tentar evitar os cortes

Publicado em 29/12/2013, às 12h59

Como será o comportamento da Economia em 2014 em época de eleição?

 

Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos fará, nesta segunda (30), um plantão para avaliar as demissões de operários na linha de montagem do Classic, do complexo industrial da General Motors (GM) na cidade paulista. Segundo o secretário-geral do sindicato Luiz Carlos Prates, o "Mancha", o plantão será para contabilizar quantos metalúrgicos foram demitidos e qual será a estratégia do recurso a ser encaminhado à Justiça do Trabalho para tentar evitar os cortes.

Os metalúrgicos foram demitidos por telegrama, já que muitos da linha de montagem estavam em licença remunerada e os poucos que ainda trabalhavam produziram as últimas unidades no final da primeira quinzena de dezembro. No dia 23 de agosto, a GM, que na semana anterior havia fechado a linha de montagem do Classic, recuou da decisão, retomou a produção do veículo e prorrogou o Programa de Demissão Voluntária(PDV) até o início de setembro.

À época, a GM informou que dispensaria os funcionários que optassem por permanecer na linha de produção ou em licença remunerada a partir de 1º de janeiro de 2014. Ontem, a GM divulgou nota ratificando a decisão. Estimativa do sindicato aponta que 304 dos 750 operários da linha de montagem aderiram ao PDV encerrado em setembro. O restante estava dividido entre os ativos e os em licença remunerada.

"Não significa que acabado o prazo eles poderiam demitir. Por isso, vamos ter de recorrer à Justiça do Trabalho", disse Mancha. "Não temos sequer um balanço, porque muitos funcionários estão viajando e a GM não comunicou quantos ainda estavam na produção ou em licença", completou.

A montadora, que manterá a produção do veículo em São Caetano do Sul e na Argentina, sempre atribuiu a decisão de encerrar produção do Classic em São José dos Campos aos custos da linha, os mais altos da América do Sul. As outras unidades da GM em São José dos Campos estão em férias coletivas até o dia 22 de janeiro e não serão afetadas pelos cortes. 

A GM tem planos de investimentos de R$ 2,5 bilhões em uma possível nova fábrica no País. No entanto, a montadora ainda não definiu se a unidade será no Brasil e, caso isso ocorra, a unidade de São Caetano do Sul seria a favorita a receber o aporte. Contudo, São José dos Campos também está na lista de locais da nova fábrica da montadora.

Fonte: JC 29/12/2013
 
Fernando Cunha, 29/12/2013

ENERGIA

Leilão define que Pernambuco terá 6 usinas solares

 

capacidade total de geração será de 122 MW e investimento de R$ 597 milhões. Valor médio ficou em R$ 228,63 por MW/h

Publicado em 28/12/2013, às 11h25

Pernambuco terá seis usinas de geração de energia solar com capacidade de gerar 122 megawatts (MW), o que corresponde a seis vezes a atual capacidade instalada no Brasil de produzir energia usando como matéria-prima o sol. O investimento será de R$ 597 milhões. Esses empreendimentos serão instalados para vender a energia comercializada no primeiro leilão de energia solar do País, realizado ontem pelo governo de Pernambuco.

O leilão teve cinco projetos vencedores, que implantarão as seis usinas. O primeiro terá a capacidade instalada para gerar 30 MW e ficará em Santa Maria da Boa Vista, no Sertão do São Francisco. Ele será implantado com um investimento de R$ 150 milhões pela Sowitec Operacional Brasil, empresa de origem alemã que tem um escritório em Salvador. 

A segunda vencedora foi a companhia Enel Green Power, que implantará duas usinas, cada uma com a capacidade de gerar 5 MW e um investimento total de R$ 43,8 milhões. A terceira foi a empresa pernambucana Kroma Energia, que implantará uma unidade para produzir 29,25 MW na cidade de Flores, também no Sertão, com um investimento de R$ 149,9 milhões. O quarto empreendimento ficará no Cabo de Santo Agostinho, demandará um investimento de R$ 149,9 milhões e será implantado pelo grupo Cone Concierge S.A. E o último parque será o da empresa Sun Premiere Holding Participações – formada pela companhia chinesa Jinko e uma empresa espanhola –, que vai gastar R$ 103,1 milhões no empreendimento, localizado em Joaquim Nabuco, Mata Sul.

preço médio da venda da energia solar ficou em R$ 228,63 por megawatt-hora (MWh). O mais barato foi R$ 193 (da empresa Sun Premiere) e o mais alto, R$ 246, da Kroma. No mês passado, o último leilão de energia eólica realizado pela União ficou em R$ 124 o MWh. O leilão realizado pelo Estado foi similar aos promovidos pela União. Foram escolhidas as empresas que apresentaram os melhores preços de venda (da energia). As vencedoras implantarão esses empreendimentos em 18 meses e venderão a energia por 20 anos.

Fonte: JC 29/12/2013

Fernando Cunha, SJE 29/12/2013

 

 

NATAL É TEMPO DE CELEBRAR TUDO

O FILHO QUE NASCEU

AQUELE PERU NA CEIA

OS PRIMEIROS PASSOS,OS DESCOBRIMENTOS

AS PERDAS, QUE DEIXAM SAUDADES

O SEU TRABALHO,AS SUAS CONQUISTAS

AQUELA MÚSICA QUE TOCOU QUANDO ESTAVA APAIXONADO

O PRIMEIRO SALÁRIO, AQUELA MEIA FURADA DE ESTIMAÇÃO

O LIVRO VELHO DA FACULDADE

O COMPROVANTE DO VOTO CONSCIENTE, NEN LEMBRA NÉ

O CONSELHO DE SUA MÃE,DO SEU PAI

O CARINHO DOS AVÓS

A LEMBRANÇA DA INFÂNCIA,SEM MEDO,SEM COMPROMISSO,SEM DÍVIDAS

O PRIMEIRO BEIJO, O FRIO NA BARRIGA, BORBOLETAS NO ESTÔMAGO

SE FALTAR ALGUMA COISA, MIM LEMBRE,NÃO FIQUE SOZINHO…

ENTRE DE PENETRA DE VEZ EM QUANDO NA FESTA DE ALGUÉM

MUDE SUAS IDÉIAS EM 2014 E SEMPRE

COMA NO NATAL,NO ANO NOVO E DEPOIS MALHE EM JANEIRO

E AQUELA DOR DE BARRIGA SEM HORA

ANDAR DE BIKE E CAIR NA CALÇADA

TOMAR BANHO DE CHUVA E DEPOIS VITAMINA C

LIGAR PARA UM AMIGO DISTANTE OU ENCONTRAR NO FACE

COLECIONAR ALGUMA COISA:FORMIGAS ANDANDO NA GARRAFA

COMER PUDIM DE LEITE,DOCE DE BANANA,RAPADURA

LEMBRA DAQUELE PUM NA SALA DE AULA E FICAR COM CARA DE PAISAGEM

Fernando Cunha, São José do Egito, 24/12/2013

Recentemente aqui em São José do Egito houve um encontro promovido pela ADESJ-Agência de Desenvolvimento de São josé do Egito,com participação de vários bancos e foi feito a entrega de certificados dos cursos de conclusão;o microcrédito é uma das melhores ferramentas de inclusão social,financeira,que começou na África com mohhamad hunus prêmio nobel de Economia com uma tese sobre microfinanças. Na minha fala enfatizei como é importante a participação de toda sociedade e que as mulheres sejam a grande revolução para fazer desta uma sociedade mais justa!  boa leitura,vejam abaixo artigo na Folha de São Paulo:

O microcrédito tem crescido em ritmo intenso, mas ainda está longe de alcançar todos os pequenos empreendedores que precisam de acesso aos empréstimos, avaliam especialistas ouvidos pela Agência Brasil. Em novembro deste ano, o microcrédito alcançou o saldo recorde de R$ 4,873 bilhões, com crescimento de 26,7%, comparado a igual período de 2012 (R$ 3,570 bilhões). A série histórica do Banco Central (BC) tem início em 2007. As concessões também foram recorde em novembro, com registro de R$ 1,119 bilhão em desembolsos pelos bancos.

Entretanto, segundo o coordenador do Centro de Estudos em Microfinanças da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV), Lauro González, mesmo com o crescimento, apenas parte do mercado é atendida. A estimativa é que atualmente 25% dos 10 milhões de clientes potenciais tenham acesso ao microcrédito.

O empréstimo, geralmente com taxas de juros mais baixas do que de outros financiamentos, ajuda pequenos empreendedores a iniciar ou melhorar os negócios, com investimentos, por exemplo, em equipamentos e reformas ou produtos para vender. No microcrédito produtivo orientado, os bancos analisam a capacidade de pagamento, a necessidade de empréstimos e prestam serviço de orientação sobre gestão dos negócios.

Para Gonzáles, é preciso haver investimento e inovação dos bancos privados, além de maior participação do Banco do Brasil e da Caixa Econômica e Federal. "O microcrédito ganhou impulso sobretudo por conta do Banco do Nordeste. A participação do setor privado é limitada", disse. Segundo o professor, os bancos precisam desenvolver tecnologias e produtos adequados ao público.

Gonzáles critica ainda o subsídio oferecido por meio do Programa Crescer, que concede microcrédito produtivo orientado para pequenos empreendedores. A iniciativa, lançada em 2011, tem subsídios para "equalização de taxas" para as instituições financeiras dispostas a fazer as operações, cobrando os juros previstos pelo programa. Assim, na opinião de Gonzáles, fica difícil para os bancos que não participam do programa se interessarem pelo segmento e oferecerem taxas de juros mais baixas.

O diretor de Desenvolvimento Sustentável e Microfinança do Banco do Nordeste, Stélio Gama Lyra, considera um "grande avanço" a participação do Banco do Brasil e da Caixa no programa Crescer. "Temos trocado experiência com a Caixa e Banco do Brasil", disse. Para Lyra, ainda é preciso "tempo de maturação" para que o programa nos outros bancos ganhe mais força. O Banco do Nordeste tem maior atuação no programa do que os demais. Além da Caixa e do Banco do Brasil, participam do Crescer o Banco da Amazônia, o Banrisul, o Banestes e a Agência de Fomento do Paraná.

Atualmente, o Banco do Nordeste tem 1,6 milhão de clientes, com saldo de R$ 2 bilhões de microcrédito, em 30 de novembro. São 13.170 de operações de crédito por dia, com taxa de juros a 5% ao ano. As operações são feitas no Nordeste e no Rio de Janeiro, com o auxílio de organizações não governamentais. Somente neste ano, até 30 de novembro, foram feitos 3 milhões de operações, no total de R$ 5,11 bilhões de concessões.

A Caixa iniciou a atuação em programa em 2011, com concessões de empréstimos que totalizam R$ 6,204 milhões. Neste ano, até 10 de dezembro, foi emprestado um montante de R$ 1,694 bilhão. O saldo da carteira está em R$ 1,212 bilhão.

O Banco do Brasil iniciou o programa com desembolsos de R$ 146,9 milhões, em 2011, e em setembro deste ano o valor chegou a R$ 794,9 milhões. Ao final de setembro de 2013, o banco registrou a quantidade de 841.790 clientes ativos atendidos com saldo de R$ 636,4 milhões.

Para Jerônimo Ramos, superintendente de Microcrédito do Santander, esse tipo de empréstimo está se consolidando no país. "Há um crescimento consistente. O acesso ao crédito potencializa a vocação para o empreendedorismo do brasileiro", disse. O banco atende, atualmente, a 121 mil empreendedores, com saldo da carteira de microcrédito em R$ 261 milhões, em outubro.

O Santander tem 210 agentes de crédito e 25 núcleos de microcrédito. Os agentes vão às comunidades onde os clientes estão para oferecer o microcrédito. "O agente de crédito é como o gerente de relacionamento. Ele faz uma avaliação dentro da necessidade do empreendedor", explicou. A atuação do banco está concentrada no Nordeste (80%), mas também há presença no Rio e em São Paulo (20%). "O mercado mais propício é o não servido por bancos de modo geral", disse Ramos.
 

Fonte:Jornal do Brasil

Fernando Cunha, 23/12/2013 SJE